sexta-feira, 12 de março de 2010

VIOLÊNCIA NA ADOLESCÊNCIA



Embora estar vulnerável a alguma situação seja próprio do ser humano, só muito recentemente este conceito foi retomado, ajudando a clarear os objectivos e contribuindo para a estruturação, realização e avaliação do trabalho junto dos adolescentes.

A violência nas suas mais diversas expressões, enquanto factor de vulnerabilidade para os adolescentes, leva-nos a considerar que, para impedirmos a sua (re)produção, as iniciativas sociopolíticas devem responder aos desafios de reconhecê-la e identificá-la com clareza; devem compreender melhor o processo de produção desse fenómeno e formar profissionais da saúde e educação competentes e socialmente comprometidos na sua resolução.


As acções passíveis de potencializar a redução da violência pressupõem: ferramentas e referências criativas na actuação do Estado e sociedade civil, na implementação de acções flexíveis, solidárias e coesas, capazes, sobretudo, de articular múltiplos actores sociais e diferentes sectores no sentido de propiciar uma melhoria na assistência à saúde e ducação; ampliação de programas de geração de emprego e renda; desenvolvimento social; acesso à cultura, desporto e lazer; incentivo e divulgação de boas práticas parentais; melhoria da infra-estrutura urbana e das condições socioeconómicas; programas e orientações dirigidos à mudança de atitudes e comportamentos e ao desenvolvimento de habilidades sociais, envolvendo, não só os sujeitos, mas também a família; e, finalmente, pressupõe-se que implementem políticas públicas que visem estimular valores e atitudes de paz e convivência saudável.

Marta Angélica Silva & Beatriz Pereira
(In Revista Portuguesa de Pedagogia, 2009)



quarta-feira, 10 de março de 2010

BULLYING NAS ESCOLAS DE ÁGUEDA



A crer na seriedade dos estudos recentes feitos no nosso país, nomeadamente no distrito de Bragança, todas as escolas têm bullying. E se todas as escolas têm bullying, nas escolas de Águeda também existe.

Mesmo que nos pareça exagerada esta generalização, bastará pensarmos que as estatísticas também nos dizem que a maior parte das vítimas não pede ajuda. Ou seja, temos que aceitar que, mesmo sem conhecer o fenómeno, ele pode estar realmente presente.
É evidente que muitas pessoas desconheciam o bullying até ao momento em que, qual vedeta, se apresenta na televisão por força do suicídio de um jovem de 12 anos.


A palavra bullying diz respeito a todas as formas de agressão, repetidas e intencionais, sem razões aparentes e que, resultando de uma relação desigual de poder, causam angústia, vergonha e mesmo dor. Dor que pode revelar-se insuportável e conduzir a vítima a actos desesperados, ou mesmo ao suicídio.
As agressões podem ser verbais, frequentemente confundidas com brincadeiras; podem ser corporais e morais, assumindo, não raras vezes, as características de guerra silenciosa, que vai destruindo, devagarinho, a auto-estima e impondo estados depressivos ao alvo das ditas brincadeiras, arruinando-lhe a vida. Pode começar muito cedo, ainda no jardim de infância, no entanto aceita-se que alcance o seu pico na adolescência.
Embora este discurso desperte o reconhecimento de que as escolas precisam de actuar na defesa das vítimas, não esqueçamos que os agressores convivem no mesmo meio. Ou seja, nas escolas estão as vítimas e os agressores.
Os peritos vão alertando para a falta de preparação das escolas para lidar com estes fenómenos, o que se tornou evidente nas justificações que foram dadas quando ouvidos os diferentes intervenientes no processo deste jovem de Bragança, de 12 anos, que se suicidou, – ninguém sabe explicar como aconteceu, ou, pior ainda, ninguém sabia o que estava a acontecer.
Sinalizado um agressor numa escola, a medida máxima que pode ser aplicada passa pela sua suspensão. Se pensarmos que os agressores são dominantemente oriundos de ambientes familiares pouco estruturados, que perceberam que podem ter poder sobre os outros colegas, a suspensão funciona, pois, como reforço do estatuto social.

O Ministério da Educação que perdoe a personificação, mas, que haja olhos que leiam e ouvidos que ouçam: é preciso dotar as escolas de meios, humanos e normativos, para se proceder, sobretudo, à prevenção destes factos.
Os funcionários das escolas, que são quem acompanha os alunos mais de perto nos espaços extra-aula, onde ocorrem nomeadamente as agressões mais violentas, precisam de ser suficientes e de estar atentos, para sinalizar as situações.
A diminuição acentuada destes profissionais e a ligação que passaram a ter com as Câmaras Municipais - e até com os Centros de Emprego - tem descaracterizado a classe que, como se diz, já não veste a camisola.
Eles são frequentemente os confidentes dos alunos, partilhando intimidades inconfessáveis aos professores. Os professores, por sua vez, porque o bullying entra, desavergonhadamente, na sala de aula, precisam de ver reforçada a sua autoridade para actuar em conformidade.

