segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

QUE FORMAÇÃOPARA OS DOCENTES?




Há uma faceta dos professores que pouca gente conhece. É o lado do professor que guarda umas horas do seu tempo livre para ajudar os colegas. Tempo livre que tanto é retirado às manhãs de sábado, como aos fins de tarde até à hora do jantar. O voluntariado de uns é, em muitos casos, a principal solução para assegurar a formação de outros. A equação é simples: ou o professor paga a sua formação ou então fica dependente da boa vontade de um grupo de colegas.

A formação docente é obrigatória e gratuita. Pelo menos, é isso que diz a Lei de Bases do Sistema Educativo e o estatuto da carreira docente. Só que a formação financiada é mínima ou inexistente. Os dados mais recentes recolhidos pelos centros das associações de escolas mostram que das 2515 acções de formação prestadas nos primeiros seis meses de 2011, 74,4% foram realizadas com recurso a bolsas de professores ou parcerias (gratuitas) e 16,2% paga pelos próprios docentes. Restam ainda 235 acções (9,3%) suportadas por fundos comunitários ou pelo orçamento do Estado.

As estatísticas demonstram que usar a prata da casa passou a ser uma das principais estratégias dos centros de formação. Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Directores Escolares (ANDE) explica que, regra geral, as direcções das escolas identificam as suas necessidades e indicam os professores com formação acreditada para poderem integrar uma bolsa de formadores, dinamizada pelos centros. “A maioria das escolas e agrupamentos não pode oferecer nenhuma contrapartida, nem sequer está em condições para dispensar estes docentes de tarefas não lectivas.” Mesmo assim, tudo se consegue porque há “uma extraordinária boa vontade dos professores” para que essas acções aconteçam nos períodos pós-laboral.

“No nosso agrupamento [Cinfães] foi assim que se tornaram possíveis as formações para o novo acordo ortográfico ou para os novos programas de português”, explica o dirigente da ANDE, esclarecendo que, apesar de reconhecer ser a “modalidade possível” no actual contexto de crise, não deixa de ser “bastante limitado” quando as escolas querem ir além das necessidades imediatas e planear a médio ou longo prazo.

Voluntarismo. Recorrendo a esta bolsa de formadores, os centros não precisam de se preocupar com o financiamento, já que os que se voluntariam para ensinar e avaliar os colegas não são pagos, conta Ana Paula Vilela do centro de formação da associação de escolas Braga Sul. Durante o ciclo avaliativo de 2009--2011, o centro promoveu 111 acções e só 13 foram pagas pelas escolas. Isso não impede contudo que o volume de trabalho seja menor: “A procura mais do quadruplicou, sobretudo a partir de 2009, quando o modelo de avaliação estabeleceu um mínimo de 50 horas de formação contínua para cada ciclo”.

De resto, o centro sobrevive com as verbas comunitárias que sobraram de 2010. O dinheiro da Europa acabou nesse ano e os centros deixaram de ser financiados: Este ano, ainda dá para aguentar mas, para o próximo, a tutela terá de definir o que pretende dos centros de formação.” Sobreviver, contudo, implica ter um director a trabalhar das 8h30 às 23h00 e só contar com um desempregado a oferecer algumas horas por semana para atender o telefone: “O consultor de formação, por exemplo, continua a acompanhar as acções ou a elaborar relatórios de avaliação, embora já não seja remunerado desde o final de 2010.”

Devagar. O centro de formação do Nordes te Alentejano em coordenação com as 12 escolas associadas chegou a um meio--termo. Há uma tarde de quarta-feira por mês, em que as escolas libertam os formadores das reuniões ou outras actividades escolares para ensinarem colegas. “As acções vão-se fazendo, mas o que podia ser feito num ano tem de ser feito em dois ou três”, conta o director Francisco Simão. No centro de formação da associação de escolas Beira-Mar (Coimbra), o modelo não é muito diferente. Há casos em que a escola “liberta” o professor ou casos em que o formador usa os seus tempos livres para dar formação, diz a directora Evangelina Mendes.

Pagar. A saída para quem ainda não sobrevive só da boa vontade da classe é propor ao professor pagar a formação. O auto-financiamento representa entre 60% e 70% das acções do centro de Almada – 75 euros por uma formação de 25 horas. É um modelo que sempre existiu, conta a directora Adelaide da Silva, mas “se antes era a excepção, hoje é a regra”. Os restantes 30% são repartidos entre verbas da câmara e outras entidades com as quais o centro estabelece parcerias.

