(In HenriCartoon)Espaço para divulgação de informação relacionada com a atividade do Centro de Formação
domingo, 28 de fevereiro de 2010
INDISCIPLINA
"Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas. "As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. "As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa", sublinhou.
Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa. "O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".
A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. "A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".
"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina", frisa Fernando Savater. Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos". "Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam. Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão dos privilégios e o alargamento dos deveres."
Fernando Savater, 2006
(In Correntes)
Os participantes no encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas. "As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. "As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa", sublinhou.
Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa. "O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".
A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. "A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".
"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina", frisa Fernando Savater. Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos". "Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam. Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão dos privilégios e o alargamento dos deveres."
Fernando Savater, 2006
(In Correntes)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
PROFESSORES: DEIXEM OS ALUNOS EM PAZ!

O "grito" de libertação, de emancipação dos Pink Floyd já me serviu para outro ou outros textos. A razão é simples: ele resume exemplarmente a concepção de ensino que se produziu e imperou no século XX, e na qual se tende a insistir.
Essa concepção é a seguinte: os professores não devem organizar as aulas com base na palavra, (sobretudo se a palavra for a sua), estruturar a relação pedagógico-didáctica (a relação com fins precisos de transmissão da informação e de desenvolvimento cognitivo), nem usar quadro de giz, livros ou outros documentos em papel (que são recursos tradicionais). E não devem fazer tudo isto porquê? Porque os alunos aprendem (ou seja, desenvolvem competências) ao trabalharem sozinhos ou uns com outros (ou seja de forma autónoma e colaborativa), através da pesquisa de assuntos do seu interesse vivencial e, muito importante, recorrendo às novas tecnologias de informação e comunicação.
E haverá estudos que corroborem tal concepção? Sim há. Na verdade, há estudos que partem das mais diversas teorias pedagógicas, e que são desenvolvidos com a preocupação, consciente ou inconsciente, de as corroborar.(...)
Como David Marçal explicou em texto recente, é preciso ter algum distanciamento crítico em relação aos estudos científicos: sendo feitos por pessoas, podem enfermar de erros. (...)
Helena Damião
Consultora do CFIAP
(In Blog De Rerum Natura)
Essa concepção é a seguinte: os professores não devem organizar as aulas com base na palavra, (sobretudo se a palavra for a sua), estruturar a relação pedagógico-didáctica (a relação com fins precisos de transmissão da informação e de desenvolvimento cognitivo), nem usar quadro de giz, livros ou outros documentos em papel (que são recursos tradicionais). E não devem fazer tudo isto porquê? Porque os alunos aprendem (ou seja, desenvolvem competências) ao trabalharem sozinhos ou uns com outros (ou seja de forma autónoma e colaborativa), através da pesquisa de assuntos do seu interesse vivencial e, muito importante, recorrendo às novas tecnologias de informação e comunicação.
E haverá estudos que corroborem tal concepção? Sim há. Na verdade, há estudos que partem das mais diversas teorias pedagógicas, e que são desenvolvidos com a preocupação, consciente ou inconsciente, de as corroborar.(...)
Como David Marçal explicou em texto recente, é preciso ter algum distanciamento crítico em relação aos estudos científicos: sendo feitos por pessoas, podem enfermar de erros. (...)
Helena Damião
Consultora do CFIAP
(In Blog De Rerum Natura)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
PORDATA - BASE DE DADOS

A maior base de dados estatísticos sobre Portugal, a PORDATA com acesso universal e gratuito, estará aberta a partir de hoje na Internet, resultado de uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo investigador António Barreto. Disponível em www.pordata.pt, reúne estatísticas sobre "quase todos os capítulos da sociedade portuguesa", com dados relativos aos últimos 50 anos, fornecidos por mais de 30 entidades que produzem estatísticas certificadas, segundo explicou Barreto à Lusa. (...)
No entanto, a PORDATA é mais do que uma grande base de dados, já que permite ao utilizador escolher e cruzar variáveis, criar os seus próprios quadros e gráficos "estáticos e dinâmicos", calcular taxas de variação e percentagens. Tudo, no máximo, em três cliques, segundo os responsáveis pelo projecto.
À semelhança do que se faz lá fora, agora os cidadãos portugueses podem, de forma rigorosa, “formar a sua opinião” e, logo, criar consciência da realidade social portuguesa. Isto, segundo o investigador, “contribui em larga escala para o desenvolvimento da sociedade, o reforço da cidadania e a melhoria das instituições públicas” .
(In Jornal i)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
ACORDO ORTOGRÁFICO SÓ EM 2011

A ministra da Educação anunciou ontem, segunda-feira, que o novo Acordo Ortográfico deverá chegar às escolas apenas no ano lectivo 2011-2012. Isabel Alçada justificou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura de crise.
No final da audição parlamentar, a ministra explicou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura em que o país atravessa uma crise financeira. Mas garantiu que os docentes serão sensibilizados e terão os recursos necessários à sua disposição quando a medida entrar em vigor.(...)
No final da audição parlamentar, a ministra explicou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura em que o país atravessa uma crise financeira. Mas garantiu que os docentes serão sensibilizados e terão os recursos necessários à sua disposição quando a medida entrar em vigor.(...)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
O QUE DEVO SER QUANDO FOR GRANDE?

No futuro, serão necessários mais técnicos especializados e legisladores do que agricultores e artesãos. E a maioria dos novos empregos deverá ser criada em áreas que exijam um conhecimento altamente qualificado.
Quanto às profissões que requerem menores habilitações, a tendência é de queda progressiva. Estima-se que, na próxima década, um total de cerca de 80 milhões de oportunidades de trabalho serão geradas nos países da União Europeia: 73 milhões serão de vagas deixadas por reformados e por mudanças profissionais. E sete milhões dirão respeito a novos empregos, diz o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional. Mas estará o mercado preparado para absorver todos os activos muito qualificados? E como devem as universidades formar para as profissões do futuro?
Entre os licenciados portugueses, a taxa de desemprego tem vindo a diminuir. No último trimestre do ano passado, a percentagem de desempregados com habilitações superiores era de 9,6%, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Cenário que antecipa a tendência europeia e vai ao encontro das previsões do estudo do Centro Europeu, que indica maior empregabilidade entre os mais qualificados. (...)
Profissões tradicionais, que futuro?
No universo dos saberes tradicionais e actividades manuais - de que são exemplo artesãos, agricultores e padeiros -, a tendência dos próximos dez anos será, estima o Centro Europeu, uma quebra acentuada no mercado de trabalho. Trata-se de uma previsão que "quantitativamente pode acontecer", diz o sociólogo do ISCTE, mas, "ao nível qualitativo, a tendência será mais no sentido da evolução dessas profissões. Não deixaremos de comer pão" - exemplifica.
"O processo de o fazer é que pode evoluir para uma mão-de-obra mais qualificada ou visando uma produção de carácter massivo", acrescenta. Nesse sentido, importa defender as "qualificações, sim, mas com aplicação às profissões tradicionais", conclui.
(In Jornal de Notícias)
Quanto às profissões que requerem menores habilitações, a tendência é de queda progressiva. Estima-se que, na próxima década, um total de cerca de 80 milhões de oportunidades de trabalho serão geradas nos países da União Europeia: 73 milhões serão de vagas deixadas por reformados e por mudanças profissionais. E sete milhões dirão respeito a novos empregos, diz o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional. Mas estará o mercado preparado para absorver todos os activos muito qualificados? E como devem as universidades formar para as profissões do futuro?
Entre os licenciados portugueses, a taxa de desemprego tem vindo a diminuir. No último trimestre do ano passado, a percentagem de desempregados com habilitações superiores era de 9,6%, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Cenário que antecipa a tendência europeia e vai ao encontro das previsões do estudo do Centro Europeu, que indica maior empregabilidade entre os mais qualificados. (...)Profissões tradicionais, que futuro?
No universo dos saberes tradicionais e actividades manuais - de que são exemplo artesãos, agricultores e padeiros -, a tendência dos próximos dez anos será, estima o Centro Europeu, uma quebra acentuada no mercado de trabalho. Trata-se de uma previsão que "quantitativamente pode acontecer", diz o sociólogo do ISCTE, mas, "ao nível qualitativo, a tendência será mais no sentido da evolução dessas profissões. Não deixaremos de comer pão" - exemplifica.

