segunda-feira, 14 de julho de 2008

ALTERAÇÕES NAS DATAS DAS ACÇÕES DE FORMAÇÃO DE ADD



Houve necessidade de proceder a algumas alterações na calendarização das acções de formação de Avaliação de Desempenho Docente. As novas datas estão disponíveis na página do Centro de Formação de Professores de Águeda.


A directora do CFPA

domingo, 13 de julho de 2008

PENSAMENTOS...

INTERNET: PONTOS PÚBLICOS DE LIGAÇÃO SEM FIOS AUMENTOU


Restaurantes, cafés, hotéis, centro comerciais, praças e espaços culturais e desportivos concentram os mais de 1600 pontos públicos de acesso sem fios à Internet ("hotspots wi-fi") em Portugal, o dobro do número registado há apenas três anos.

Actualmente instalada em quase 232 mil pontos pagos ou gratuitos de 134 países, segundo dados da JiWire - entidade internacional que identifica "hotspots" - a tecnologia "wi-fi" permite o acesso em banda larga via rádio até uma distância de 100 a 300 metros.

Com um portátil, o utilizador pode trabalhar "online" fora do escritório ou de casa, sem perdas de tempo e podendo optar pelo local que lhe for mais conveniente. (...)

Apesar do aumento, Portugal ainda não integra a lista dos dez países com maior número de "hotspots", na qual os Estados Unidos (com mais de 62.700) e a Suíça (com quase 4.000) ocupam, respectivamente, a primeira e a décima posições.

ENERGIAS ALTERNATIVAS



A crise do petróleo e as alterações climáticas obrigaram as companhias aéreas a acelerar a procura de soluções para que os aviões sejam mais ecológicos e menos pesados na hora de pagar a factura do combustível. A indústria aeronáutica, liderada pelos americanos da Boeing e os europeus da Airbus, tem anunciado nos últimos tempos novos projectos em alternativa ao querosene. Para já, existe a garantia da Boeing de ter um avião híbrido a voar na próxima década.

Os testes com aviões movidos a pilha de combustível (hidrogénio) já começaram. E há também já ensaios com aviões solares. A redução das emissões de CO2 para a atmosfera constitui um dos maiores desafios para a aviação. Os gigantes da indústria - Boeing e Airbus -, têm vindo a desenvolver novas gerações de aviões cada vez mais eficientes em termos de consumo.

Recentemente a companhia nipónica Japan Airlines (JAL) anunciou a realização de um voo de ensaio com um aparelho movido a biocombustível de algas e plantas não comestíveis, misturado com o combustível convencional para aviões. Também os alemães da Lufthansa se propõem reduzir em 25% as emissões de dióxido de carbono em 2020 utilizando biocombustíveis. (...)

sábado, 12 de julho de 2008

GEOGEBRA - SOFTWARE LIVRE NA ESCOLA


A CRIE - Equipa Computadores, Redes e Internet na Escola do Ministério da Educação disponibiliza online a 1.ª edição do CD Software de Matemática de distribuição livre com um conjunto de software seleccionado para responder às necessidades das Escolas no domínio da Matemática.
O CD inclui o
GeoGebra um software gratuito de matemática dinâmica que reúne recursos de GEOmetria, álgebra e cálculo. O GeoGebra possui todas as ferramentas tradicionais de um software de geometria dinâmica: pontos, segmentos, rectas e secções cónicas e tem a vantagem didáctica de apresentar, ao mesmo tempo, duas representações diferentes de um mesmo objecto que interagem entre si: a representação geométrica e a representação algébrica.

(in Blog da Formação)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

PORTUGAL COM OS PIORES RESULTADOS EM ABANDONO ESCOLAR



Portugal é dos países europeus com piores resultados em abandono escolar e onde menos alunos completam o secundário, revela um relatório da União Europeia sobre os objectivos para a Educação até 2010, definidos na Estratégia de Lisboa.
O relatório de 2008 sobre os sistemas de educação da União Europeia baseia-se num conjunto de dezasseis indicadores e cinco valores de referência e "confirma passos lentos mas consistentes" no conjunto da UE através da comparação de 18 países em áreas consideradas chave, como a conclusão do Ensino Secundário, o abandono escolar, a falta de competências de literacia, formação em matemática, ciências e tecnologias e participação de adultos em programas de aprendizagem ao longo da vida.

De acordo com o documento, Portugal e Malta são os piores no que se refere ao abandono escolar, com taxas de 36,3% e 37,6%, respectivamente, em 2007. Neste campo, os melhores resultados foram obtidos pela República Checa, Polónia e Eslováquia, todos com taxas abaixo dos 10%.Também na conclusão do Ensino Secundário, Portugal e Malta são os países com piores resultados, numa lista em que os melhores são, de novo, a República Checa, Polónia, Eslováquia e Eslovénia.Segundo o relatório, só 53,4% da população portuguesa entre os 20 e os 24 anos completaram o secundário.(...)

PROJECTO CADERNO DIGITAL - ACABAR COM AS MOCHILAS...