O auto-financiamento é um caminho que alguns centros têm resistência em aderir, conta Joaquim Raminhos, director do centro de formação do Barreiro e da Moita e representante dos 27 centros da área de Lisboa e Vale do Tejo: “As dinâmicas variam muito, mas uma boa parte recusa pedir ao docente para pagar a formação, uma vez que a legislação a consagra como um direito da classe.” Ao longo de duas décadas, os centros foram financiados por fundos europeus, mas esses tempos acabaram – diz Joaquim Raminhos – e agora só há dois caminhos: “Ou a tutela assume essa função ou os centros vão ter de encontrar novas dinâmicas de gestão que tanto pode ser o auto-financiamento, como bolsas de formadores nas escolas ou parcerias.”

Solicitar aos professores para pagar a formação é algo que Armindo Carvalho, do centro de formação da associação de escolas de Sintra evita a todo custo. Por enquanto, ainda recebe verbas da câmara. No ano passado não ultrapassaram os 12 mil euros e este ano caíram para 10 mil: “Serve para cumprir um plano mínimo que tem como base os pedidos de 16 agrupamentos e implica apontar para metas com muitas limitações.” Logo à partida estão excluídas as áreas disciplinares, já que o programa tem de ter um “carácter generalista” para chegar ao maior número de destinatários possível. Não há portanto acções específicas para Matemática, Português, ou outra disciplina. É o preço que Armindo Carvalho diz pagar para cumprir a Lei.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O NOVO PORTAL DO MEC

CURSOS EFA NÂO FUNCIONAM COM MENOS DE 12 ADULTOS



A partir de agora, as turmas dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) em funcionamento nas escolas públicas não poderão permanecer nestes estabelecimentos se o número dos seus alunos ficar reduzido a um número inferior a 12.(...)

Dos cerca de 80 mil adultos inscritos em cursos EFA em 2010, 66% frequentavam escolas públicas. Estes cursos, que são financiados a 70% por fundos comunitários, destinam-se a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, que desejem concluir o 4.º,6.º, 9.º ou 12.º ano. Para além da componente escolar podem também conferir certificação profissional.(...)

(in Público.pt)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CONSUMIR FRUTA NA ESCOLA


A Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) inicia hoje nas escolas um programa educativo para incentivar o consumo de fruta no lanche escolar nos jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo. (...)
O projecto, que vai decorrer ao longo de seis semanas, até 10 de Fevereiro, pretende incentivar as crianças até aos 10 anos a dar importância ao consumo diário de fruta e a adoptar definitivamente este hábito alimentar.
Segundo a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças com excesso de peso: 32% das crianças entre os 6 e os 8 anos têm excesso de peso e 14% são obesas. O sexo feminino apresenta valores superiores aos do sexo masculino. (...)

(In Público.pt)

sábado, 31 de dezembro de 2011

BOM ANO NOVO


BOM ANO NOVO

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

REVOGAÇÃO DO CURRÍCULO NACIONAL DO ENSINO BÁSICO




     No passado dia 23 de Dezembro saiu em Diário da República um Despacho assinado pelo Ministério da Educação e Ciência - Despacho n.º 17169/2011 - que revoga o principal documento curricular para o Ensino Básico, vigente há uma década, na sequência da publicação do Decreto-lei 6/2001, de 18 de Janeiro.
     Este extenso documento intitulado Currículo Nacional do Ensino Básico: Competências Essenciais, apresentava uma nova organização do ensino a partir duma multiplicidade de competências gerais, tranversias e específicas. Apresentava também as experiências de aprendizagem que deveriam ser proporcionadas aos alunos para construírem essas competências.
      Apesar do documento poder ser consultado aqui, reproduzimos, de seguida, uma passagem em que se apresentam as razões que sustam tal decisão.
     "O documento (...) continha uma série de insuficiências que na altura foram debatidas, mas não ultrapassadas, e que, ao longo dos anos, se vieram a revelar questionáveis ou mesmo prejudiciais na orientação do ensino. Por um lado, o documento não é suficientemente claro nas recomendações que insere. Muitas das ideias nele defendidas são demasiado ambíguas para possibilitar uma orientação clara da aprendizagem. A própria extensão do texto, as repetições de ideias e a mistura de orientações gerais com determinações dispersas tornaram-no num documento curricular pouco útil. Por outro lado, o documento insere uma série de recomendações pedagógicas que se vieram a revelar prejudiciais.
      Em primeiro lugar, erigindo a categoria de «competências» como orientadora de todo o ensino, menorizou o papel do conhecimento e da transmissão de conhecimentos, que é essencial a todo o ensino. Em segundo lugar, desprezou a importância da aquisição de informação, do desenvolvimento de automatismos e da memorização. Em terceiro lugar, substituiu objectivos claros, precisos e mensuráveis por objectivos aparentemente generosos, mas vagos e difíceis, quando não impossíveis de aferir."