"O processo de o fazer é que pode evoluir para uma mão-de-obra mais qualificada ou visando uma produção de carácter massivo", acrescenta. Nesse sentido, importa defender as "qualificações, sim, mas com aplicação às profissões tradicionais", conclui.
(In Jornal de Notícias)
REAJUSTAMENTOS

"Reforma" é uma expressão muito forte, vai ser um mero ajuste", diz João Formosinho. "Não há o desejo de introduzir grandes alterações", acrescenta. Em declarações ao PÚBLICO, a ministra da Educação, Isabel Alçada, confirma: "O que vamos fazer é introduzir alterações para melhorar as condições de aprendizagem. São reajustamentos para racionalizar o tempo curricular, para que a carga de tempo e de disciplinas não seja muito pesada para os alunos".(...)
Os ajustamentos enunciados por João Formosinho podem ainda passar por "dar mais autonomia aos professores e às direcções das escolas para fazer uma gestão mais flexível do currículo", acrescenta Isabel Alçada.(...)
Os ajustamentos enunciados por João Formosinho podem ainda passar por "dar mais autonomia aos professores e às direcções das escolas para fazer uma gestão mais flexível do currículo", acrescenta Isabel Alçada.(...)
Paralelamente ao "ajuste", há novos programas de Matemática e de Português para o ensino básico. Se os primeiros vão ser generalizados já no próximo ano lectivo, os segundos foram suspensos. A justificação é que, uma vez que está a ser estudada a reforma e o estabelecimento de metas de aprendizagem, é preferível esperar. (...)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
AVALIAÇÃO DOS ALUNOS

Foi publicado o Despacho Normativo nº. 6/2010 que se aplica aos alunos dos três ciclos do ensino básico regular e estabelece os princípios e os procedimentos a observar na avaliação das aprendizagens e competências, assim como os seus efeitos.
ENTREVISTA: PELA EDUCAÇÃO

"É costume dizer-se que, em todas as profissões, há bons e maus profissionais…
Pode haver bons, muito bons, excelentes professores. Não pode haver “maus”, pois provocariam danos irremediáveis. A sociedade portuguesa tem revelado alguma
preocupação com as questões educativas e uma total incapacidade para qualificar e prestigiar a profissão docente. Felizmente, há professores notáveis e escolas de grande qualidade, mas é urgentíssimo ter a coragem de definir políticas que permitam formar, recrutar e valorizar os “bons professores”. É urgentíssimo intervir na formação de professores, pois o que se faz em muitas escolas e institutos é de uma grande pobreza científica, cultural, profissional. É urgentíssimo mudar as formas de recrutamento dos professores, criando um período probatório e integrando os jovens professores em equipas pedagógicas de acompanhamento. É urgentíssimo consolidar lideranças profissionais nas escolas, com base nos professores mais competentes e mais prestigiados, de forma a enquadrar os “menos capazes” e a definir práticas de avaliação do trabalho docente."
(In Entrevista: pela Educação, com António Nóvoa)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
NECESSIDADE DE ENSINAR E APRENDER