Projecto “Caderno Digital”
As mochilas podem ter os dias contados. O mote do projecto “Caderno Digital” não é “Aprender sem livros”, mas a sugestão assenta-lhe como uma luva. No início do próximo ano lectivo, os alunos do ensino básico da Maia vão poder aceder a todos os conteúdos leccionados e trabalhos realizados nas aulas através de uma simples pen drive. Todo o peso dos livros e cadernos pode agora ser substituído por uma pequena caneta USB facilmente transportável no estojo, pendurada ao pescoço ou até no bolso. A iniciativa, pioneira no país, pretende simplificar o processo de estudo aos alunos – através de uma maior interacção multimédia com as novas tecnologias – e, também, expandir a ligação entre pais, educandos, professores e município.O “Caderno Digital” é um suporte de apoio pedagógico multimédia criado apenas para o primeiro ciclo que “disponibiliza aos alunos o acesso aos planos e conteúdos das aulas nas áreas de Português, Matemática, Inglês e Estudo do Meio através de quadros interactivos, múltiplas actividades e jogos pedagógicos, sempre articulados com as matérias leccionadas na sala de aula”, explica Sílvia Sousa, coordenadora do projecto. (...)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

É PRECISO CONCRETIZAR


Qual é o conceito de tautau?
Tautau é um conceito geral e abstracto, é preciso concretizar.
Falam de tautau como agressão violenta, ou tautau suave, carinhoso, educativo?", questionou ontem o advogado de uma antiga auxiliar de um infantário de Coimbra, julgada por três crimes de maus tratos sobre outras tantas crianças, com idades a rondar os dois anos.
António Arnaut, o advogado de defesa, intervinha na fase das alegações finais do julgamento, minutos após um advogado da acusação, Paulo Faustino, defender que a arguida "deve ser condenada, porque deu tautau". Este jurista aludia a relatos de um menino sobredotado, que terá dito aos pais de que a auxiliar lhe batia. (...)

terça-feira, 8 de julho de 2008

FORMAÇÃO EM AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE


Tem início amanhã, no Centro de Formação de Professores de Águeda (CFPA), a primeira acção de formação destinada a coordenadores de departamento/avaliadores, no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente (ADD).

Outras se seguirão, destinadas a conselhos executivos, comissões de coordenação e docentes, em geral.
É um programa que se estende até ao final do primeiro período do próximo ano lectivo e que tem como objectivo apoiar os intervenientes no processo de ADD.

Estamos conscientes que as escolas conseguem mudar, até com alguma rapidez, o que é material e organizativo. No entanto, não conseguem mudar facilmente o que é trabalho individual. A mudança que se antevê, vem mexer com os actores, nomeadamente quando diz que a responsabilidade é partilhada por todos, quando traz para o centro da escola o Projecto Educativo (PE), quando apela à liderança pedagógica e quando considera como objectivos finais o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores e a melhoria da qualidade das aprendizagens e dos resultados escolares dos alunos.

Que caminho seguir para vencermos as dificuldades que objectivos tão ambiciosos nos colocam?

Resta-nos esperar, enquanto responsáveis pelo CFPA, que esta formação, esforço conjunto da DGRHE e dos Centros de Formação de Associação de Escolas, contribua para que a avaliação esteja ao serviço de uma escola eficaz e equitativa.
A Directora do CFPA

"UM DIPLOMA PARA TODOS... É UM DIPLOMA PARA NINGUÉM!"


O texto do Desidério Erros e mentira política, toca num problema fundamental da educação escolar na contemporaneidade: o valor do conhecimento. Os discursos em torno dos exames não fogem a este problema. Quando discutimos a sua pertinência, as suas funções e técnicas, estamos, explicita ou implicitamente, a atribuir (ou recusar) valor intrínseco e/ou instrumental aos conhecimentos que a escola tem por missão veicular.

A este propósito lembrei-me do livro de François de Closets, A felicidade de aprender e como ela é destruída (Lisboa: Terramar), publicado entre nós em 2003, do qual retiro a seguinte passagem (página 297 -298):

"Nos últimos cinquenta anos, a educação em França tem sido uma prioridade nacional. Tem estado no centro de um debate permanente, marcado aqui e além, por confrontos apaixonados. Foi objecto de múltiplas reformas (quase sempre abortadas). Beneficiou de orçamentos gigantescos e cada vez maiores. Como foi possível que um tal investimento, acompanhado de um empenhamento tão constante, redundasse na perda total da felicidade de aprender, uma perda que foi crescendo à medida que a instrução se foi difundido. Como foi possível que a cultura se fosse fossilizando à medida que a escolaridade aumentava e se ia generalizando?

Estas questões não servem de balanço. Limitam-se a apontar a dedo o passivo de todo um sistema. Porque há, é preciso dizê-lo, um activo. Os cidadãos frequentam durante mais tempo a escola, acumulam uma abundante caterva de diplomas. São contrapartidas apreciáveis. Simplesmente, não é isso o que mais importa. O que importa é que foi feita, ao nível da educação uma aposta utilitária, para não dizer utilitarista, com o objectivo de fornecer às nossas crianças instrumentos para enfrentar o mundo em crise, porque esse é o estado do mundo que lhe vamos deixar. É legítimo, pois, que nos perguntemos se a opção que fizemos foi a mais acertada (…). De reforma em reforma, procurou-se obstinadamente dar corpo a um sonho democrático e cultural – que todas as crianças dispusessem de iguais oportunidades para se instruir e cultivar (…).

Mas (…) a ambição cultural foi abafada pela pressão social. Milhões e milhões de actos individuais foram deslocando o sistema até o fazerem coincidir com o seu pólo utilitarista, transformando o saber num instrumento, e não numa finalidade (…).Viu-se na escola um remédio contra a crise e, postos perante a alternativa – sucesso ou desemprego –, fizeram a pior das escolhas (…). O que sobra quando tudo o mais tiver sido esquecido não é a cultura, é o diploma. Podemos lamentar uma tal aposta, não podemos contestá-la… desde que as premissas de que parte sejam exactas, a saber, que o sucesso na vida depende do sucesso escolar.