Helena Damião
Consultora do CFIAP

sábado, 24 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS


BOAS FESTAS
são os votos do CFIAP para todos os colaboradores.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

TEMOS QUE POUPAR 380 MILHÕES!!!




A redução de custos na Educação, com o objetivo de poupar 380 milhões de euros, racionalizando a rede escolar e criando agrupamentos, diminuindo ao mesmo tempo as necessidades de pessoal, estão nas metas do memorando revisto da troika.
Na primeira revisão, este valor era de 195 milhões de euros.
O documento aponta para uma centralização da oferta, redução e racionalização das transferências para as escolas privadas com contratos de associação e uma maior utilização de fundos comunitários para financiar actividades na área da Educação.
O texto, hoje divulgado, diz que o Governo vai continuar a trabalhar para combater a baixa escolaridade e o abandono escolar precoce, melhorando a qualidade do ensino secundário, a via vocacional e a formação, com vista a aumentar a eficiência no sector, a qualidade do capital humano e a entrada no mercado de trabalho. (...)

(In Sol)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

REVISÃO DA ESTRUTURA CURRICULAR


A Revisão da Estrutura Curricular está disponível aqui.
Os contributos referentes a esta consulta pública poderão ser enviados, até dia 31 de Janeiro, para revisao.estrutura.curricular@mec.gov.pt

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

UM QUINTO DA POPULAÇÃO NÃO TEM QUALQUER NÍVEL DE ENSINO




Entre 2001 e 2011 quase duplicou o número de pessoas que passou a ter curso superior – são agora cerca de 1,2 milhões. Esta tendência também se verifica no ensino secundário. Mas, contas feitas, apenas 12% da população possui o ensino superior completo, 13% o secundário, o que contrasta com os 19% da população sem qualquer nível de ensino. São dados provisórios do Censos 2011 ontem divulgados no Instituto Nacional de Estatística (INE), em Lisboa.

O coordenador do Gabinete de Censos do Instituto Nacional de Estatística (INE), Fernando Casimiro, destacou ontem a passagem de 284 mil licenciados em 1991, 674 mil em 2001 e 1,262 milhões de pessoas este ano. São as mulheres quem possui qualificações mais elevadas, sendo 61% dos licenciados do sexo feminino, mas são também as mulheres que predominam no grupo de pessoas sem qualquer escolaridade. Apesar das boas notícias, 19% das pessoas não têm qualquer nível de ensino. (...)

(In Público.pt)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

I ENCONTRO NACIONAL


 I Encontro Nacional “Qualificar os Portugueses, uma missão, um dever profissional”
 no auditório do ISCA, em Coimbra
no dia 07 de dezembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

INVESTIGAÇÃO



Está em curso a maior operação de sempre para saber que habilitações académicas têm os professores de quadro das escolas públicas. Pós-graduações, mestrados, doutoramentos ou outras formações especializadas, o Ministério de Educação e Ciência quer conhecer a fundo o currículo dos cerca de 100 mil docentes do ensino básico e secundário.
É a primeira vez que a tutela lança uma iniciativa de âmbito nacional para conhecer que formação têm os professores, além das habilitações académicas que lhes permitem dar aulas. Todas as escolas e agrupamentos têm de preencher e entregar o inquérito da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação até 2 de Dezembro.
O trabalho, feito em articulação com 91 centros de formação de professores do país, tem como objectivo mais imediato identificar os docentes com formação ou experiência em avaliar outros colegas e que poderão vir a integrar a bolsa de avaliadores previstos no novo modelo de avaliação.
A meta final, no entanto, passa por fazer um diagnóstico nacional para identificar as regiões e áreas de formação mais carenciadas. A recolha de informação servirá mais tarde para construir um plano de formação direccionado para áreas de especialização mais urgentes e focalizado nas zonas do país mais necessitadas. (...)