A referência à obra de John Dewey (1859-1952) tornou-se banal nos círculos educativos. Não erro muito se disser que toda a gente que se move nestes círculos afirma conhecer essa obra, mesmo que só tenha lido uma ou outra frase desgarrada, numa segunda, terceira, ou quarta fonte.
Na verdade, raro é o discurso a que se quer imprimir um timbre pedagógico onde não se veja reproduzida meia dúzia de lugares-comuns que se afirma serem ideias do professor e investigador americano, mas que, em geral, na sua ligeireza, distorce, contradiz o seu pensamento profundo e, em muitos aspectos, actual.
Um desses aspectos, no qual insistiu em grande parte dos seus livros e artigos, é a necessidade absoluta, indispensável de ensinar. Para que se aprenda é necessário, obviamente, ensinar! (A expressão obviamente é do próprio Dewey, que cedo percebeu a deturpação a que as suas conjecturas eram sujeitas...)
O texto que se pode ler de seguida, justifica a referida necessidade com base na identidade e de funcionamento social (não no sentido etnocêntrico que, no presente, tendemos a invocar), que não sendo a única razão para se assumir claramente que é preciso ensinar para se aprender, é, certamente, uma das mais importantes.
"A palavra vida refere-se aos costumes, instituições, crenças, vitórias e derrotas, divertimentos e ocupações. Utilizamos a palavra experiência com a mesma riqueza de sentido [em ambos os casos] é aplicado o princípio da continuidade através da renovação. No que respeita aos seres humanos, a par da existência da renovação física, dá-se a renovação das crenças, ideais, esperanças, alegrias, misérias e hábitos. A continuidade de qualquer experiência, processada através da renovação do grupo social, é um facto.
A educação, no seu sentido mais lato, é o meio através do qual se verifica esta continuidade de vida social. Todos os elementos que constituem um grupo social, tanto numa cidade moderna como numa tribo selvagem, nascem imaturos, carentes de ajuda, não possuindo qualquer tipo de linguagem, convicções, ideias, ou padrões sociais. Cada indivíduo, cada unidade portadora da experiência de vida do grupo a que pertence, com o tempo desaparece. No entanto, a vida do grupo continua.
Os factos inevitáveis do nascimento e da morte de cada indivíduo num grupo social, determinam a necessidade de educação. Por um lado, existe o contraste entre a imaturidade dos elementos recém-nascidos do grupo - seus únicos representantes futuros - e a maturidade dos elementos adultos possuidores do conhecimento e costumes do grupo. Por outro lado, existe a necessidade de que os elementos imaturos do grupo não sejam apenas fisicamente preservados em número adequado, mas que sejam iniciados nos interesses, propósitos, informação, aptidões, e práticas dos membros adultos: de outro modo o grupo perde a sua vida característica.
Mesmo numa tribo selvagem, as competências dos adultos estão muito longe daquilo que os elementos imaturos serão capazes de conseguir se entregues a si próprios. À medida que aumenta o grau de civilização aumenta também o desfasamento entre as capacidades iniciais dos elementos imaturos e os padrões e costumes dos mais velhos. O simples desenvolvimento físico, o simples controlo das necessidades básicas de subsistência não são suficientes para reproduzir a vida do grupo. É necessário um esforço deliberado e a tomada de medidas ponderadas de modo que os seres que ao nasceram não têm consciência, sendo mesmo indiferentes, dos objectivos e hábitos do grupo social, tomem disso conhecimento e se tornem activamente interessados. A educação, e apenas a educação, pode resolver o problema.
A necessidade de ensinar e aprender para assegurar a contínua existência de uma sociedade é, de facto, tão óbvia que pode até parecer que andamos às voltas com uma frase feita."
Na verdade, raro é o discurso a que se quer imprimir um timbre pedagógico onde não se veja reproduzida meia dúzia de lugares-comuns que se afirma serem ideias do professor e investigador americano, mas que, em geral, na sua ligeireza, distorce, contradiz o seu pensamento profundo e, em muitos aspectos, actual.
Um desses aspectos, no qual insistiu em grande parte dos seus livros e artigos, é a necessidade absoluta, indispensável de ensinar. Para que se aprenda é necessário, obviamente, ensinar! (A expressão obviamente é do próprio Dewey, que cedo percebeu a deturpação a que as suas conjecturas eram sujeitas...)
O texto que se pode ler de seguida, justifica a referida necessidade com base na identidade e de funcionamento social (não no sentido etnocêntrico que, no presente, tendemos a invocar), que não sendo a única razão para se assumir claramente que é preciso ensinar para se aprender, é, certamente, uma das mais importantes.
"A palavra vida refere-se aos costumes, instituições, crenças, vitórias e derrotas, divertimentos e ocupações. Utilizamos a palavra experiência com a mesma riqueza de sentido [em ambos os casos] é aplicado o princípio da continuidade através da renovação. No que respeita aos seres humanos, a par da existência da renovação física, dá-se a renovação das crenças, ideais, esperanças, alegrias, misérias e hábitos. A continuidade de qualquer experiência, processada através da renovação do grupo social, é um facto.
A educação, no seu sentido mais lato, é o meio através do qual se verifica esta continuidade de vida social. Todos os elementos que constituem um grupo social, tanto numa cidade moderna como numa tribo selvagem, nascem imaturos, carentes de ajuda, não possuindo qualquer tipo de linguagem, convicções, ideias, ou padrões sociais. Cada indivíduo, cada unidade portadora da experiência de vida do grupo a que pertence, com o tempo desaparece. No entanto, a vida do grupo continua.

Os factos inevitáveis do nascimento e da morte de cada indivíduo num grupo social, determinam a necessidade de educação. Por um lado, existe o contraste entre a imaturidade dos elementos recém-nascidos do grupo - seus únicos representantes futuros - e a maturidade dos elementos adultos possuidores do conhecimento e costumes do grupo. Por outro lado, existe a necessidade de que os elementos imaturos do grupo não sejam apenas fisicamente preservados em número adequado, mas que sejam iniciados nos interesses, propósitos, informação, aptidões, e práticas dos membros adultos: de outro modo o grupo perde a sua vida característica.
Mesmo numa tribo selvagem, as competências dos adultos estão muito longe daquilo que os elementos imaturos serão capazes de conseguir se entregues a si próprios. À medida que aumenta o grau de civilização aumenta também o desfasamento entre as capacidades iniciais dos elementos imaturos e os padrões e costumes dos mais velhos. O simples desenvolvimento físico, o simples controlo das necessidades básicas de subsistência não são suficientes para reproduzir a vida do grupo. É necessário um esforço deliberado e a tomada de medidas ponderadas de modo que os seres que ao nasceram não têm consciência, sendo mesmo indiferentes, dos objectivos e hábitos do grupo social, tomem disso conhecimento e se tornem activamente interessados. A educação, e apenas a educação, pode resolver o problema.
A necessidade de ensinar e aprender para assegurar a contínua existência de uma sociedade é, de facto, tão óbvia que pode até parecer que andamos às voltas com uma frase feita."
Helena Damião
Consultora do CFIAP
domingo, 14 de fevereiro de 2010
NOVOS PROGRAMAS DE PORTUGUÊS ADIADOS

No próximo ano lectivo já não entram em vigor os programas de Língua Portuguesa dos
1.º, 2.º e 3.º ciclos. O Ministério da Educação decidiu adiar, uma vez que está prevista uma revisão curricular e a definição das metas de aprendizagem para o ensino básico. (...)
Para a equipa de Isabel Alçada, a suspensão faz sentido porque está a ser pensada uma revisão curricular do ensino básico e a introdução de metas de aprendizagem, informa o gabinete de imprensa da tutela. O ministério tenciona que no próximo ano lectivo essas medidas possam ser aplicadas nas escolas. (...)
In Público.pt)
1.º, 2.º e 3.º ciclos. O Ministério da Educação decidiu adiar, uma vez que está prevista uma revisão curricular e a definição das metas de aprendizagem para o ensino básico. (...)
Para a equipa de Isabel Alçada, a suspensão faz sentido porque está a ser pensada uma revisão curricular do ensino básico e a introdução de metas de aprendizagem, informa o gabinete de imprensa da tutela. O ministério tenciona que no próximo ano lectivo essas medidas possam ser aplicadas nas escolas. (...)
In Público.pt)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
ACABAM AS PROVAS DE RECUPERAÇÃO

O Ministério da Educação vai acabar com as provas de recuperação obrigatórias para os alunos que excedem o limite de faltas. O anúncio foi feito, esta quarta-feira, aos sindicatos pelo secretário de Estado Alexandre Ventura, durante uma negociação sobre o horário de trabalho dos professores.
Os alunos que excederem o limite de faltas vão deixar de ser obrigados a fazer provas de recuperação com a matéria das aulas a que não assistiram.
A medida surge como uma forma de aliviar o trabalho que é pedido aos professores, numa altura em que sindicatos e Ministério discutem os horários dos docentes. (...)
O fim das reuniões semanais obrigatórias para os professores dos Cursos de Educação e Formação e a possibilidade de os docentes darem até sete faltas por conta do período de férias foram outras cedências da ministra Isabel Alçada. (...)
Os alunos que excederem o limite de faltas vão deixar de ser obrigados a fazer provas de recuperação com a matéria das aulas a que não assistiram.
A medida surge como uma forma de aliviar o trabalho que é pedido aos professores, numa altura em que sindicatos e Ministério discutem os horários dos docentes. (...)
O fim das reuniões semanais obrigatórias para os professores dos Cursos de Educação e Formação e a possibilidade de os docentes darem até sete faltas por conta do período de férias foram outras cedências da ministra Isabel Alçada. (...)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
OS PERIGOS DA INTERNET

Alertar as crianças e os jovens para os perigos da publicação de conteúdos pessoais na Internet é um dos principais objectivos do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala hoje em mais de 60 países. O foco deste ano são as mensagens de "sexting".
Da contracção das palavras "sex" e "texting" nasceu a palavra "sexting", uma forma de designar as mensagens de telemóvel com conteúdos eróticos ou sexuais trocadas entre dois utilizadores e que, de um momento para o outro, podem saltar para o domínio público através da sua publicação na Internet.
Da contracção das palavras "sex" e "texting" nasceu a palavra "sexting", uma forma de designar as mensagens de telemóvel com conteúdos eróticos ou sexuais trocadas entre dois utilizadores e que, de um momento para o outro, podem saltar para o domínio público através da sua publicação na Internet.