Se admitirmos essa premissa, temos de admitir a principal das suas consequências – o abandono da educação em proveito exclusivo da competição.Em contrapartida, se essa premissa (que tomamos por uma evidência) se revelasse ser, uma vez mais, um erro (na ocorrência, o erro mais partilhado por toda a gente), se os diplomas, por hipótese, não passassem de remédio ilusórios, neste caso, a opção tomada teria sido uma gigantesca farsa, uma sinistra floresta de enganos. Temos, assim, de desfazer essa última dúvida.
Temos de saber se valeu a pena termos queimado a cultura num gigantesco auto-de-fé, se a fogueira ateada era o necessário (embora sacrílego) contra fogo. No centro do debate, encontra-se, pois, o diploma-rei. Comportamo-nos como seus leais súbditos, apesar de nem sempre nos aperceberemos do papel central, ditatorial que desempenha na nossa sociedade. E a questão-chave reside justamente nessa centralidade. O diploma é uma necessidade incontornável dos tempos modernos, ou é tão-só uma quimera (…)?"

Helena Damião
Consultora do CFPA

QUALIDADE ALIMENTAR NA ESCOLA

Encontro Qualidade Alimentar na Escola


Promovido pela Direcção Regional de Educação do Centro, no próximo dia 10 de Julho de 2008, para apresentação dos Manuais de Qualidade destinados a apoiar a actividade dos refeitórios e bufetes escolares.

Esta iniciativa terá lugar no Centro de Congressos de Aveiro, destinando-se a todos os agrupamentos e escolas secundárias, colégios particulares com contrato de associação, escolas profissionais, câmaras municipais e outros convidados.
Será efectuada a apresentação dos Manuais de Qualidade destinados a apoiar a actividade dos refeitórios e bufetes escolares. A documentação inclui dois manuais HACCP – um destinado ao bufete e outro ao refeitório - e outros dois manuais de boas práticas respeitantes aos sectores atrás especificados.
Estes manuais têm como objectivo apoiar o processo de implementação do HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points) no âmbito do Regulamento Europeu 852/2004, fornecendo alguns meios de apoio aos estabelecimentos de ensino. Serão também distribuídos dossiers e documentação plastificada, com alguns dos procedimentos discriminados - para colocação nos locais de trabalho - visando conseguir a uniformização deste processo em todas as escolas.
A Segurança Alimentar tem vindo, paulatinamente, a assumir uma particular importância, sendo, cada vez mais, um elemento obrigatório para os consumidores. Presentemente, o grande desafio do sector alimentar é o restabelecer a confiança destes, dando-lhes a conhecer todas as medidas de prevenção e controlo utilizadas nas actividades de manuseamento e produção de alimentos. É uma das grandes preocupações partilhada pela Direcção Regional de Educação do Centro, que, por esta razão, sentiu a necessidade de produzir e disponibilizar estes materiais de apoio às escolas.


(in página da DREC)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

EM POUCAS ÁREAS SE MENTE TANTO...


“...em poucas áreas se mente tanto como na política educacional e escolar”.

D. Schwanitz, 2004


Noutro texto afirmei que a facilidade, ou o facilitismo, dos exames nacionais, promovido pelos responsáveis por políticas e medidas educativas, não é um cenário exclusivo do nosso país, estando descrito na literatura internacional. Um leitor lembrou que o assunto deveria ser desenvolvido. “Confesso”, escreveu ele, “que estou farto de ler conversa fiada sobre o assunto e se há trabalhos que identificam e caracterizam o problema, o melhor é ler esses trabalhos e tirar deles conclusões mais precisas.

Acontece que a época do ano lectivo não é propícia a uma revisão desses trabalhos para, com base neles, escrever um texto síntese que já se vai exigindo na reflexão sobre a avaliação externa que se faz no nosso país. Prometendo voltar ao assunto, com outros fundamentos, aqui deixo a observação de D. Schwanitz (2004, 26-28) sobre a situação na Alemanha, que, não sendo igual à nossa, muito tem a ver com ela, particularmente neste momento em que, de modo supeito, as médias dos exames de matemática sobem cerca de 75% (...)

“Na Alemanha, as escolas padecem de uma contradição atormentadora: é suposto os alunos aprenderem o mesmo em todo o lado para assegurar que as habilitações escolares – com destaque para as de acesso ao ensino superior – tenham um nível ao menos aproximadamente homogéneo. No entanto, cada estado federal define a sua própria política escolar cujas características dependem respectivamente do partido que o governa (…).

As notas não constituem parâmetros absolutos, mas sim de comparação; tal como o dinheiro, tornam comparável o incomparável (…). No entanto, isso foi escamoteado. As notas foram inflacionadas. Foi como com a inflação do dinheiro: toda a gente tinha a carteira recheada de notas de mil, mas não conseguia comprar nada com elas (…). As notas passaram a estar para a escola como as frases feitas estão para a linguagem: deixaram de ter qualquer significado.


Com isto, nas escolas as normas desmoronaram-se. Para os adolescentes que, por natureza tendem para um pensamento fortemente normativo, tal foi um pretexto para desdenharem da sua escola; não podiam identificar-se com uma instituição destas. O desprezo também tomou conta dos professores, os quais foram entregues a um destino terrível. ”Não se use esta passagem para se relativizar o nosso (in)sucesso em matemática ou noutras áreas disciplinares, mas para se perceber que há países ocidentais onde, apesar da tendência dos mais altos responsáveis pelo ensino para manipular resultados da avaliação externa (e, até, da avaliação interna), existe uma discussão importante na sociedade sobre o assunto.
Intelectuais da craveira de Schwanitz envolvem-se nela, denunciando abertamente as estratégias e os resultados da manipulação. Trata-se de um trabalho crítico sistemático que contribui para a verdade sobressair no meio da confusão deliberada dos discursos político-partidários. Este é um trabalho que, com grande urgência, precisa de ser feito em Portugal.

Referência da obra citada:- Schwanitz, D. (2004). Cultura: Tudo o que é preciso saber. Lisboa: Dom Quixote.

Helena Damião
Consultora do CFPA

GOOGLE EARTH LESSONS


Utilize o Google Earth para ensinar
Google Earth Lessons disponibiliza planos de aulas e outros recursos educacionais que podem ser utilizados pelos professores nas suas aulas.