sábado, 26 de novembro de 2011

FADO PATRIMÓNIO MUNDIAL



    Este fim-de-semana o fado deverá ser considerado património cultural imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que tem o comité intergovernamental reunido em Bali, na Indonésia, até dia 29, para apreciar 49 bens que querem entrar para a lista das tradições, conhecimentos, práticas e representações que fazem a matriz cultural de um país e que, juntas, formam uma espécie de tesouro intangível do mundo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

UNIVERSIDADE QUE É SOCIEDADE



“Agora que estamos perante a primeira grande ruptura do século XXI, quando a rapidez das decisões esmaga o tempo humano da compreensão, quando a nossa consciência da realidade parece sempre tardia, e a destempo, como se nada pudéssemos fazer, e tudo estivesse decidido por um alguém que é ninguém, agora, precisamos, mais do que nunca, de reforçar a democracia”, afirmou o reitor da Clássica, salientando que “não basta insistir no triângulo virtuoso da educação, da ciência e da inovação”. (...)

“Precisamos de ‘autonomia de decisão’ porque a autonomia faz parte da essência da universidade. Mas sabemos que ela não pode beneficiar uma universidade corporativa, virada para os interesses de dentro, e deve estar, sempre, ao serviço de uma universidade que é cidade, que é sociedade." (...)

(António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, falando na cerimónia de abertura do Ano Académico e de encerramento das comemorações do Centenário da UL)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

COISAS BONITAS...



     Já foi reconhecida como uma das mais belas livrarias do mundo pelo guia de turismo "Lonely Planet". Agora, é a conceituada revista "Time" que dá destaque à portuense Lello, num artigo assinado pelo jornalista John Krich, que ficou fascinado com a arquitectura de um edifício que é uma "espectacular evocação do neo-gótico", com a fachada a fazer lembrar uma igreja.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OS PAÍSES MAIS GLOBALIZADOS


Os países mais globalizados, através da análise da circulação de serviços, capital, informação e pessoas.
Portugal está no 39º lugar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

FESTIVAL DE MARIONETAS


 Festival de Marionetas

promovido pela Casa do Povo de Valongo do Vouga,
nos dias 18, 19 e 20 de Novembro de 2011, no auditório da Instituição.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ESCOLAS QUE SE AUTOAVALIAM



O Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) vai realizar a conferência Escolas que se Autoavaliam, que está a ser organizada no âmbito do Ciclo de Conferências Escolas com Futuro Dentro – Boas Práticas de Educação em Conferência.
Este Ciclo de Conferências surge na sequência dos cursos realizados pelo ISCSP na área da Administração Escolar, tendo por objetivo fomentar uma rede de partilha de conhecimento das últimas experiências na área da educação, evidenciando os melhores exemplos, proporcionando assim o benchmarking entre escolas.

A entrada é livre. Carece de inscrição prévia.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

HAPPY HALLOWEEN


FELIZ NOITE DAS BRUXAS!!

sábado, 29 de outubro de 2011

VAI TER QUE MUDAR!





O Ministério da Educação e Ciência (MEC) avisou esta semana as direcções das escolas de todo o país que não vai pagar a renovação de licenças de utilização de software da Microsoft dos perto de 50 mil computadores distribuídos entre 2004 e 2007, pelo que aquelas deverão mudar para um sistema de utilização livre, tipo Linux. (...)

(In Público.pt)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM ANTÓNIO NÓVOA


 
Faz um balanço positivo do Processo de Bolonha?

Não faço. Num certo sentido, o Processo de Bolonha ainda não começou. Subscrevo uma parte significativa dos valores que lhe estão subjacentes, mas está longíssimo de ser uma realidade. O que fizemos foi apenas no plano formal.


Mudar cadeiras anuais para semestrais?
Coisas desse estilo. São adaptações que não alteraram verdadeiramente a forma de trabalhar. Mas não só em Portugal. De um modo geral, as universidades estrangeiras não estão muito mais avançadas.