Os pais e encarregados de educação devem estar atentos a comportamentos e sinais denunciadores de mal-estar e podem recorrer a linhas telefónicas de apoio, dirigidas a professores, alunos e famílias, e a sítios na internet, nomeadamente o Portal Bullying, Centro de Ajuda Online, para além de se dirigirem à escola, dando conhecimento das suas suspeitas.
Um pouco ironicamente, como não podia deixar de acontecer na era das novas tecnologias, existem variações do fenómeno.
O cyberbullying – intimidação e violência psicológica pela internet - tem aumentado, sobretudo pela adesão dos jovens às redes sociais e blogs, assim como a perseguição e assédio via telemóvel.
É importante a educação sobre como usar adequadamente as tecnologias de informação e comunicação, o encorajar os jovens a falarem sobre os problemas, fazendo-lhes sentir que pedir ajuda não é sinal de fraqueza e, particularmente, não ignorar uma situação que pode ter desfechos tão dramáticos como o que conhecemos na passada semana, da criança que se lançou ao rio Tua, que podia ser o rio Águeda, numa escola de Mirandela, que podia ser no concelho de Águeda.

A directora do CFIAP

O PODER DO CONHECIMENTO


A propósito do arranque hoje da feira de emprego para jovens Futurália, a cuja comissão consultiva preside, o ex-ministro da Educação Roberto Carneiro falou sobre o que está bem e mal na formação dos estudantes.

Um estudo canadiano mostra que os alunos com resultados fracos aos 15 anos dificilmente recuperam. É preciso promover mais cedo o sucesso?

Quanto mais precocemente for detectado o risco e combatidas as suas causas, mais eficazes são as medidas de promoção do sucesso educativo e profissional.

O Governo está a traçar metas de aprendizagem, com os conhecimentos mínimos a alcançar em cada ano. Será benéfico?

Tudo o que signifique evidenciar resultados expectáveis de aprendizagem para cada ciclo educativo ajuda a tornar a avaliação mais objectiva e à melhoria do sistema.

O excesso de disciplinas no básico é um obstáculo à meta de 12 anos de escola obrigatória?

Os alunos não aprendem só ensinados, a escola deve estimular outras formas de aprendizagem informal e não formal, individualmente ou em grupo, com e sem tecnologias de suporte.

Como avalia a aposta nos cursos profissionais do secundário?

Atingimos já o objectivo de ter 50% dos matriculados no ensino secundário em vias profissionais ou profissionalizantes. Isso é um dado positivo e alinha-nos com o resto da Europa desenvolvida. Resta saber se a qualidade das novas ofertas profissionais, designadamente em estabelecimentos de ensino públicos, é reconhecida pelo mercado de trabalho. Ainda é cedo.

Concorda com a ideia de que é preciso reconverter todo o nosso sistema de ensino tendo em vista a busca precoce das "vocações"?

Concordo, desde que essa identificação precoce de vocações não signifique o retorno a formas de discriminação social e cultural em que a escola exclui ou segmenta.

Está há vários anos ligado à Futurália, feira de emprego para jovens. Qual é a motivação?

O reconhecimento de que a informação sobre cursos, empregos e vias de qualificação não é perfeita, originando graves distorções nas opções escolares e vocacionais. E a importância capital que atribuo à qualificação pessoal numa sociedade cada vez mais cognocrática, isto é, onde o verdadeiro poder está sediado no conhecimento e na capacidade de com ele criar valor.

Estas iniciativas, a par das promovidas pelas universidades, ajudam a orientar os jovens?

Sim. A transição do secundário para o superior é frequentemente traumática e nem sempre o jovem encontra as ajudas para realizar uma opção consciente e informada.

Portugal tem um atraso histórico ao nível das qualificações. Mas há desemprego de licenciados...