FORNO ROMANO EM EIXO


Foi, ontem, inaugurada em Eixo a primeira fase da protecção aos restos de um forno cerâmico romano descobertos em Dezembro de 1985 e que sempre estiveram ao abandono, no meio de um silvado.
A antiga lixeira de Ribas deu lugar a um aprazível parque de lazer aproveitando a localização dos restos de um forno cerâmico romano e que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Eixo, Carlos Anileiro, esteve "até hoje ao Deus dará, com acesso difícil, sem manutenção do espaço envolvente, no silvado".
Investimento de 15 mil euros, entre verbas da Câmara de Aveiro e da Junta de Eixo, a primeira fase de protecção ao forno cerâmico romano de Eixo foi, ontem, inaugurada, com a presença do vereador do pelouro da Cultura, Capão Filipe, e do especialista italiano Fábio Carbone, a quem se deve a descoberta e posterior recuperação do resta do forno cerâmico romano.(...)

(in Jornal de Notícias)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

VINCULAÇÃO DE PROFESSORES AOS QUADROS DOS AGRUPAMENTOS


O ministério da Educação anunciou hoje que os candidatos no próximo concurso de professores vão integrar os quadros dos agrupamentos em que forem colocados, uma medida que pretende estabilizar os docentes na mesma escola.
Em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, realçou que o diploma que estabelece as regras do próximo concurso de professores, que fixa os docentes à mesma escola durante quatro anos, a partir do próximo mês de Janeiro, "prevê a possibilidade de os professores dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) integrarem os quadros de agrupamentos onde estão colocados".Valter Lemos destacou que "a tendência é para o desaparecimento dos quadros zona e vincular os professores às escolas onde estão colocados". Actualmente são cerca de 33 mil os professores que estão nos Quadros de Zona Pedagógica. "Os QZP manter-se-ão para aqueles professores que não obtenham logo colocação, até à sua integração completa nos agrupamentos", disse, salientando que "enquanto não obtiverem lugar manterão os direitos que tinham no QZP". (...)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

BASES DE DADOS SOBRE EDUCAÇÃO



EDUCATION RESEARCH COMPLETE
Cobre todos os níveis de ensino, desde a educação pré-escolar até ao ensino superior e todas as especialidades em educação. Possui resumos de artigos de publicações periódicas (mais de 1800 títulos) e 900 publicações periódicas em texto integral. Contém ainda algumas dezenas de livros em texto integral.
ERIC – EDUCATIONAL RESOURCE INFORMATION CENTER
Contém cerca de 1.194.000 registos e links para mais de 100.000 documentos em texto integral.
Estas bases de dados estão disponíveis no Centro de Documentação e Informação da Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, sito na Travessa Terras de Sant’Ana, 15 em Lisboa.
Contactos:
Tel. 213895117/8Fax 213895299


(in página da DGIDC)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

LIDERANÇA EDUCATIVA SUSTENTÁVEL



O termo sustentabilidade foi cunhado no campo ambientalista por Lester Brown, fundador do Worldwatch Institute, no início dos anos 80. Este definiu como sustentável uma sociedade que é capaz de satisfazer as suas necessidades sem diminuir as oportunidades de as gerações futuras satisfazerem as suas.(...) No campo da educação, Michael Fullan define a sustentabilidade educativa como "a capacidade de um sistema para se envolver nos aspectos complexos de um aperfeiçoamento contínuo, consistente, com valores humanos profundos". (...)

O propósito sustentável e central da educção é a aprendizagem profunda e ampla; este é um direito de todos. Muitas vezes, este tipo de aprendizagem é também um aprender lento - crítico, penetrante, reflectido e meditativo. Trata-se de uma aprendizagem que envolve os sentimentos das pessoas e que se articula com a sua vida. A aprendizagem profunda assemelha-se mais ao amor do que à luxúria. Não está demasiado preocupada com o desempenho. Não pode ser apressada. Não melhora com a fixação de metas. Raramente é medida por testes e é algo que não se pode fazer só porque alguém nos ordena que o façamos. Mae West colocou a questão de uma forma particularmente feliz: "Tudo o que vale a pena fazer, merece ser feito devagar".

(Hargreaves&Fink, 2007)

NEM TUDO O QUE VOA É SUPER...



Quase 70 anos de personagem e muita coisa ficou no caminho. Quem hoje assiste ao novato Brandon Routh vestir a capa rubra e o colante azul do Superman, não sabe que o herói já morreu, teve programa de rádio e já levou uma surra do Batman.

Desde que foi criado em 1938 por dois garotos judeus, o Superman é a maior instituição da cultura pop, alternando bons e maus momentos em diversas mídias, mas ainda assim sempre popular. Mas o que faz um homem truculento voador, vestido com as cores da bandeira norte-americana, com a cueca por cima da calça fazer tanto sucesso, a ponto de ser uma imagem fixa nas mentes de todo o planeta?

(in blog O Grito!)

A MORTE LENTA DO GELO ETERNO




Árctico está a aquecer a um nível galopante que preocupa quase toda a comunidade científica mundial. O paradoxo é que na Gronelândia, o degelo é bem-vindo.

"Se vamos parar à Terra Nova, acaba-se-nos a viagem, para viver ao ar livre naquele clima é preciso ser esquimó". Em 1986, o receio ficcionado por José Saramago ainda fazia algum sentido. Hoje, passados 12 anos, a "Jangada de Pedra" não correria tamanho perigo. O planeta, já se sabe, está a aquecer, os gelos - mesmo os considerados eternos da Gronelândia - estão a derreter e o Árctico é cada vez menos um lugar acessível apenas a esquimós.
"A temperatura na região aumenta na ordem dos 0,7 graus por década", diz Ernesto Rodriguez Camino. Para o conceituado meteorologista espanhol, "isto não é discutível, está mesmo a acontecer e o aquecimento no Árctico é o dobro do registado nas outras regiões".(...)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O CÉREBRO DOS DISLÉXICOS




A dislexia é tema de uma novela da Globo. O papel de disléxica em "Duas Caras" cabe à actriz Bárbara Borges, que vive Clarissa, uma jovem que tem o sonho de ser juíza, mas que sempre enfrentou dificuldades de leitura. Com o apoio da mãe, ela passará no vestibular para o curso de Dreito. Assim como Clarissa, os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades de leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido.