Ficámos a ganhar ou a perder com Bolonha?
É difícil dizer. Há ganhos, como a massificação do ensino superior, a simplificação das mobilidades ou o reconhecimento de diplomas de umas universidades para as outras. Mas é evidente que pelo caminho se perdeu muito, como a desvalorização social do diploma e a qualidade da formação também não é a mesma.

Um licenciado hoje em dia sai menos preparado?
Incomparavelmente. E seria estranho que a formação de três anos fosse igual à de cinco. Muitos currículos empobreceram-se anos - há a tendência para serem um bocadinho mais enlatados. Por outro lado, desapareceram cadeiras de introdução a questões filosóficas e culturais. Isto tudo sem que tenha havido uma alteração no modo de trabalho dos professores e alunos.


In “O futuro está nas universidades“, Entrevista com António Nóvoa (páginas 8 a 11 de Aula Magna Nov-Dez 2010)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ENCONTRO "CIÊNCIA NAS ENTRELINHAS"


A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, organiza o Encontro «Ciência nas Entrelinhas», no âmbito do projeto «Newton Gostava de Ler!». O evento decorre no dia 31 de outubro, no auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro, entre as 09h30 e as 17h00, e destina-se ao público adulto. A entrada é gratuita, com inscrição obrigatória até ao dia 20 de outubro.

 O evento contará com a presença do Reitor da UA, Prof. Manuel António Assunção, e da Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Dr.ª Teresa Calçada.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

APRENDER A APRENDER A APRENDER


 
Em pedagogia, e penso que não é só na pedagogia, a linguagem é uma fonte de equívocos. Certa frase ou palavra pode desencadear múltiplos entendimentos, alguns dos quais contraditórios.
Uma boa ilustração desses (des)entendimentos é o “aprender a aprender” que se opõe (ainda que dissimuladamente) a “aprender” (porquê!?).
O mais importante na educação escolar, dizem uns, não é “aprender” no sentido de adquirir conhecimentos, é “aprender a aprender”. Porque, veja-se, os conhecimentos estão nos livros, na internet, por aí, logo se alguém precisar deles, procura-os, sendo certo, que os encontra. E, além disso, os conhecimentos estão sempre a mudar: o que se tem por verdade hoje, já não o é amanhã. Logo, quando alguém precisar de aprender algum conhecimento, terá acesso à “última versão”, por assim dizer. A questão é, pois, de atitude e de processo: levar os sujeitos a perceberem que vivemos numa “sociedade do conhecimento” e que são eles próprios que têm de vasculhar em seu redor para chegarem àquilo de que precisam.
O mais importante, dizem outros, é mesmo “aprender”, pois quem adquire conhecimentos, nesse trabalho de adquirir conhecimentos, também “aprender a aprender”. Ainda que os conhecimentos estejam disponíveis algures, não se saberá procurá-los se previamente não se tiver adquirido conhecimentos, nem, nem sequer, haverá curiosidade para os ampliar. Ou seja, sem desvalorizar o processo, o produto (ter chegado a certos conhecimentos) é fundamental. Por outras palavras, para se “aprender a aprender” é condição que se “aprenda” e em profundidade. Não há volta a dar.
Esta antinomia assume outras formas que pouco mais valor têm do que um jogo de palavras... Por exemplo: ensinar a "aprender a aprender", mas como a palavra "ensino" é evitada (pois, afinal, diz-se "ninguém ensina nada a ninguém"), será melhor dizer-se "levar os alunos a aprender a aprender" ou, ainda melhor, "aprender a aprender a aprender”.

Helena Damião
Consultora do CFIAP

domingo, 9 de outubro de 2011

PALADIN INTERNATIONAL CONFERENCE




"Promover a aprendizagem e o envelhecimento activo e consciente: como enfrentar os desafios actuais e futuros"

Decorre nos dia 20 e 21 de Outubro de 2011, no Auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Pólo II

A presença deve ser confirmada até ao dia 10 de Outubro através do email cipaladin@fpce.uc.pt

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

LISTAS DOS FORMANDOS SELECIONADOS


Estão disponíveis na página do CFIAP as listas dos formandos selecionados e suplentes às ações do Plano de Formação 2011 (2ª fase).