Vivemos a euforia da expansão desregrada do ensino superior ditada sobretudo pelas conveniências da oferta. É tempo de rever caminhos e solicitar às instituições um maior esforço para focalizar a oferta em análises do mercado de trabalho, actual e futuro. Quanto ao resto, não podemos abrandar o esforço de qualificação avançada das novas gerações. Estamos ainda muito longe dos padrões da maioria dos nossos parceiros europeus
.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL: AVALIAÇÃO DE PROFESSORES



SEMINÁRIO INTERNACIONAL


AVALIAÇÃO DE PROFESSORES: PERSPECTIVAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS


29 de Maio de 2010



No 29 de Maio de 2010, terá lugar, na Universidade do Minho, o seminário internacional Avaliação de Professores: Perspectivas nacionais e internacionais. Neste seminário internacional, discutir-se-ão as principais questões que se colocam à avaliação de professores e ao seu desenvolvimento profissional, nomeadamente:

- Quais são os propósitos da avaliação de professores?
- Quais são as componentes essenciais de um sistema de avaliação de professores de qualidade?
- Como deve ser documentado o desempenho docente?
- Como ajudar os gestores, os formadores e outros actores dos sistemas educativos a analisar, de forma crítica, os procedimentos de avaliação dos professores e do seu ensino?
- Como implementar dispositivos de avaliação que mobilizem os professores, simultaneamente, para um ensino de qualidade e para o seu desenvolvimento profissional?
- Quais são, na actualidade, as tendências internacionais da avaliação dos professores?

As Conferências estarão a cargo de Christopher Day da Universidade de Nottingham, Reino Unido : Formas de Avaliação Docente em Inglaterra: profissionalismo e performatividade e de Jean-Marie De Ketele, da Universidade de Louvain-la-Neuve, Bélgica: A avaliação do desenvolvimento profissional dos professores: postura de controlo ou postura de reconhecimento?




terça-feira, 9 de março de 2010

QUANTOS SÃO OS ALUNOS COM DIFICULDADES?


Tantas vezes ouvimos que “é preciso mudar as atitudes” que até poderíamos pensar que havia umas “técnicas especiais” para mudar atitudes. Seria tempo perdido. As atitudes mudam consequentemente quando a pessoa vive e reflecte sobre experiências que são incompatíveis com as representações que ela tem da realidade.

Numa reunião em que participei há pouco no Brasil, um grupo de professores levantava esta questão analisando os processos tal como se desenrolam no dia a dia das escolas. E as opiniões foram muito interessantes: dizia-se que, se um professor (vá-se lá saber porquê) identificar um grande número de alunos com dificuldades na sua sala de aula, isso acarretava consequências curiosas.

Antes de mais dava ao professor uma aura de rigor e de competência do tipo (“Este professor é muito exigente em termos de aprendizagem”). Depois, o professor marcava território no sentido em que se os resultados finais fossem maus ele poderá sempre dizer “Eu logo preveni que tinha muitos alunos com dificuldades”. Uma terceira consequência verifica-se no efeito desta identificação ao nível dos outros professores. Se um colega diz que tem muitos alunos com dificuldades, em que posição fica um colega que assinala poucos ou nenhuns alunos? Fica sem dúvida numa posição de fragilidade podendo a sua posição ser conotada com um idealista ou então mesmo de incompetente.

Diziam-me estes professores brasileiros que conheciam casos em que se verificou um “efeito de cascata”, em que começando um colega a assinalar as grandes e numerosas dificuldades dos seus alunos, os outros se sentiam na obrigação de seguir ou mesmo aumentar a parada. E este processo já tinha chegado a que se identificassem numa única sala de aula 40% (quarenta por cento) de alunos com dificuldades. (Parece aquelas conversas de idosos em que o seguinte tem uma doença sempre maior e mais dolorosa do que o anterior...)
(...)


(In Página da Educação)

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER





BULLYING


Marcha de solidariedade em Mirandela.
População, pais e familiares da criança desaparecida, terça feira, no rio Tua, participaram hoje numa marcha de solidariedade «revoltados» com o silêncio da escola que, segundo dizem, ainda não lhes dirigiu uma palavra.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, diz que é preciso dar «mais poder às escolas» para enfrentar os casos de violência. Mas não explica como o vai fazer e recusa comentar o caso de Leandro, o menino que se terá suicidado na semana passada depois de ter sido vítima de bullying.
(In Sol)

domingo, 7 de março de 2010

OS PROFESSORES NA ERA DIGITAL



Há nas escolas uma geração de professores e de educadores já nascidos na era digital que trabalham lado a lado com outros docentes que, envergonhadamente, se sentem infoexcluídos, pois pertencem a uma geração que amadureceu, pessoal e profissionalmente, antes da era da Internet.