A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa. Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar correctamente as palavras, mesmo porque as três habilidades linguísticas são cultural e historicamente construídas pelo Homo sapiens.(...)

ACADEMIAS DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO


O Ministério da Educação celebra hoje um protocolo com várias empresas da área das tecnologias da informação e da comunicação (TIC), o qual permitirá a implementação de 30 Academias TIC nas escolas portuguesas. A cerimónia, que decorre no Auditório VIII do Centro de Congressos de Lisboa, conta com as presenças da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e do coordenador do Plano Tecnológico da Educação (PTE), João Trocado da Mata. Apple, Cisco, Linux, Microsoft, Oracle e Sun serão as primeiras academias a criar no âmbito do protocolo de colaboração, segundo o Ministério da Educação. As Academias TIC oferecem formação extracurricular nas áreas de especialidade das empresas parceiras. Em Setembro próximo, os professores das escolas abrangidas na primeira fase iniciam a formação para obter a certificação necessária para leccionar nas academias. "O programa proporcionará aos alunos, aos docentes e aos não docentes o reforço e a certificação das suas competências, assim como um contacto privilegiado com algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo", realça o ministério. As Academias TIC nas escolas são uma iniciativa do PTE, inserida no eixo da formação. "Uma das metas fundamentais deste plano é a de colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados no âmbito da modernização tecnológica do ensino", adianta o ministério. Com um investimento de 400 milhões de euros, o PTE pretende equipar, até 2010, as escolas com 310 mil computadores, nove mil quadros interactivos e mais de 25 mil videoprojectores.

domingo, 29 de junho de 2008

AVALIAR PARA MUDAR OU MUDAR PARA AVALIAR?



O Decreto Regulamentar n.º 2/2008 relançou a discussão sobre a influência dos resultados escolares dos alunos na avaliação do trabalho docente: avaliar a escola para a mudar ou mudá-la para avaliar?
Sendo o sucesso académico um dos principais indicadores do sucesso do sistema educativo, a sua referência na avaliação do desempenho docente deverá assumir um carácter formativo, de reflexão sobre os resultados das aprendizagens dos alunos, no sentido da melhoria do processo de ensino-aprendizagem e não um carácter classificativo, que pouco reflectirá das efectivas aprendizagens dos alunos.

Para que tal ocorra, consideramos que a avaliação do desempenho deverá ser integrada no próprio dispositivo de auto-avaliação de escola, nomeadamente pelos referentes internos que convoca para a sua operacionalização. A ausência de uma profunda reflexão sobre a articulação entre estes dois sistemas de avaliação, poderá estar na origem de inúmeros mal-entendidos que têm surgido, quer por parte da administração central, quer por parte dos professores.
Se os primeiros insistem que a avaliação de desempenho tem como finalidade, entre outras, a diminuição do insucesso e do abandono escolar, os segundos realçam os perigos que tal entendimento acarreta, na medida em que nenhum professor quererá sair prejudicado na sua carreira.
Assim, parece-nos urgente que os intervenientes se consciencializem que a escola pública se insere numa estrutura abrangente, alvo de diversas influências que condicionam a sua autonomia e, logo, as acções dos docentes. A par disso, é necessário considerar as dinâmicas desenvolvidas na escola, da responsabilidade de um colectivo, ou seja, de toda a comunidade educativa. Assim, a melhoria dos resultados e a diminuição do abandono escolar de uma escola não dependem unicamente do desempenho dos docentes, mas da conjugação de diversas variáveis a ter em conta no seu processo de avaliação.

É, neste sentido, que a avaliação de desempenho docente não deverá assentar numa obrigatoriedade de resultados mas numa obrigatoriedade de competências para adoptar as estratégias mais adequadas ao contexto e, assim, eleger dinâmicas promotoras da melhoria. A par disto, encarar a avaliação como uma estratégia de resolução de problemas pode ser perigoso, pois o acto de avaliar, per se, não pressupõe a diminuição do insucesso e do abandono escolares. Articular a avaliação de desempenho docente, no seio de um dispositivo de auto-avaliação
de escola é, assim, um pressuposto para promover a melhoria da aprendizagem na escola e o desenvolvimento profissional dos professores.

Burocratizar o processo de avaliação não contribuirá para a melhoria da escola.
Contudo, assistimos, por parte do ME, à emissão de um conjunto de documentos que em nada habilitarão os actores a fazer o que deve ser feito.
Valerá a pena tentar a mudança através de um processo qualitativo de avaliação, melhorando a sua eficácia que se traduzirá, estamos certos, na melhoria das aprendizagens dos alunos.

Maria Palmira Carlos Alves
(IEP - Universidade do Minho)
Serafim Manuel Teixeira Correia
(Doutorando em Educação: Desenvolvimento
Curricular, IEP – Universidade do Minho)

OS SAPOS FUGIRAM DO TERRAMOTO?