Sensibilizar as crianças e os adolescentes para estes perigos e para o facto de as mensagens que trocam com amigos ou namorados poderem, mais tarde, ser usadas contra eles como forma de chantagem, pressão ou embaraço é o objectivo da campanha "Think B4 U post!" (Pensa antes de publicares), concebida para assinalar este dia europeu. (...)
(In Jornal de Notícias)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
MITOS EDUCATIVOS

Vitorino Magalhães Godinho, Ministro da Educação e Cultura, por poucos meses, em plena Revolução de Abril (de 18 de Julho de 1974 a 29 de Novembro de 1974) detém-se, de modo lúcido e muito perspicaz, em vários mitos educativos da actualidade: a "criatividade natural da criança", a "eficácia dos meios informáticos, por si mesmos", "a escola activa, o aluno activo, a aprendizagem activa" (no sentido físico, interventivo, não no sentido intelectual), "a perversidade da exposição ou de qualquer explicação do professor" que implicará desatenção automática do aluno, "a autonomia na aprendizagem" (leia-se, dispensa do ensino do professor, o "afastamento da memorização" por, supostamente, impedir a compreensão.
"... tende a enraizar-se a ideia de que o grande progresso na actividade criativa virá de cada aluno dispor de computador, e de as sessões (não ousamos dizer: de aprendizagem, nem sequer de trabalho) se desenrolarem em diálogo entre os alunos e estes e o professor através do computador. Julga-se que assim teremos uma escola activa. Nada mais errado (…) os [alunos], para se desenvolverem, têm de agir em meio social e com a realidade física da presença dos outros. Insistamos neste ponto: estar frente a frente com os colegas e o mestre (…) é completamente diferente de lhes falarmos ao telefone ou pela Internet. E se pela Internet se pode aprender muito, nada substitui o contacto com (…) as pessoas; o excesso de uso do ecrã cria o artifício da "realidade virtual" e a reticência a mover-se no mundo real (…). O fascínio do ambiente virtual e o receio do meio físico estão a tornar-se doentios (...) não se está afeito a lidar com a presença corpórea dos demais (as expressões do rosto, os gestos das mãos...).
"... tende a enraizar-se a ideia de que o grande progresso na actividade criativa virá de cada aluno dispor de computador, e de as sessões (não ousamos dizer: de aprendizagem, nem sequer de trabalho) se desenrolarem em diálogo entre os alunos e estes e o professor através do computador. Julga-se que assim teremos uma escola activa. Nada mais errado (…) os [alunos], para se desenvolverem, têm de agir em meio social e com a realidade física da presença dos outros. Insistamos neste ponto: estar frente a frente com os colegas e o mestre (…) é completamente diferente de lhes falarmos ao telefone ou pela Internet. E se pela Internet se pode aprender muito, nada substitui o contacto com (…) as pessoas; o excesso de uso do ecrã cria o artifício da "realidade virtual" e a reticência a mover-se no mundo real (…). O fascínio do ambiente virtual e o receio do meio físico estão a tornar-se doentios (...) não se está afeito a lidar com a presença corpórea dos demais (as expressões do rosto, os gestos das mãos...).

No Secundário e até no Básico instalou-se o mito da criatividade. Acha-se que a débil atenção dos alunos não suporta a exposição feita pelo professor, e que aliás não estão na escola para aprender mas sim para realizarem as suas capacidades criativas. Dispensou-se a memorização da tabuada ou das regras da gramática, como das datas mais importantes da história de Portugal. E de modo geral receia-se que recorrer à memória afecte os frágeis cérebros infantis ou juvenis. Ora memorizar não é acto mecânico e resposta cega a uma dificuldade; é acto de inteligência, requer arte no seu manejo, selecção do que se memoriza; um software (mental) bem organizado é que permite um trabalho intelectual eficaz. Não se confunda com a prática antiga de aprender de cor numerosos conhecimentos para depois os debitar a fim de mostrar que se sabe."
Helena Damião
Consultora do CFIAP
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O PROBLEMA MAIS IMPORTANTE E URGENTE

É à Escola e aos professores que, desde a Antiguidade, muitas sociedades, com destaque para as sociedades ocidentais, têm confiado a educação formal de crianças e jovens.
E porque é que o têm feito? Entendo que há razão fundamental que, curiosamente, vejo escapar em muitas discussões actuais sobre a função de tal educação e na qual vislumbro três pólos: o desenvolvimento de certas capacidades cognitivas, afectivas e motoras dos sujeitos; o funcionamento a níveis aceitáveis de comunidades e estados; e a transmissão e ampliação da herança civilizacional.
Na verdade, como humanos, cedo percebemos que a educação formal nos permite vir a desfrutar de capacidades que trazemos em potência ao nascer e que isso se faz com base em conhecimentos acumulados ao longo do tempo, conhecimentos que valoramos e, nessa medida, transformamos em memória funcional.
Assim, transmitir conhecimentos, técnicas, valores, instruir, preparar para a cidadania, para a consciência do mundo, para o progresso, para o bem, para o belo, para a liberdade, até para a felicidade, são alguns dos grandes propósitos que têm conduzido o sonho e a acção educativa.
É certo que há muitos momentos em que a tais propósitos têm dado lugar aos seus contrários: regimes aberta ou disfarçadamente totalitários, encarregam-se disso nas suas primeiras medidas.
Porém, desde os esboços de democracia grega, até ao presente, temos conseguido fazer face a esses regimes bem como a crises de toda a ordem, por isso, a escola e os ideais que persegue, ainda que com inúmeras variantes, sobreviveram, o mesmo se podendo dizer do ensino, a profissão que os concretiza. Mas isto não constitui qualquer garantia de que assim continue a acontecer.
Efectivamente, a educação é uma tarefa interminável, que requer, a cada momento, reconstituições com cada sujeito e para cada sujeito, de modo que este se aproprie de uma parte do Humano, se conduza por ele e, eventualmente, o transmita a outros. Percebe-se que qualquer falha menor nessa tarefa, acarreta prejuízos incalculáveis: debilita-se a vocação e o entendimento que temos de “pessoa”; perece o passado e compromete-se o futuro. (...)
E porque é que o têm feito? Entendo que há razão fundamental que, curiosamente, vejo escapar em muitas discussões actuais sobre a função de tal educação e na qual vislumbro três pólos: o desenvolvimento de certas capacidades cognitivas, afectivas e motoras dos sujeitos; o funcionamento a níveis aceitáveis de comunidades e estados; e a transmissão e ampliação da herança civilizacional.
Na verdade, como humanos, cedo percebemos que a educação formal nos permite vir a desfrutar de capacidades que trazemos em potência ao nascer e que isso se faz com base em conhecimentos acumulados ao longo do tempo, conhecimentos que valoramos e, nessa medida, transformamos em memória funcional.
Assim, transmitir conhecimentos, técnicas, valores, instruir, preparar para a cidadania, para a consciência do mundo, para o progresso, para o bem, para o belo, para a liberdade, até para a felicidade, são alguns dos grandes propósitos que têm conduzido o sonho e a acção educativa.
É certo que há muitos momentos em que a tais propósitos têm dado lugar aos seus contrários: regimes aberta ou disfarçadamente totalitários, encarregam-se disso nas suas primeiras medidas.
Porém, desde os esboços de democracia grega, até ao presente, temos conseguido fazer face a esses regimes bem como a crises de toda a ordem, por isso, a escola e os ideais que persegue, ainda que com inúmeras variantes, sobreviveram, o mesmo se podendo dizer do ensino, a profissão que os concretiza. Mas isto não constitui qualquer garantia de que assim continue a acontecer.
Efectivamente, a educação é uma tarefa interminável, que requer, a cada momento, reconstituições com cada sujeito e para cada sujeito, de modo que este se aproprie de uma parte do Humano, se conduza por ele e, eventualmente, o transmita a outros. Percebe-se que qualquer falha menor nessa tarefa, acarreta prejuízos incalculáveis: debilita-se a vocação e o entendimento que temos de “pessoa”; perece o passado e compromete-se o futuro. (...)
Helena Damião
Consultora do CFIAP
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O PLANETA ENERGIA