Pela primeira vez na história da educação ocidental, ocorre um momento único pela sua singularidade e muito preocupante pelas transformações que irá imprimir no trabalho dos docentes e na organização das escolas:

- existe hoje um poderosíssimo instrumento de aprendizagem e de acesso ao saber (o computador, ou PC) que os alunos já dominam melhor que a maioria dos professores e que manipulam com mais destreza que a generalidade dos pais. O computador pessoal e o telemóvel modificaram, rápida e radicalmente, os rituais de iniciação nos grupos de pares, a comunicação intra e intergrupal, os graus de socialização e de integração, já que criaram novos gestos, linguagens, códigos,
símbolos, valores e um mundo infindável de engenhos periféricos.
Numa só geração desapareceram muitos dos artefactos que constituíam a memória e a referência do mundo dos adultos contemporâneos: o vinil foi o primeiro; agora agonizam os CD, as cassetes VHS e os DVD de primeira geração; um aluno de 1.º Ciclo não faz a mínima ideia do que era uma cassete áudio ou um rolo de fotografia a cores; um vídeo-gravador é um aparelho obsoleto e o arquivo de dados em disquetes pertence a um passado quase pré-histórico; grande parte da informação disponível já não existe em suporte de papel...

Se tanto não bastasse, há nas escolas uma geração de professores e de educadores já nascidos na era digital, que trabalham lado a lado com outros docentes que, envergonhadamente, se sentem infoexcluídos, pois pertencem a uma geração que amadureceu, pessoal e profissionalmente, antes da era da Internet, dos motores de busca, das bases de dados digitais, do matraquilho das mensagens por SMS ou da presença orwelliana do Messenger e do Facebook.

São professores e educadores que olham para as novas tecnologias da informação e da comunicação com a desconfiança dos traídos, pois sabem que é ali que está a fonte do mal que os há-de levar à desactualização precoce e, logo, ao mal-estar profissional que acompanha o desgaste, a indisfarçável angústia e o stress. (...)

sábado, 6 de março de 2010

FALTAM CONDIÇÕES PARA RESOLVER CASOS DE VIOLÊNCIA



As escolas querem equipas de psicólogos, assistentes sociais e médicos para poder responder a problemas como o bullying. A ideia é defendida pelo presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Pedro Araújo. "Os alunos chegam às escolas cada vez mais com carências sociais e os professores sozinhos não têm tempo nem formação para resolver essas situações", refere.

Assim, para o director da Escola Secundária de Felgueiras só existem duas soluções para o problema da violência em meio escolar. "Ou se apetrecha a escola com outro profissionais (médicos, psicólogos, assistentes sociais) ou se cria uma estrutura fora da escola para fazer isso", diz.

Neste momento, não existe uma regra definida para a presença de um psicólogo na escola. Alguns estão distribuídos por agrupamentos, enquanto outras escolas contratam estes profissionais a tempo inteiro. Pedro Araújo dá o exemplo do seu estabelecimento de ensino, frequentado por 1600 alunos, e onde um psicólogo trabalha diariamente para atender os alunos que o procuram, fazendo ao mesmo tempo o trabalho de orientação profissional. Apesar da dedicação a tempo inteiro, é insuficiente para acompanhar todos os alunos, admite Pedro Araújo.

Já para o presidente do Conselho das Escolas a criação e distribuição de um manual antibullying é uma medida que pode ajudar a lidar e a prevenir as situações de bullying. Deste guia deviam constar "medidas concretas de abordagem para as vítimas e agressores dirigidas aos pais, a adoptar em todas as escolas"(...)


quinta-feira, 4 de março de 2010

É PRECISO DIZER "NÃO"!




A autora do livro “O não também ajuda a crescer”, María Jesús Álava Reyes, diz que as crianças de hoje são menos felizes. E que por isso os pais têm que esforçar-se muito mais para ajudá-las.

Se a criança partir um braço vai ao médico, se tem problemas de comportamento ou aprendizagem escolar deve ir ao psicólogo, defende María Jesús Álava Reyes, psicóloga espanhola e escritora de best-sellers como “A Inutilidade do Sofrimento”. Mas, antes disso, é preciso incutir-lhe regras, diz. No início do mês Álava Reyes esteve em Lisboa para falar sobre “O não também ajuda a crescer”, publicado pela Esfera dos Livros, a pensar nos pais que passam pouco tempo com os filhos e que, por isso, lhes fazem todas as vontades. Hoje é mais difícil educar, alerta.


(Entrevista com a autora)

quarta-feira, 3 de março de 2010

OBRAS LITERÁRIAS NOS TELEMÓVEIS


Versões resumidas de obras como Memorial do Convento ou Felizmente Há Luar estão agora disponíveis para telemóvel, numa iniciativa da Porto Editora, que procura "adaptar os conteúdos aos dias de hoje" sem substituir os antigos suportes.