Eventuais desistências devem ser comunicadas por email, para cfiap@esap.edu.pt, o mais rapidamente possível, de forma a não inviabilizar a substituição.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

5 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES

sábado, 1 de outubro de 2011

1 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DA MÚSICA





O Dia Mundial da Música foi instituído em 1975 pelo International Music Council, uma organização não governamental fundada em 1948 sob o patrocínio da UNESCO. Pretendia-se, assim, promover os valores da paz e da amizade por intermédio da música. Hoje, e passadas mais de três décadas, a data continua a ser assinalada em todo o planeta.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A MINHA ALMA NÃO, DESCULPE!



Entro num certo departamento duma certa instituição de ensino e não posso deixar de reparar no único cartaz que está afixado. A cor é suave, o grafismo apelativo. Vejo que se trata duma lista... Com alguma curiosidade, aproximo-me e confirmo: é uma lista composta por uma espécie de princípios, tópicos, aspectos. São muitos, mas não consigo passar do primeiro. Leio-o, relei-o e volto a relê-lo.
Quando aquilo que observamos é de tal modo alheio aos nossos esquemas mentais, temos dificuldade em perceber o seu sentido, o seu alcance...
“Aderir de corpo e alma ao novo paradigma da organização…”, eis a frase que me deixa, por largos momentos, nesse estado!
Aderir ao “novo paradigma”!? Paradigma é uma palavra sofisticada, imprime sempre um tom erudito a qualquer texto, a qualquer conversa, não menospreza o leitor ao qual se destina, eleva-o a um patamar de sofistição linguística, e o leitor sente que "está em casa".
Mas, "voltando à terra", qual é esse paradigma? Onde está explanado? Eu deveria conhecê-lo!?
E, se não o conheço, devo aderir a ele? De corpo e alma!?
Seja qual for o paradigma, posso aderir a ele (talvez) de corpo. Mas de alma!? Aí, vamos mais devagar, calma… A alma (seja lá isso o que for) é minha e só minha, não ma peçam, por favor, que o não podem fazer.
Eu até a posso dar, empenhar, vender, destroçar, mas isso é comigo e só comigo. Não posso admitir de maneira alguma que me digam, que me imponham que a dê, que a empenhe, que a venda, que a destroce. No caso, que adira…
Quem escreveu isto (alguém escreveu isto!), mesmo que seja agnóstico ou ateu, terá lido a Nau Catrineta?


Nota: Não importa a identificação da instituição que motivou este texto porque suponho que está longe de se tratar de um caso particular.

Helena Damião
Consultora do CFIAP


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

UM BELO ACHADO!


 
O “SS Gairsoppa”, afundado durante a Segunda Guerra Mundial, foi finalmente encontrado, 480 quilómetros a sudoeste da costa irlandesa e a uma profundidade de 4700 metros. Dentro do navio mercante britânico encontra-se um tesouro com cerca de 240 toneladas de prata que, se a operação for bem sucedida, será o maior e mais valioso alguma vez a ser recuperado do fundo do mar. (...)

O “SS Gairsoppa” foi afundado em 1941 por um submarino alemão. O navio, que transportava prata, gusa (ferro fundido moldado em barras) e chá provenientes da Índia, estava a ficar sem combustível na recta final da sua viagem e fez um desvio para o porto irlandês de Galway, a fim de reabastecer. Foi torpedeado nesse percurso. Conseguiram chegar aos botes 32 tripulantes, mas apenas um sobreviveu até chegar à costa, o segundo oficial R.H. Ayres, que morreu em 1992.

(In Público.pt)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

1ª FEIRA INTERNACIONAL DE FORMAÇÃO EM LÍNGUAS


A Escola Inglesa em colaboração com a Câmara Municipal de S. João da Madeira, vai organizar a 1ª feira Internacional de Formação em Línguas Vivas, de 29 Setembro a 01 de Outubro de 2011.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

PLANO DE FORMAÇÃO 2011 (2ª FASE)



PLANO DE FORMAÇÃO 2011 - 2ª FASE

INSCRIÇÕES ABERTAS DE 22 A 30 DE SETEMBRO

Cartaz de divulgação do Plano de Formação, programas das ações e fichas de inscrição estão disponíveis em


sábado, 17 de setembro de 2011

O QUE É "APRENDER A APRENDER"?