O Centro de Informação Europeia Jacques Delors convida crianças e educadores de infância a conhecer o sítio O Planeta Energia, que disponibiliza recursos didácticos de educação ambiental.
Para mais informações, consultar o sítio O Planeta Energia.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
ALUNOS: DIA DE LUTA NACIONAL

Estudantes do ensino básico e secundário realizam quinta-feira mais um “dia de luta nacional”, exigindo a aplicação efetiva da educação sexual e contra o estatuto do aluno, com as principais concentrações previstas para Lisboa e Porto.O protesto foi convocado pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário (DNAEEBS), que afirma representar cerca de 110 estruturas estudantis, após uma reunião com a tutela, realizada no mês passado.
Segundo Rita Santos, membro da DNAEEBS, as concentrações estão previstas sobretudo à porta dos estabelecimentos de ensino, durante o turno da manhã, já que os problemas materiais e humanos de algumas escolas justificam “uma luta de maior proximidade”.
No entanto, em Lisboa, os estudantes vão concentrar-se a partir das 10h00 junto ao Ministério da Educação, enquanto no Porto o encontro está marcado para as 09h30, na Avenida dos Aliados, à semelhança de protestos anteriores. (...)
Segundo Rita Santos, membro da DNAEEBS, as concentrações estão previstas sobretudo à porta dos estabelecimentos de ensino, durante o turno da manhã, já que os problemas materiais e humanos de algumas escolas justificam “uma luta de maior proximidade”.
No entanto, em Lisboa, os estudantes vão concentrar-se a partir das 10h00 junto ao Ministério da Educação, enquanto no Porto o encontro está marcado para as 09h30, na Avenida dos Aliados, à semelhança de protestos anteriores. (...)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
LIVROS DO PNL PARA AS ESCOLAS DE ÁGUEDA