"A disponibilização de conteúdos digitais para suportes móveis é um passo que andávamos a preparar há alguns meses e que agora damos, apostando numa área que nos é bastante querida: a educação", revelou Paulo Gonçalves, do gabinete de comunicação e imagem da Porto Editora, à agência Lusa.

Os conteúdos da colecção Resumos Mobile foram organizados por professores especializados e desenvolvidos para iPhone e para telemóveis com sistema operativo Symbian S60 (por exemplo, Nokia N73, N78 e N95), sendo compatíveis com iPod touch e iPad.

Segundo o responsável, estão disponíveis "resumos de estudo de obras em língua portuguesa de autores consagrados que são abordados no ensino secundário", com vista a "apoiar o estudo dos alunos que, quando estão a preparar-se para os exames, podem agora aceder a conteúdos via telemóvel", seja para leitura ou audição.

Às obras Felizmente Há Luar, de Luís de Sttau Monteiro, e O Memorial do Convento, de José Saramago, juntar-se-ão, em breve, Os Maias, de Eça de Queirós, Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, Mensagem, de Fernando Pessoa, ou Os Lusíadas, de Luís de Camões.

"A partir de agora é possível vermos jovens estudantes na rua com os seus telemóveis e os seus auriculares a ouvir os resumos", assim se preparando "para os exames ou para as provas", declarou Paulo Gonçalves, salientando que as novas plataformas não pretendem substituir outras, mas sim oferecer "opções complementares".

Nessa lógica, "esta forma de aceder aos conteúdos educativos não vai retirar a utilização dos livros auxiliares", podendo até "estimular o acesso ou o interesse por esse tipo de edições".

"A nossa experiência diz-nos que a disponibilização de novos formatos, novos suportes, aumenta o interesse nos conteúdos por parte dos utilizadores. E isso tem reflexo na procura de edições em papel", acrescentou. (...)

(In Educare)

VIOLÊNCIA ESCOLAR


Os inquéritos instaurados pelo Ministério Público sobre casos de violência em comunidade escolar aumentaram 30,6 por cento, em relação a 2008, só no Distrito Judicial de Lisboa, uma das áreas mais movimentadas do país. Segundo os dados da Procuradoria-geral Distrital de Lisboa (PGDL), divulgados esta terça-feira, a margem sul, nomeadamente o distrito de Almada, é a comarca com mais processos.

Em 2008, segundo os dados da Procuradoria-geral da República, foram instaurados em Lisboa 111 inquéritos, tornando esta comarca naquela que tem registo de mais casos. Em 2009, segundo o recente relatório da PGDL, foram abertos 145 casos de violência em meio escolar, um aumento de 30% que «não surpreende» a Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP).
«Nós fizemos um apelo para que as situações de violência escolar fossem denunciadas. Não nos surpreende que haja um aumento nas denúncias, uma vez que acreditamos que os pais nos ouviram e denunciaram muitos casos que estavam encapotados», declarou ao tvi24.pt. Abílio Curto, presidente da CONFAP.(...)

BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL




domingo, 28 de fevereiro de 2010

CATÁSTROFES NATURAIS

(In HenriCartoon)

INDISCIPLINA





"Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas. "As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. "As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa", sublinhou.

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa. "O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. "A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".

"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina", frisa Fernando Savater. Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos". "Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam. Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão dos privilégios e o alargamento dos deveres."


Fernando Savater, 2006
(In
Correntes)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ESTILHAÇOS NO TEATRO AVEIRENSE



"ESTILHAÇOS"
9 de MARÇO DE 2010
TEATRO AVEIRENSE
Espectáculo seguido de debate sobre violência doméstica


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PROFESSORES: DEIXEM OS ALUNOS EM PAZ!


O "grito" de libertação, de emancipação dos Pink Floyd já me serviu para outro ou outros textos. A razão é simples: ele resume exemplarmente a concepção de ensino que se produziu e imperou no século XX, e na qual se tende a insistir.

Essa concepção é a seguinte: os professores não devem organizar as aulas com base na palavra, (sobretudo se a palavra for a sua), estruturar a relação pedagógico-didáctica (a relação com fins precisos de transmissão da informação e de desenvolvimento cognitivo), nem usar quadro de giz, livros ou outros documentos em papel (que são recursos tradicionais). E não devem fazer tudo isto porquê? Porque os alunos aprendem (ou seja, desenvolvem competências) ao trabalharem sozinhos ou uns com outros (ou seja de forma autónoma e colaborativa), através da pesquisa de assuntos do seu interesse vivencial e, muito importante, recorrendo às novas tecnologias de informação e comunicação.

E haverá estudos que corroborem tal concepção? Sim há. Na verdade, há estudos que partem das mais diversas teorias pedagógicas, e que são desenvolvidos com a preocupação, consciente ou inconsciente, de as corroborar.(...)