A Fundação Francisco Manuel dos Santos vai dedicar uma conferência ao assunto em Aveiro e Lisboa nos dias 11 e 12 de Outubro: informações aqui.

Em discussão estarão os fundamentos desta ideia pedagógica: é possível aprender-se a aprender sem ter por objecto um determinado conhecimento? Como se adquirem capacidades para enfrentar novas situações? Mais ainda, num momento em que a ciência, a tecnologia e sociedade estão em mudança constante, valerá a pena aprender conteúdos mutáveis ou dever-se-á privilegiar a capacidade de aprender conteúdos novos?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O MAGALHÃES FOI SUSPENSO

O Ministério da Educação decidiu suspender o programa “Magalhães”. As novas inscrições para receber os computadores portáteis estão suspensas, revelou Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).
O gabinete do ministro da Educação, Nuno Crato, confirmou estar a avaliar o programa, mas não adiantou detalhes sobre o ponto de situação da entrega de portáteis referentes ao concurso lançado ainda no mandato de Isabel Alçada.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

FESTIVAL "O GESTO ORELHUDO" - 4 A 8 DE OUTUBRO


Há gestos que nos surpreendem, nos fascinam e até nos mudam. A história resistente de um festival tem conseguido fazer tudo isso a Águeda. Vão completar-se 10 desses gestos.
O Gesto Orelhudo é um festival de musicomédia, termo nascido da orelhuda ideia de casar a música e o humor. Mas a diversidade artística da programação faz com que do intimista ao hilariante vá a distância de uma orelha à outra.(...)
O programa especial desta 10ª edição inclui bravos repetentes (Bernard Massuir, Oskar & Strudel, Trigo Limpo teatro ACERT, Teatro Necessario e Artelier?), óptimas estreias, não só no festival como no país (Cia. dos Palhaços, Mozart Group e Gadjo) e o envolvimento de projectos criativos locais (Fanfarra Kaustika e "Mal-Empregados", a nova criação d’Orfeu). Há ainda o cruzamento de públicos com o circuito OuTonalidades que, para além do habitual encerramento festivo, terá também honras de pré-abertura no local, na sexta-feira anterior, a 30 de Setembro.
Este festival é uma iniciativa conjunta da d’Orfeu Associação Cultural e da Câmara Municipal de Águeda, parceria ininterrupta desde 2006. Um festival que, à 10ª edição, é ele próprio uma marca de Águeda! Venham todos fazer o Gesto!

domingo, 11 de setembro de 2011

MEDALHA DE BRONZE NAS OLIMPÍADAS DE BIOLOGIA

Diogo Maia e Silva, um dos quatro alunos portugueses a participar nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, conquistou a medalha de bronze, a primeira vez que Portugal foi premiado na competição. (...)
Os objetivos das Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia são promover o estudo das ciências biológicas e estimular o desenvolvimento dos jovens talentos nesta ciência, assim como estreitar laços de amizade entre os países participantes, fomentar a cooperação e o intercâmbio de experiências.
Portugal será o anfitrião das VI Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, que, na primeira semana de Setembro de 2012 Portugal transformarão Cascais na "Capital da Biologia", recebendo delegações de todos os países do espaço Iberoamericano, desde Espanha ao Brasil, ou da Argentina ao México.

(In Ionline)

sábado, 10 de setembro de 2011

JÁ HÁ MODELO DE AVALIAÇÃO


O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) chegou a acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e seis outras estruturas sindicais sobre o novo modelo de avaliação docente. A  Federação Nacional de Professores (Fenprof) não assinou o acordo porque, segundo Mário Nogueira, secretário-geral desta estrutura sindical, o novo modelo mantém o regime de quotas para as classificações mais elevadas. (...)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

NOVO PROJECTO DE ADD - 6 DE SETEMBRO





O Ministério da Educação mantém as quotas de classificação e define que serão os directores de escola a avaliar os professores dos escalões mais altos.

domingo, 4 de setembro de 2011

DEMITE-SE OU MORRE...