No passado dia 22 de Janeiro, a Câmara Municipal entregou mais livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) aos quatro Agrupamentos de Escolas do Concelho de Águeda.
Os livros destinaram-se às bibliotecas dos quatro agrupamentos do concelho: Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima, Agrupamento de Escolas de Águeda, Agrupamento de Escolas de Fermentelos e Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga. A cerimónia, classificada como “simbólica e simples”, decorreu, na Biblioteca Municipal Manuel Alegre, e contou com a presença da vereadora da Educação, Elsa Corga, da coordenadora inter-concelhia, Isabel Nina, e de representantes dos quatro agrupamentos de escolas do Concelho.
Os livros destinaram-se às bibliotecas dos quatro agrupamentos do concelho: Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima, Agrupamento de Escolas de Águeda, Agrupamento de Escolas de Fermentelos e Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga. A cerimónia, classificada como “simbólica e simples”, decorreu, na Biblioteca Municipal Manuel Alegre, e contou com a presença da vereadora da Educação, Elsa Corga, da coordenadora inter-concelhia, Isabel Nina, e de representantes dos quatro agrupamentos de escolas do Concelho.
A vereadora da Cultura e Educação, Elsa Corga, classificou este momento como “simbólico, mas também como um pretexto para este grupo de trabalho se reunir e trocar ideias”. Referiu que “a melhor palavra para definir este grupo de Bibliotecas Escolares é: partilha”, acrescentando que “é notório o progresso desta rede”. Isto explica-se, segundo a autarca, "por termos pessoas nas nossas escolas que vestiram a camisola da Rede da Biblioteca Escolar”. Isabel Nina mostrou-se “muito satisfeita” com a importância deste momento “mesmo sendo um acto tão simbólico, porque mostra o interesse deste grupo e o gosto pelos livros”.
domingo, 31 de janeiro de 2010
CYBERBULLYING
Ana viu a sua vida tornar-se num inferno depois de fotografias provocantes suas serem espalhadas pela Internet. Filipa vivia aterrorizada por o ex-namorado a ter difamado nas redes sociais. Cátia defendeu o aborto e vingaram-se dela, colocando um vídeo de sua casa na Net. Todas são vítimas de cyberbullying - intimidação e violência psicológica na Internet, fenómeno que está a aumentar em Portugal, alerta Tito Morais, responsável pelo site miúdos seguros na Net.
De acordo com este especialista, a subida de casos está a ser facilitada pela adesão dos portugueses às redes sociais e bloguess. Mas, por ser novo, o fenómeno não está quantificado. Por isso, uma equipa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, liderada pelo professor João Amado, está a realizar um inquérito e a criar um manual sobre cyberbullying para ajudar formandos, pais e professores.
Certo, diz Tito de Morais, é que grande parte das vítimas são adolescentes e crianças, que passam horas a fio ao computador. Problema que se agrava, muitas vezes por não alertarem os pais para o problema com que estão a lidar. "As vítimas têm medo de admitir aos pais. Receiam perder privilégios na utilização do computador. Muitos pensam mesmo que a culpa é deles por não terem respeitado alguma regra", conta Tito Morais.
Para a psicóloga e professora universitária Sónia Seixas é importante "educar os pais de forma a aperceberem-se de sinais que mostrem que os filhos estejam a ser vítimas de cyberbullying".
Segundo um estudo feito em nove países europeus, pela consultora Meddiappro, mais de 90% dos jovens portugueses entre os 11 e os 19 anos, têm telemóvel e usa a Internet sem restrição por parte dos pais. Um situação que dizem os peritos é perigosa. A especialista sublinha mesmo que os pais "devem saber o que os filhos fazem" e deixa um conselho: "Coloquem o computador num local comum e não no quarto da criança, onde é mais fácil fugir ao controlo parental."
A mesma opinião tem João Amado: "Os pais não podem ser tão indiferentes. Há que alertar as pessoas para o perigo."
E o perigo é real, sendo que o agressor tem a vida facilitada por se poder esconder no anonimato. Nos EUA e Reino Unido o fenómeno está a alastrar-se à velocidade das novas tecnologias e até há já registos de suicídios.
Mas o cyberbullying não é exclusivo de crianças. Nos adultos os termos são ciberassédio ou ciberperseguição. "É uma nova forma de violência, mas as pessoas ficam renitentes em fazer queixa na polícia", realçou Tito Morais, explicando que a maioria das vítimas nem percebe bem do que é que está a ser vítima.
Por isso, o responsável do site miúdos seguros na Net lembra que é preciso apostar na prevenção. E uma das medidas que considera mais urgente é a de o tema ser discutido nos estabelecimentos de ensino: "O cyberbullying deve ser tratado nas escolas, como por exemplo na disciplina de Formação Cívica." Além disso, defende ainda que o Governo seja mais exigente na regulamentação das leis na Internet, criando regras de comportamento que evitem que todos os dias milhares de pessoas sejam humilhadas e ameaçadas através de um computador.
De acordo com este especialista, a subida de casos está a ser facilitada pela adesão dos portugueses às redes sociais e bloguess. Mas, por ser novo, o fenómeno não está quantificado. Por isso, uma equipa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, liderada pelo professor João Amado, está a realizar um inquérito e a criar um manual sobre cyberbullying para ajudar formandos, pais e professores.
Certo, diz Tito de Morais, é que grande parte das vítimas são adolescentes e crianças, que passam horas a fio ao computador. Problema que se agrava, muitas vezes por não alertarem os pais para o problema com que estão a lidar. "As vítimas têm medo de admitir aos pais. Receiam perder privilégios na utilização do computador. Muitos pensam mesmo que a culpa é deles por não terem respeitado alguma regra", conta Tito Morais.
Para a psicóloga e professora universitária Sónia Seixas é importante "educar os pais de forma a aperceberem-se de sinais que mostrem que os filhos estejam a ser vítimas de cyberbullying".
Segundo um estudo feito em nove países europeus, pela consultora Meddiappro, mais de 90% dos jovens portugueses entre os 11 e os 19 anos, têm telemóvel e usa a Internet sem restrição por parte dos pais. Um situação que dizem os peritos é perigosa. A especialista sublinha mesmo que os pais "devem saber o que os filhos fazem" e deixa um conselho: "Coloquem o computador num local comum e não no quarto da criança, onde é mais fácil fugir ao controlo parental."
A mesma opinião tem João Amado: "Os pais não podem ser tão indiferentes. Há que alertar as pessoas para o perigo."
E o perigo é real, sendo que o agressor tem a vida facilitada por se poder esconder no anonimato. Nos EUA e Reino Unido o fenómeno está a alastrar-se à velocidade das novas tecnologias e até há já registos de suicídios.
Mas o cyberbullying não é exclusivo de crianças. Nos adultos os termos são ciberassédio ou ciberperseguição. "É uma nova forma de violência, mas as pessoas ficam renitentes em fazer queixa na polícia", realçou Tito Morais, explicando que a maioria das vítimas nem percebe bem do que é que está a ser vítima.
Por isso, o responsável do site miúdos seguros na Net lembra que é preciso apostar na prevenção. E uma das medidas que considera mais urgente é a de o tema ser discutido nos estabelecimentos de ensino: "O cyberbullying deve ser tratado nas escolas, como por exemplo na disciplina de Formação Cívica." Além disso, defende ainda que o Governo seja mais exigente na regulamentação das leis na Internet, criando regras de comportamento que evitem que todos os dias milhares de pessoas sejam humilhadas e ameaçadas através de um computador.
sábado, 30 de janeiro de 2010
O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Os jornais "Expresso" e "Diário Económico" vão adoptar nos próximos meses as normas do Acordo Ortográfico, à semelhança do que a agência Lusa começou a fazer hoje, disseram os directores destes títulos.
“Faz sentido a comunicação social portuguesa adoptar o Acordo Ortográfico. O Expresso vai, seguramente, adoptá-lo e só ainda não o fez porque temos alguns problemas técnicos relacionados com o sistema editorial e com o corretor ortográfico que estamos neste momento a tentar superar”, disse à Lusa o director do semanário, Henrique Monteiro.
O director do Expresso prevê, no entanto, que “seja uma questão de meses” até que o jornal adopte as normas do Acordo Ortográfico.
“A única coisa que precisamos é ter a certeza que as ferramentas existem, dar uma pequena formação aos jornalistas e aos “copy desk” [asseguram a revisão dos textos dos jornalistas] e avançar”, disse Henrique Monteiro, explicando que “a parte mais complicada é a adaptação do sistema editorial”.
O Diário Económico (DE), que “tem um jornal irmão no Brasil, o Brasil Económico”, deverá adoptar o Acordo Ortográfico “até ao final do primeiro trimestre”, disse à Lusa o director, António Costa.(...)
(In Público.pt)
“Faz sentido a comunicação social portuguesa adoptar o Acordo Ortográfico. O Expresso vai, seguramente, adoptá-lo e só ainda não o fez porque temos alguns problemas técnicos relacionados com o sistema editorial e com o corretor ortográfico que estamos neste momento a tentar superar”, disse à Lusa o director do semanário, Henrique Monteiro.
O director do Expresso prevê, no entanto, que “seja uma questão de meses” até que o jornal adopte as normas do Acordo Ortográfico.
“A única coisa que precisamos é ter a certeza que as ferramentas existem, dar uma pequena formação aos jornalistas e aos “copy desk” [asseguram a revisão dos textos dos jornalistas] e avançar”, disse Henrique Monteiro, explicando que “a parte mais complicada é a adaptação do sistema editorial”.
O Diário Económico (DE), que “tem um jornal irmão no Brasil, o Brasil Económico”, deverá adoptar o Acordo Ortográfico “até ao final do primeiro trimestre”, disse à Lusa o director, António Costa.(...)
(In Público.pt)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O SITE DA PATEIRA