Como David Marçal explicou em texto recente, é preciso ter algum distanciamento crítico em relação aos estudos científicos: sendo feitos por pessoas, podem enfermar de erros. (...)

Helena Damião
Consultora do CFIAP
(In Blog
De Rerum Natura)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PORDATA - BASE DE DADOS


A maior base de dados estatísticos sobre Portugal, a PORDATA com acesso universal e gratuito, estará aberta a partir de hoje na Internet, resultado de uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo investigador António Barreto. Disponível em www.pordata.pt, reúne estatísticas sobre "quase todos os capítulos da sociedade portuguesa", com dados relativos aos últimos 50 anos, fornecidos por mais de 30 entidades que produzem estatísticas certificadas, segundo explicou Barreto à Lusa. (...)

No entanto, a PORDATA é mais do que uma grande base de dados, já que permite ao utilizador escolher e cruzar variáveis, criar os seus próprios quadros e gráficos "estáticos e dinâmicos", calcular taxas de variação e percentagens. Tudo, no máximo, em três cliques, segundo os responsáveis pelo projecto.
À semelhança do que se faz lá fora, agora os cidadãos portugueses podem, de forma rigorosa, “formar a sua opinião” e, logo, criar consciência da realidade social portuguesa. Isto, segundo o investigador, “contribui em larga escala para o desenvolvimento da sociedade, o reforço da cidadania e a melhoria das instituições públicas” .

(In Jornal i)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ACORDO ORTOGRÁFICO SÓ EM 2011





A ministra da Educação anunciou ontem, segunda-feira, que o novo Acordo Ortográfico deverá chegar às escolas apenas no ano lectivo 2011-2012. Isabel Alçada justificou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura de crise.

No final da audição parlamentar, a ministra explicou que não faz sentido investir em formação de professores para o Acordo Ortográfico numa altura em que o país atravessa uma crise financeira. Mas garantiu que os docentes serão sensibilizados e terão os recursos necessários à sua disposição quando a medida entrar em vigor.(...)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O QUE DEVO SER QUANDO FOR GRANDE?




No futuro, serão necessários mais técnicos especializados e legisladores do que agricultores e artesãos. E a maioria dos novos empregos deverá ser criada em áreas que exijam um conhecimento altamente qualificado.

Quanto às profissões que requerem menores habilitações, a tendência é de queda progressiva. Estima-se que, na próxima década, um total de cerca de 80 milhões de oportunidades de trabalho serão geradas nos países da União Europeia: 73 milhões serão de vagas deixadas por reformados e por mudanças profissionais. E sete milhões dirão respeito a novos empregos, diz o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional. Mas estará o mercado preparado para absorver todos os activos muito qualificados? E como devem as universidades formar para as profissões do futuro?

Entre os licenciados portugueses, a taxa de desemprego tem vindo a diminuir. No último trimestre do ano passado, a percentagem de desempregados com habilitações superiores era de 9,6%, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Cenário que antecipa a tendência europeia e vai ao encontro das previsões do estudo do Centro Europeu, que indica maior empregabilidade entre os mais qualificados. (...)

Profissões tradicionais, que futuro?

No universo dos saberes tradicionais e actividades manuais - de que são exemplo artesãos, agricultores e padeiros -, a tendência dos próximos dez anos será, estima o Centro Europeu, uma quebra acentuada no mercado de trabalho. Trata-se de uma previsão que "quantitativamente pode acontecer", diz o sociólogo do ISCTE, mas, "ao nível qualitativo, a tendência será mais no sentido da evolução dessas profissões. Não deixaremos de comer pão" - exemplifica.

"O processo de o fazer é que pode evoluir para uma mão-de-obra mais qualificada ou visando uma produção de carácter massivo", acrescenta. Nesse sentido, importa defender as "qualificações, sim, mas com aplicação às profissões tradicionais", conclui.

(In Jornal de Notícias)

REAJUSTAMENTOS


"Reforma" é uma expressão muito forte, vai ser um mero ajuste", diz João Formosinho. "Não há o desejo de introduzir grandes alterações", acrescenta. Em declarações ao PÚBLICO, a ministra da Educação, Isabel Alçada, confirma: "O que vamos fazer é introduzir alterações para melhorar as condições de aprendizagem. São reajustamentos para racionalizar o tempo curricular, para que a carga de tempo e de disciplinas não seja muito pesada para os alunos".(...)
Os ajustamentos enunciados por João Formosinho podem ainda passar por "dar mais autonomia aos professores e às direcções das escolas para fazer uma gestão mais flexível do currículo", acrescenta Isabel Alçada.(...)
Paralelamente ao "ajuste", há novos programas de Matemática e de Português para o ensino básico. Se os primeiros vão ser generalizados já no próximo ano lectivo, os segundos foram suspensos. A justificação é que, uma vez que está a ser estudada a reforma e o estabelecimento de metas de aprendizagem, é preferível esperar. (...)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

AVALIAÇÃO DOS ALUNOS


Foi publicado o Despacho Normativo nº. 6/2010 que se aplica aos alunos dos três ciclos do ensino básico regular e estabelece os princípios e os procedimentos a observar na avaliação das aprendizagens e competências, assim como os seus efeitos.

