domingo, 30 de janeiro de 2011

OBSERVAR AULAS: SIM, POIS, MAS COMO?



"Fui, ontem, ao final da tarde, estabelecer uma conversa com cerca de 20 professores em torno deste problema. A questão era: temos de observar colegas que conhecemos há muitos anos; possuímos pré-conceitos sobre as qualidades dos seus desempenhos; estamos inseguros e ansiosos; em alguns casos, até discordamos do modelo e do sistema onde somos obrigados a existir. Que fazer, nestas circunstâncias?
Elevar a auto-confiança; gerar dinâmicas de interacção; construir dispositivos de transparência, clareza, reconhecimento e autorização; clarificar as regras do jogo (de algum modo, democratizar o jogo); observar (ver, rever, reparar) de forma aberta e naturalista a aula; preencher a grelha depois de um registo narrativo dos factos, convocando o outro para uma leitura no espelho; cuidar da relação sujeito-objecto (sabendo que a realidade é em certa medida uma criação do observador; last not least, clarificar os referenciais pedagógicos que nos vão permitir ler os factos (conceito de docência, discência, relação pedagógica, etc...)
E é sempre reconfortante constatar que valeu a pena este esforço de sairmos do labirinto do sistema e ousarmos criar uma atitude e um jogo que somos autores. Porque, ao fim e ao cabo é isso que nos liberta e emancipa."
 
(In blog Terrear)

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