A Câmara Municipal de Águeda apresentou no dia 20 de Janeiro o sítio electrónico da Pateira o (www.cm-agueda.pt/pateira). Concretiza-se, agora, uma ideia de Gil Nadais, expressa em Janeiro de 2008, quando prometeu a criação de uma ferramenta tecnológica que permita, para lá da promoção da maior lagoa natural da Península Ibérica, a actualização on-line do inventário florístico e faunístico.“A elaboração da página web da pateira (em português e inglês) é mais um passo para a valorização e divulgação alargada deste importante património concelhio, numa clara aposta da autarquia na promoção daquele que será, talvez, o elemento natural mais marcante do concelho”, referiu o presidente Gil Nadais.
ACESSO A INFORMAÇÃO ONLINE
Os professores vão passar a ter acesso a uma nova ferramenta de trabalho que disponibilizará mais de um milhão de páginas de jornais e revistas, históricos e contemporâneos, em formato digital, que poderão ser utilizados em contexto educativo. Este arquivo online resulta de uma parceria estabelecida entre o Ministério da Educação e o Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação e a GESCO - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação, do Grupo Impresa e vai estar disponível a partir do Portal das Escolas, na "Área de Jornais e Revistas de Interesse Educativo".
"A Área de Jornais e Revistas de Interesse Educativo é direccionada, na fase actual, a professores registados no Portal das Escolas, que podem utilizar, em contexto pedagógico, conteúdos de qualidade da imprensa escrita", pode ler-se no comunicado do Ministério da Educação que apresenta a nova funcionalidade. (...)
(In Sapo.pt)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
MONITORIZAÇÃO PARA MELHORES RESULTADOS

"Os resultados de aprendizagem dos alunos são o essencial da actividade educativa. É indispensável criar mecanismos de monitorização na gestão da aprendizagem dos alunos", afirmou Isabel Alçada, que esta manhã presidiu, na Maia, à sessão de abertura de um seminário para debater a autonomia e a liderança das escolas.
Para Isabel Alçada, é preciso uma escola mais eficaz, com melhores resultados pedagógicos, sendo para isso necessário que se faça uma avaliação de todas as iniciativas e dos esforços realizados. A ministra da Educação afirmou ser preciso que as escolas dêem informação ao Ministério, para que seja possível prosseguir com o processo de autonomia dos estabelecimentos de ensino.
"Precisamos de informação para este trabalho de autonomia", a qual "permite reflectir e traçar um planeamento daquilo que são projectos a desenvolver no futuro, e ajuda a decidir melhor", disse. Para Isabel Alçada, com mecanismos de monitorização será possível "estabelecer um nexo entre o esforço e a eficácia", sendo necessário "emitir exemplos de trabalho produtivo". Com esta monitorização, salientou, será possível comparar o trabalho das escolas com contrato de autonomia com as outras, sendo certo que "tem de haver uma diferença assinalável".
"Precisamos de dar evidência a essa diferenciação", sustentou. Questionada pelos jornalistas se seria possível quantificar essas diferenças, a ministra disse não poder "dar já uma quantificação rigorosa dessa causa efeito". Isabel Alçada adiantou que "é nesse sentido que o Conselho das Escolas, o Ministério da Educação, os directores de escola e a inspecção-geral do ensino estão envolvidos em reunir informação, cada vez mais segura, para que essa relação entre o esforço e a produtividade em termos de resultados na aprendizagem se possa sentir". Isabel Alçada disse ainda que o Ministério pretende abrir "novas candidaturas" para celebração de mais contratos de autonomia com escolas, assim que a avaliação de todo este processo de autonomia esteja concluída. O número de contratos a realizar estará sempre dependente do número de candidaturas apresentadas, disse. Isabel Alçada frisou que há actualmente 24 agrupamentos, num total de 144 escolas, com contratos de autonomia.
(In Público.pt)
domingo, 24 de janeiro de 2010
CANDIDATURA RBE 2010

Decorre, até ao dia 5 de Fevereiro, a Candidatura RBE 2010 que visa apoiar e integrar novas escolas, agrupamentos e outras instituições de ensino.
São destinatários da Candidatura RBE 2010:
- Os estabelecimentos de ensino da rede pública, designadamente as escolas básicas do 1.º Ciclo, os centros escolares com ou sem jardim-de-infância, as escolas básicas integradas, as escolas básicas dos 2.º e 3.º ciclos, as escolas secundárias e as escolas profissionais da rede pública;
- As escolas com contrato de associação com o Ministério da Educação;
São destinatários da Candidatura RBE 2010:
- Os estabelecimentos de ensino da rede pública, designadamente as escolas básicas do 1.º Ciclo, os centros escolares com ou sem jardim-de-infância, as escolas básicas integradas, as escolas básicas dos 2.º e 3.º ciclos, as escolas secundárias e as escolas profissionais da rede pública;
- As escolas com contrato de associação com o Ministério da Educação;
- As Instituições Privadas de Solidariedade Social;
- Ideias com Mérito, candidatura destinada às escolas, ou agrupamentos da rede pública, já integradas no Programa RBE, que desenvolvam projectos de biblioteca, evidenciando práticas inovadoras, centradas no uso da informação e do conhecimento.
A lista das escolas seleccionadas, a divulgar até ao dia 30 de Abril, é divulgada no sítio da RBE.
Criado em 1996, o Programa RBE tem como objectivos os de instalar e desenvolver bibliotecas nas escolas dos diferentes níveis de ensino, disponibilizando aos utilizadores os recursos necessários à leitura, ao acesso, ao uso e à produção da informação em diferentes suportes.
Para mais informações, consultar o sítio da RBE.
- Ideias com Mérito, candidatura destinada às escolas, ou agrupamentos da rede pública, já integradas no Programa RBE, que desenvolvam projectos de biblioteca, evidenciando práticas inovadoras, centradas no uso da informação e do conhecimento.
A lista das escolas seleccionadas, a divulgar até ao dia 30 de Abril, é divulgada no sítio da RBE.
Criado em 1996, o Programa RBE tem como objectivos os de instalar e desenvolver bibliotecas nas escolas dos diferentes níveis de ensino, disponibilizando aos utilizadores os recursos necessários à leitura, ao acesso, ao uso e à produção da informação em diferentes suportes.
Para mais informações, consultar o sítio da RBE.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
ESTATUTO DO ALUNO E EDUCAÇÃO SEXUAL
Revisão do Estatuto do Aluno e regulamentação da educação sexual foram alguns dos assuntos discutidos na reunião de ontem entre a Plataforma Nacional de Estudantes e o secretário de Estado da Educação.
"O Ministério da Educação está a trabalhar na revisão do Estatuto do Aluno para que ele melhor corresponda às necessidades de funcionamento das escolas", anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, indicando que a revisão estará pronta durante o primeiro trimestre do ano.
"O Ministério da Educação está a trabalhar na revisão do Estatuto do Aluno para que ele melhor corresponda às necessidades de funcionamento das escolas", anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, indicando que a revisão estará pronta durante o primeiro trimestre do ano.
No entanto, segundo o secretário de Estado, a revisão do Estatuto do Aluno não se vai circunscrever apenas "a essa necessidade de harmonização da interpretação e actuação das escolas ao nível da aplicação do regime de faltas". Outra questão levantada pela Plataforma Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário durante a reunião com o governante, foi a necessidade de a educação sexual se tornar uma realidade."A educação sexual é uma matéria que está a ser trabalhada pelo Ministério da Educação no que diz respeito à sua regulamentação. A muito curto prazo, durante o primeiro trimestre do ano, haverá desenvolvimentos", afirmou Alexandre Ventura, em declarações à Lusa."O Governo está a trabalhar no sentido de criar condições para efectivar a educação sexual nas escolas. É muito importante que os alunos aprendam sobre a sexualidade, as doenças sexualmente transmissíveis, a gravidez na adolescência e outras matérias", afirmou Catarina Sequeira.
O diploma, publicado em Diário da República a 6 de Agosto, estabelece que, em todos os níveis de ensino e independentemente da transversalidade do tema a outras disciplinas, a educação sexual se integra no âmbito da educação para a saúde, em termos a regulamentar pelo Governo. Cabe ainda ao Ministério definir as orientações curriculares adequadas para os diferentes ciclos de ensino. No entanto, o decreto-lei estabelecia também que o Governo regulamentava o diploma no prazo de 60 dias após a sua publicação. A carga horária da educação sexual deve ser adaptada a cada nível de ensino, não devendo "ser inferior a seis horas para o 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico, nem inferior a doze horas para o 3.º ciclo dos ensinos Básico e Secundário, distribuídas de forma equilibrada pelos diversos períodos do ano lectivo". A lei deveria ser aplicada nas escolas a partir do arranque deste ano lectivo, mas os gabinetes de informação e apoio aos alunos podiam entrar em funcionamento até ao início do ano lectivo de 2010/2011.
(In Educare.pt)
AULAS SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
As escolas do ensino básico e secundário estão a apostar na prevenção da violência doméstica e do bullying (violência entre alunos) como tema das suas aulas. O concurso "A Nossa Escola pela Não Violência", da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), foi o primeiro projecto a nível nacional a abordar estas questões e já chegou a mais de mil alunos do 3.º ciclo e do secundário. Este ano "vai ser generalizado a todos os graus de ensino", adianta a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais.
A CIG deu formação a professores que integraram, pela primeira vez, ao longo do ano lectivo 2008/ /2009, a temática da violência nas suas aulas. Além da prevenção, esta vertente serve de preparação para o trabalho que os alunos vão levar a concurso. Este ano, segundo explica Elza Pais, os professores vão incluir o combate à violência no namoro e o desenvolvimento de relações saudáveis na área de cidadania. (...)
(In Diário de Notícias)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
IGE: MAIS PONTOS FORTES QUE FRACOS