Centenas de milhares de sapos fugiram de uma cidade próxima do epicentro do terramoto de segundafeira, 12 de Maio, no sudoeste da China, alguns dias antes do tremor, informa a imprensa chinesa.
A migração anormal dos animais, que de modo repentino invadiram as ruas de Mianyang, provocou comentários entusiasmados de bloguistas convencidos de que se tratava de um sinal que anunciava o tremor. Porém, um especialista entrevistado pela agência estatal Xinhua minimizou a hipótese.
“Existem muitas razões para explicar uma anomalia em animais e nas águas subterrâneas. Um sismo é uma possibilidade, assim como as mudanças climáticas e as condições atmosféricas”, declarou Zhang Guomin, analista do Instituto de Pesquisas Sismológicas.
Um repórter de um jornal de Mianyang entrevistou no domingo os moradores da cidade sobre o estranho fenómeno.
Os mais velhos afirmaram ter interpretado a fuga dos sapos como um sinal de um desastre iminente. Os mais jovens faziam piada da relação e afirmaram que os animais saíram para receber a tocha olímpica.
O subdirector do Centro de Redes Sismológicas da China, Zhang Xiaodong, disse que as investigações sobre os terramotos avançarão neste sentido para saber se é possível estabelecer uma relação causal entre um fenómeno natural e a iminência de um tremor.
Porém, admitiu que “a previsão dos terramotos continua sendo um enigma para o mundo”.

AS FÉRIAS DOS PORTUGUESES...


sábado, 28 de junho de 2008

DIMINUIU O GOSTO PELA ESCOLA



Alunos portugueses de 15 anos são os que mais se sentem pressionados com os trabalhos da escola, entre 204 mil estudantes de 41 países que participaram no estudo Health Behaviour in School-Aged Children, da Organização Mundial da Saúde.
Mais de sete em cada dez raparigas portuguesas de 15 anos e 60% dos rapazes confessam que se sentem pressionados pelos trabalhos da escola. A maioria dos adolescentes está convicta de que a classe docente não a tem em grande consideração quando se fala em desempenho escolar. Nestes dois itens, Portugal fica em primeiro lugar no estudo Health Behaviour in School-Aged Children, da Organização Mundial da Saúde, que envolveu 41 países da Europa e da América do Norte. O inquérito abrangeu 204 mil adolescentes com 11, 13 e 15 anos e foi aplicado em 2005 e 2006. No nosso país, foram inquiridos 3919 rapazes e raparigas. Portugal surge no topo do insucesso escolar. Quarenta e nove por cento dos rapazes de 11 anos responderam que os docentes consideram bom ou muito bom o desempenho escolar, um número distante da média de 70% dos restantes países. O gosto pela escola diminuiu. Neste ponto, Portugal apresenta os valores mais baixos em todas as faixas etárias analisadas. Apenas 18 por cento dos rapazes de 15 anos dizem gostar muito do seu estabelecimento de ensino. (...)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A MELHOR FOTO DO EURO

quinta-feira, 26 de junho de 2008

PARA QUE SERVE A AVALIAÇÃO?


Em comentário ao texto – Basta de exames fáceis, dizem eles!-, aqui publicado, interroga-se um leitor sobre qual será a finalidade de uma prova de avaliação. Trata-se de uma excelente questão que, parecendo de resposta óbvia, tem desencadeado bastante discussão no campo da pedagogia. Sendo o conceito de avaliação escolar muito amplo, restrinjo-me, neste texto, à avaliação que é feita ao desempenho dos alunos, através de testes, provas, ou exames, para verificar as suas aquisições académicas.
Mesmo sem entrar em deambulações históricas, devo referir que a avaliação - o modo de aferir se o que se pretende ensinar está a ser aprendido e em que medida o está - vem de tão longa data que se perde no tempo, mas foi a democratização da escolaridade que contribuiu para a sua formalização e lhe imputou muitas das regras pelas quais ainda hoje se rege.
O facto de muitos alunos passarem a acorrer às escolas requereu uma nova estratégia organizativa que assentava, essencialmente, em dois aspectos: (1) a sua distribuição por classes ou grupos homogéneos (a partir de critérios como a idade, o nível de conhecimento, o ritmo de aprendizagem) para rentabilizar o investimento feito no ensino e (2) o controlo regular das suas aquisições que permitia situá-los numa escala classificativa e, assim, decidir a sua passagem ou retenção em cada patamar. Este controlo poderia estender-se, ainda que indirectamente, aos professores, inferindo-se, pelos resultados dos alunos, a qualidade do desempenho docente.
Cedo se percebeu que tais resultados podiam indicar quem estava apto a exercer certas tarefas na sociedade, legitimando, assim, o surgimento de certificados. É claro que, paralelamente, a esta dimensão estruturada e solene da avaliação, sempre existiu uma outra, mais espontânea e informal, destinada a acompanhar a evolução de cada aluno.
Nos anos vinte do século passado, três investigadores franceses – H. Pieron, Mme. Pieron e H. Laugier – resolveram estudar as provas a que os alunos eram sujeitos e perceberam que, do ponto de vista da confiança, deixavam muito a desejar. Efectivamente, identificaram discrepâncias importantes entre as classificações obtidas pelos alunos e as suas aptidões, nomeadamente as aptidões de ordem intelectual. Além disso, perceberam que se um professor corrigisse várias vezes a mesma prova atribuía pontuações diferentes, o mesmo acontecendo quando eram vários professores a corrigir a mesma prova.
Os inúmeros estudos que se seguiram corroboraram estes dados e fizeram sobressair outros não menos inquietantes. Perante tal cenário, surgiram duas atitudes opostas: uma, muito imbuída de ideologias alheias à pedagogia, acentuando a subjectividade, a aleatoriedade e, até, a perversidade das provas de avaliação, sustentava a sua redução ou, mesmo, eliminação; outra, continuando a sublinhar a importância das provas de avaliação na organização do ensino e da aprendizagem e, até, na motivação dos alunos, bem como a indispensabilidade da escola prestar informação acerca sua da valia à comunidade, concentrou-se no seu aperfeiçoamento. De facto, esta última atitude, fez concentrar esforços que se traduziram na invenção de numerosos métodos e técnicas de planificação, realização e correcção de provas, evitando que nelas interferissem os factores parasitas que haviam sido identificados.
Ainda assim, não se conseguiu, até ao momento, e possivelmente nunca se conseguirá, que os procedimentos avaliativos sejam absolutamente inquestionáveis, perfeitos. Isto não significa, contudo, que nos demitamos de avaliar, ou que avaliemos de qualquer maneira. Significa, isso sim, que devemos assumir a avaliação com as limitações e potencialidades que sabemos que tem. Permito-me destacar uma das medidas mais interessantes que foram tomadas para aperfeiçoar a avaliação e, consequentemente, as provas de que se socorre: essa medida foi explicitar a sua serventia. Em tal explicitação, muitos autores estão de acordo em lhe atribuir duas funções:
- a função pedagógica, que remete para o acompanhamento dos aprendizes, no sentido de apurar os conhecimentos e capacidades que têm à partida e como é que vão evoluindo, apoiando, assim, a regulação do ensino (trata-se da avaliação diagnóstica e formativa, na terminologia do famoso investigador Benjamin Bloom);
- a função social, que remete para o apuramento das aquisições que os aprendizes demonstram num determinado momento, como forma de validar decisões institucionais, como a transição no percurso escolar, a atribuição de diplomas, a selecção de candidatos. Além disso, constitui um indicador de qualidade no e do sistema de ensino (trata-se da avaliação sumativa, na terminologia desse investigador).
Estas funções podem afigurar-se antagónicas mas devem ser entendidas como complementares, ainda que distintas: a primeira tem como objectivo homogeneizar os alunos, acompanhá-los a par-e-passo para os conduzir às mesmas aquisições; a segunda tem como objectivo diferenciar os alunos, situá-los numa escala pré-convencionada. Muitas vezes assiste-se ao elogio da primeira e à condenação da segunda, quanto a isto é fundamental sublinhar que a sua relevância é equiparada, pois se a primeira informa sobre os processos de aprendizagem, a segunda informa sobre os produtos dela decorrentes.