Em certos países de África, a percentagem de professores que conseguem chegar a pedir a reforma é muito reduzida.
Uma das razões por que as crianças podem não chegar a receber uma educação escolar adequada é a falta de professores. Em certos países de África, isso tem muitas vezes a ver com doença. Durante os anos 90, no pico da epidemia HIV, alguns países chegaram a ter taxas de perda de professores que chegavam quase aos vinte por cento.
Previa-se que pudesse tornar-se ainda pior. Mas ao que parece, o facto de os professores serem gente informada fez com que tomassem mais cuidado. Assim, a situação não é hoje tão dramática como se chegou a projetar. No entanto, ainda é má que chegue.
Segundo o relatório recentemente divulgado pela Education for All (EFA), uma organização ligada à UNESCO, em certos países a maioria das perdas de professores (definindo-se perda como a situação em que desaparece permanentemente a ligação entre o professor e a escola) não tem a ver com reforma, como devia ser normal, mas com morte ou saída voluntária.
Por outras palavras, o professor ou sucumbe à doença, ou vai-se embora. (...)

(In Expresso.pt)

sábado, 3 de setembro de 2011

LIXO ESPACIAL A MAIS



Relatório do Conselho Nacional de Investigação, norte-americano, pede mais monitorização à NASA

11 de Janeiro de 2007: a destruição programada do satélite meteorológico chinês Fengyung deixa 3 mil pedaços com mais de 10 centímetros em órbita e cerca de 150 mil partículas com pelo menos um centímetro. O evento é descrito como o maior causador de lixo espacial da história. Em Julho deste ano, segundo dados da rede de vigilância espacial norte-americana SSN, havia 16 094 pedaços de satélites e de outro equipamento catalogados. Um relatório do Conselho Nacional de Investigação dos EUA diz que números como este devem reforçar a preocupação em torno dos programas de monitorização e gestão do lixo espacial, depois de classificar os actuais programas da NASA como insuficientes. "A quantidade de lixo em órbita chegou a um nível em que os detritos vão continuar a colidir progressivamente, aumentando a população de resíduos. Este aumento vai produzir mais falhas nas naves, que vão aumentar ainda mais o número de resíduos." (...)
 

NOVO ANO LECTIVO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

SNOOPY PARADE






Entre 15 de Julho e 15 de Agosto, Lisboa recebe a Snoopy Parade. Uma verdadeira “invasão de Snoopies” em tamanho XL que ajudarão o projecto da UNICEF Escolas para África .

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ALTERAÇÕES CURRICULARES FORAM HOJE APROVADAS

O Conselho de Ministros, em reunião extraordinária, aprovou hoje a redacção final do já anunciado decreto-lei que revê a organização curricular dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e que introduz provas finais no 6.º ano.
Segundo um comunicado do Conselho de Ministros, “trata-se de ajustamentos importantes para terem efeito já no ano lectivo de 2011-2012”, designadamente o reforço da aprendizagem do Português e da Matemática, aumentando o número total de horas em cada uma dessas disciplinas ao longo dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico.
Este objectivo é atingido com a supressão da Área de Projecto, nos 2.º e 3.º ciclos, e ajustando a carga horária do Estudo Acompanhado.Será também reduzida a dispersão curricular, fortalecendo as condições de ensino de duas disciplinas fundamentais. Tal objectivo é de importância crucial, em particular no 3.º ciclo de escolaridade. (...)
(In Público.pt)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

MAIS HORAS

   

O ministro da Educação, Nuno Crato, anunciou esta manhã o reforço da aprendizagem de Matemática e Língua Portuguesa nos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, com a supressão da Área de Projecto e ao reajustamento da carga horária do Estudo Acompanhado. Os alunos do 6º ano vão passar a realizar provas finais a Matemática e Língua Portuguesa já no próximo ano lectivo. (...)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 2011 - 2012


O Ministério da Educação e Ciência divulgou hoje a Organização Curricular do Ensino Básico para o ano lectivo 2011/2012.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

NOVAS ORIENTAÇÕES ATÉ AO FIM DE JULHO




(...) A Área de Projecto vai acabar ou não? O Estudo Acompanhado é para todos os alunos ou só para os que têm dificuldades? A Educação Visual e Tecnológica continua com dois professores ou fica reduzida a um? O tempo que os docentes têm para se dedicarem a projectos extracurriculares vai diminuir? Os professores bibliotecários vão ter de dar aulas a uma turma ou continuam a assegurar em exclusivo a gestão das bibliotecas? (...)