ENTREVISTA: PELA EDUCAÇÃO



"É costume dizer-se que, em todas as profissões, há bons e maus profissionais…

Pode haver bons, muito bons, excelentes professores. Não pode haver “maus”, pois provocariam danos irremediáveis. A sociedade portuguesa tem revelado alguma
preocupação com as questões educativas e uma total incapacidade para qualificar e prestigiar a profissão docente. Felizmente, há professores notáveis e escolas de grande qualidade, mas é urgentíssimo ter a coragem de definir políticas que permitam formar, recrutar e valorizar os “bons professores”. É urgentíssimo intervir na formação de professores, pois o que se faz em muitas escolas e institutos é de uma grande pobreza científica, cultural, profissional. É urgentíssimo mudar as formas de recrutamento dos professores, criando um período probatório e integrando os jovens professores em equipas pedagógicas de acompanhamento. É urgentíssimo consolidar lideranças profissionais nas escolas, com base nos professores mais competentes e mais prestigiados, de forma a enquadrar os “menos capazes” e a definir práticas de avaliação do trabalho docente."


(In Entrevista: pela Educação, com António Nóvoa)


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

NECESSIDADE DE ENSINAR E APRENDER



A referência à obra de John Dewey (1859-1952) tornou-se banal nos círculos educativos. Não erro muito se disser que toda a gente que se move nestes círculos afirma conhecer essa obra, mesmo que só tenha lido uma ou outra frase desgarrada, numa segunda, terceira, ou quarta fonte.

Na verdade, raro é o discurso a que se quer imprimir um timbre pedagógico onde não se veja reproduzida meia dúzia de lugares-comuns que se afirma serem ideias do professor e investigador americano, mas que, em geral, na sua ligeireza, distorce, contradiz o seu pensamento profundo e, em muitos aspectos, actual.

Um desses aspectos, no qual insistiu em grande parte dos seus livros e artigos, é a necessidade absoluta, indispensável de ensinar. Para que se aprenda é necessário, obviamente, ensinar! (A expressão obviamente é do próprio Dewey, que cedo percebeu a deturpação a que as suas conjecturas eram sujeitas...)

O texto que se pode ler de seguida, justifica a referida necessidade com base na identidade e de funcionamento social (não no sentido etnocêntrico que, no presente, tendemos a invocar), que não sendo a única razão para se assumir claramente que é preciso ensinar para se aprender, é, certamente, uma das mais importantes.

"A palavra vida refere-se aos costumes, instituições, crenças, vitórias e derrotas, divertimentos e ocupações. Utilizamos a palavra experiência com a mesma riqueza de sentido [em ambos os casos] é aplicado o princípio da continuidade através da renovação. No que respeita aos seres humanos, a par da existência da renovação física, dá-se a renovação das crenças, ideais, esperanças, alegrias, misérias e hábitos. A continuidade de qualquer experiência, processada através da renovação do grupo social, é um facto.

A educação, no seu sentido mais lato, é o meio através do qual se verifica esta continuidade de vida social. Todos os elementos que constituem um grupo social, tanto numa cidade moderna como numa tribo selvagem, nascem imaturos, carentes de ajuda, não possuindo qualquer tipo de linguagem, convicções, ideias, ou padrões sociais. Cada indivíduo, cada unidade portadora da experiência de vida do grupo a que pertence, com o tempo desaparece. No entanto, a vida do grupo continua.

Os factos inevitáveis do nascimento e da morte de cada indivíduo num grupo social, determinam a necessidade de educação. Por um lado, existe o contraste entre a imaturidade dos elementos recém-nascidos do grupo - seus únicos representantes futuros - e a maturidade dos elementos adultos possuidores do conhecimento e costumes do grupo. Por outro lado, existe a necessidade de que os elementos imaturos do grupo não sejam apenas fisicamente preservados em número adequado, mas que sejam iniciados nos interesses, propósitos, informação, aptidões, e práticas dos membros adultos: de outro modo o grupo perde a sua vida característica.