Helena Damião
Consultora do CFPA
(in Blog De Rerum Natura)

CENSO DA VIDA MARINHA


A primeira lista de todas as espécies marinhas conhecidas no planeta foi oficialmente inaugurada na semana passada, reunindo o trabalho de cientistas de mais de 80 países. Mas não está completa. O Censo da Vida Marinha tem apenas 122.500 espécies validadas das 230 mil já conhecidas para a ciência. O trabalho deverá ficar concluído em Outubro de 2010. Mas por pouco tempo. Os cientistas estimam que os oceanos do planeta devem albergar um número três vezes maior, ultrapassando um milhão de espécies. O Registo Mundial de Espécies Marinhas, albergado no Instituto Marinho de Flandres, Bélgica, começou em 2000 a analisar a diversidade e distribuição da vida nos oceanos. Desde então, 17 projectos incluindo 14 trabalhos de campo, têm estudado todos os aspectos da vida marinha do planeta.(...)

O inventário está disponível em http://www.marinespecies.org e estará em constante actualização.

FENÓMENO ATMOSFÉRICO VAI AJUDAR PREVISÕES CLIMÁTICAS



Ao largo de Cabo Verde, no ar cálido que varre as águas tropicais do Atlântico e é salpicado pelas ondas, decorrem, todos os dias do ano, reacções químicas que destroem um gás que todos conhecemos: o ozono. O fenómeno foi agora descoberto por cientistas britânicos e cabo-verdianos e, a confirmar-se o seu carácter global (os oceanos cobrem 70 por cento da superfície do planeta), poderá obrigar os especialistas a reverem os modelos utilizados para prever a evolução do clima no nosso planeta.(...)

Mas o que é que leva a esta destruição - natural - do ozono no meio do Atlântico? Os cientistas encontraram, no ar em contacto com a água, altas concentrações de monóxido de iodo e de bromo e concluem que são esses compostos que promovem a destruição do ozono. O primeiro provém dos aerossóis de água salgada que se misturam com o ar e o segundo das algas marinhas - e nos dois casos, as reacções decorrem sob a acção do Sol.(...)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

AUTONOMIA DAS ESCOLAS NA EUROPA


O Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) publica o estudo
comparativo “
Autonomia das Escolas na Europa. Políticas e Medidas”, realizado pela Rede
Eurydice por solicitação da Unidade Portuguesa, no âmbito da Presidência do
Conselho da União Europeia.
Este documento assume particular relevância na medida em que se trata de um
tema que está no centro do debate das políticas educativas em toda a Europa.
A informação relativa a Portugal é da responsabilidade da Unidade Portuguesa da
Rede Eurydice, sedeada no GEPE, beneficiando do contributo do perito externo
mencionado no estudo.

SIMPLIFICAÇÃO NO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR


O Diário da República publica hoje medidas de simplificação de acesso ao Ensino Superior que criam o regime de estudante a tempo parcial e permitem a frequência de disciplinas avulsas nas diversas instituições, na sequência do Processo de Bolonha.O Decreto-Lei n.º 107/2008 pretende aprofundar o Processo de Bolonha e inclui as regras aprovadas há cerca de dois meses em Conselho de Ministros, criando "o regime legal de estudante a tempo parcial, permitindo a frequência de disciplinas avulsas por estudantes e não estudantes, apoiando os diplomados estagiários e simplificando no processo de comprovação da titularidade dos graus e diplomas". O novo regime legal de estudante a tempo parcial permite aos alunos gerir o seu percurso escolar segundo os seus compromissos pessoais. Os estudantes do Ensino Superior podem ainda frequentar cadeiras que não integrem o seu plano de curso em qualquer estabelecimento do ensino superior - não necessariamente aquele que frequentam - com a garantia de que em caso de serem aprovados na disciplina, ela será incluída no suplemento ao seu diploma. Também os não estudantes podem aumentar a sua formação através da frequência de disciplinas avulsas, dentro das regras a estabelecer pelas instituições superiores, "com a garantia, em caso de aprovação, de certificação e ainda de creditação, se e quando ingressar em curso que as integre".(...)