O "serviço educativo" - ou seja a forma como a escola projecta e assegura a função básica de ensinar os alunos - é o "ponto fraco" mais assinalado no relatório da avaliação externa de 287 agrupamentos e escolas isoladas. Um trabalho feito no último ano lectivo pela Inspecção-geral da Educação. Logo a seguir surgem os resultados dos estudantes.
O relatório divide as conclusões po cinco itens distintos: resultados, prestação do serviço educativo, organização e gestão escolar, liderança e capacidade de auto-regulação. E no conjunto das apreciações, a IGE assinala mais "pontos fortes" (54%) do que "pontos fracos" (46%).
O relatório divide as conclusões po cinco itens distintos: resultados, prestação do serviço educativo, organização e gestão escolar, liderança e capacidade de auto-regulação. E no conjunto das apreciações, a IGE assinala mais "pontos fortes" (54%) do que "pontos fracos" (46%).
Mas na análise item por item, o serviço educativo motiva 33% de todas as referências desfavoráveis e apenas 20% das positivas. Os resultados são destacados positivamente em 28% dos casos, mas fracos em outros 23%.
Curioso é o facto de a "liderança" ser de longe (32%) o aspecto mais elogiado pela IGE. Isto porque o modelo de gestão que produziu esses valores - os conselhos executivos - foi substituído, precisamente no final do último ano lectivo, por uma nova liderança, assente na figura de um director com poderes reforçados.
Contactado pelo DN, Natércio Afonso, professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e ex-Inspector-Geral da Educação, confessou não encontrar "motivo de surpresa" nos dados. (...)
Curioso é o facto de a "liderança" ser de longe (32%) o aspecto mais elogiado pela IGE. Isto porque o modelo de gestão que produziu esses valores - os conselhos executivos - foi substituído, precisamente no final do último ano lectivo, por uma nova liderança, assente na figura de um director com poderes reforçados.
Contactado pelo DN, Natércio Afonso, professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e ex-Inspector-Geral da Educação, confessou não encontrar "motivo de surpresa" nos dados. (...)
(In Diário de Notícias)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
VISEUMAT 2010

O Núcleo de Viseu da Associação de Professores de Matemática, APM, está a organizar o Encontro Regional de Professores de Matemática ViseuMat2010 que se realizará na Escola Superior de Tecnologia eGestão de Viseu, no dia 27 Fevereiro de 2010 (sábado), dirigido a todos os níveis de ensino (do Pré-escolar ao Superior).
As inscrições são até 12 de Fevereiro e informações actualizadas podem ser obtidas no site do núcleo em www.apm.pt/nucleos/viseu
As inscrições são até 12 de Fevereiro e informações actualizadas podem ser obtidas no site do núcleo em www.apm.pt/nucleos/viseu
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
NOVAS OPORTUNIDADES PARA EMPRESÁRIOS

O Programa Novas Oportunidades, que em 2009 alcançou um milhão de inscritos, vai ter um novo ciclo para o período 2011-2015, de acordo com as Grandes Opções do Plano delineadas pelo Governo, que prevêem também formação para empresários.
O objectivo é reforçar a articulação da qualificação dos portugueses com as necessidades do mercado de trabalho.
O objectivo é reforçar a articulação da qualificação dos portugueses com as necessidades do mercado de trabalho.
"Será também promovido um programa de formação para empresários, nomeadamente das pequenas e médias empresas, com o duplo objectivo de elevar os seus níveis de qualificação e de promover a aquisição de competências básicas no domínio da gestão", lê-se no documento, a que a Agência Lusa teve acesso.
Esta iniciativa terá por base os Centros Novas Oportunidades e a cooperação das associações empresariais, de acordo com o mesmo texto.
Esta iniciativa terá por base os Centros Novas Oportunidades e a cooperação das associações empresariais, de acordo com o mesmo texto.
"Será ainda feita uma utilização sistemática das possibilidades abertas pela difusão das plataformas e tecnologias de informação e comunicação para promover a educação e formação à distância", de acordo com as Grandes Opções do Plano 2010-2013.
EXAMES 2009-2010

O website do GAVE disponibiliza informação sobre os exames a realizar em 2009/2010 para o 9º ano e o ensino secundário.
A informação sobre os exames inclui documentos em pdf, um para cada exame nacional, com detalhes sobre:
A informação sobre os exames inclui documentos em pdf, um para cada exame nacional, com detalhes sobre:
1. O objecto da avaliação
2. As características e a estrutura
3. Os critérios gerais de classificação
4. O material a autorizar e o material não autorizado
5. A duração
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