terça-feira, 24 de junho de 2008

BULLYING


Portugal e Espanha têm níveis de "bullying" similares segundo um estudo hoje apresentado que destaca, contudo, que nas escolas estudadas em Sevilha os alunos praticam mais insultos sobre a raça ou a cor do que em Lisboa.O estudo comparativo entre Portugal e Espanha, hoje divulgado na 4ª Conferência Mundial sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer na Fundação Gulbenkian, foi realizado a partir de um questionário a 1233 crianças entre os 7 e os 13 anos de oito escolas de Lisboa e de Sevilha. Do total de crianças inquiridas, 17,7 por cento diziam que eram agredidas com frequência e 42,1 por cento foram vítimas de pelos menos um ou dois comportamentos agressivos.(...)

CONCURSO PARA PROFESSOR TITULAR


Foi publicado o decreto-lei nº 104/2008 de 24 de Junho que restabelece o regime da prova pública e do concurso de acesso para lugares de categoria de professor titular. Este decreto vem corrigir a situação de professores que não puderam ser opositores ao primeiro concurso para lugares da categoria de professor titular, por não preencherem os requisitos, (artº 29).

domingo, 22 de junho de 2008

ALARGAMENTO DO E-ESCOLA AO 7º ANO DE ESCOLARIDADE



O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que no próximo ano lectivo o programa de entrega de computadores portáteis e acesso à banda larga será alargado a todos os alunos entre o 7º e 9º ano de escolaridade.

De acordo com o Ministério da Educação, ao estender-se aos 7º e 9º ano de escolaridade, o programa e-escola vai abranger no próximo ano lectivo mais 380 mil alunos dos ensinos público e privado.


(in Público.pt)

VIOLÊNCIA ESCOLAR




A violência não está a aumentar, diz Eric Debarbieux, professor de Ciências da Educação da Universidade de Bordéus, em França. Mas é preciso agir, não com medidas repressivas, mas pensadas a longo prazo. É presidente do Observatório Internacional da Violência Escolar, uma organização não governamental “científica”, uma “federação de investigadores” de 52 países, que faz estudos e recomendações aos Governos. A quarta conferência internacional decorre entre amanhã e quarta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.(...)

Os professores não são preparados para intervir. Por exemplo, uma hospedeira é treinada para reconhecer o stress de um passageiro, um quadro bancário para a gestão e dinâmica de grupo, e os professores não. Em termos políticos, é uma prioridade repensar a formação. A maneira como se gerem os conflitos é muito importante, há necessidade de formar os professores também para trabalhar em equipa. Se não houver esse trabalho de equipa, a porta da escola está aberta para entrar a cultura de violência. Não podemos mudar a família ou a sociedade, mas podemos mudar a maneira como se trabalha na escola. A pedagogia pode contribuir para a solução.(...)

FÉRIAS...E AUTO-AVALIAÇÃO!

APRENDER A ARTE DE NAVEGAR




Navio Creoula preparado para receber 52 tripulantes que aprenderão a traçar a rota, a tirar ventos, a subir e descer velas. A partida está marcada para 23 de Junho.
Partida em Lisboa, passagem por Viana do Castelo, Corunha, Avilés, e regresso a Lisboa. De 23 a 30 de Junho, o navio de treino de mar Creoula, a única embarcação da armada portuguesa que permite civis a bordo, está novamente numa missão especial. "Vinte mil léguas marítimas" é o nome da viagem que permite aos tripulantes entender e experimentar a vida em alto mar. A bordo, estarão 45 marinheiros e 52 curiosos que queiram participar. A Juvemedia tem as inscrições abertas. Os interessados têm de ter 15 ou mais anos e gosto e curiosidade pela navegação.

CONCERTO DE VERÃO NA ALTA VILA



A Câmara Municipal de Águeda apresenta no próximo dia 27 de Junho, pelas 21,30 horas, o Concerto de Verão, com o Quarteto Lusíada, no Parque de Alta Vila.
O Quarteto Lusíada, reunido em 1997, é composto por quatro jovens músicos portugueses, premiados em diversos concursos nacionais e internacionais. A formação (dois violinos, viola e violoncelo), tem apostado na recuperação e divulgação das raízes musicais portuguesas, privilegiando a descentralização e o contacto com novos públicos.

sábado, 21 de junho de 2008

CALENDÁRIO ESCOLAR 2008-2009



Já foi publicado o calendário escolar para 2008/09.

O despacho refere-se à organização do ano escolar nos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e determina as datas previstas para o início e termo dos períodos lectivos, interrupção das actividades lectivas, momentos de avaliação e classificação, realização de exames e de outras provas.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

SOLSTÍCIO DE VERÃO


O solstício ocorre esta noite às 00h59, dando assim início à estação mais quente do ano que durará 93,66 dias, ou seja, até ao próximo equinócio que ocorre no dia 22 de Setembro de 2008 às 16h44m, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa.

Há mais de 2000 anos, no solstício de Verão, um sábio grego de nome Eratóstenes (276 a.C. - 194 a.C.), utilizando as sombras projectadas pelo Sol em dois locais do actual Egipto e cálculos geométricos muito simples, foi capaz de determinar o perímetro da Terra com uma precisão verdadeiramente espantosa.


Stonehenge


É o mais visitado e bem conhecido dos círculo de pedras britânicos, e acredita-se que foi projectado para permitir a observação de fenómenos astronómicos, nomeadamente os solstícios do Verão .