Mesmo numa tribo selvagem, as competências dos adultos estão muito longe daquilo que os elementos imaturos serão capazes de conseguir se entregues a si próprios. À medida que aumenta o grau de civilização aumenta também o desfasamento entre as capacidades iniciais dos elementos imaturos e os padrões e costumes dos mais velhos. O simples desenvolvimento físico, o simples controlo das necessidades básicas de subsistência não são suficientes para reproduzir a vida do grupo. É necessário um esforço deliberado e a tomada de medidas ponderadas de modo que os seres que ao nasceram não têm consciência, sendo mesmo indiferentes, dos objectivos e hábitos do grupo social, tomem disso conhecimento e se tornem activamente interessados. A educação, e apenas a educação, pode resolver o problema.

A necessidade de ensinar e aprender para assegurar a contínua existência de uma sociedade é, de facto, tão óbvia que pode até parecer que andamos às voltas com uma frase feita."

Helena Damião
Consultora do CFIAP

CARNAVAL!!


domingo, 14 de fevereiro de 2010

NOVOS PROGRAMAS DE PORTUGUÊS ADIADOS


No próximo ano lectivo já não entram em vigor os programas de Língua Portuguesa dos
1.º, 2.º e 3.º ciclos. O Ministério da Educação decidiu adiar, uma vez que está prevista uma revisão curricular e a definição das metas de aprendizagem para o ensino básico. (...)

Para a equipa de Isabel Alçada, a suspensão faz sentido porque está a ser pensada uma revisão curricular do ensino básico e a introdução de metas de aprendizagem, informa o gabinete de imprensa da tutela. O ministério tenciona que no próximo ano lectivo essas medidas possam ser aplicadas nas escolas.
(...)

In Público.pt)

IMAGENS NO DIA DOS NAMORADOS





























quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ACABAM AS PROVAS DE RECUPERAÇÃO


O Ministério da Educação vai acabar com as provas de recuperação obrigatórias para os alunos que excedem o limite de faltas. O anúncio foi feito, esta quarta-feira, aos sindicatos pelo secretário de Estado Alexandre Ventura, durante uma negociação sobre o horário de trabalho dos professores.

Os alunos que excederem o limite de faltas vão deixar de ser obrigados a fazer provas de recuperação com a matéria das aulas a que não assistiram.

A medida surge como uma forma de aliviar o trabalho que é pedido aos professores, numa altura em que sindicatos e Ministério discutem os horários dos docentes. (...)

O fim das reuniões semanais obrigatórias para os professores dos Cursos de Educação e Formação e a possibilidade de os docentes darem até sete faltas por conta do período de férias foram outras cedências da ministra Isabel Alçada. (...)

(in Sol)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AO ATAQUE!!




OS PERIGOS DA INTERNET



Alertar as crianças e os jovens para os perigos da publicação de conteúdos pessoais na Internet é um dos principais objectivos do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala hoje em mais de 60 países. O foco deste ano são as mensagens de "sexting".
Da contracção das palavras "sex" e "texting" nasceu a palavra "sexting", uma forma de designar as mensagens de telemóvel com conteúdos eróticos ou sexuais trocadas entre dois utilizadores e que, de um momento para o outro, podem saltar para o domínio público através da sua publicação na Internet.

Sensibilizar as crianças e os adolescentes para estes perigos e para o facto de as mensagens que trocam com amigos ou namorados poderem, mais tarde, ser usadas contra eles como forma de chantagem, pressão ou embaraço é o objectivo da campanha "Think B4 U post!" (Pensa antes de publicares), concebida para assinalar este dia europeu. (...)

(In Jornal de Notícias)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MITOS EDUCATIVOS




Vitorino Magalhães Godinho, Ministro da Educação e Cultura, por poucos meses, em plena Revolução de Abril (de 18 de Julho de 1974 a 29 de Novembro de 1974) detém-se, de modo lúcido e muito perspicaz, em vários mitos educativos da actualidade: a "criatividade natural da criança", a "eficácia dos meios informáticos, por si mesmos", "a escola activa, o aluno activo, a aprendizagem activa" (no sentido físico, interventivo, não no sentido intelectual), "a perversidade da exposição ou de qualquer explicação do professor" que implicará desatenção automática do aluno, "a autonomia na aprendizagem" (leia-se, dispensa do ensino do professor, o "afastamento da memorização" por, supostamente, impedir a compreensão.

"... tende a enraizar-se a ideia de que o grande progresso na actividade criativa virá de cada aluno dispor de computador, e de as sessões (não ousamos dizer: de aprendizagem, nem sequer de trabalho) se desenrolarem em diálogo entre os alunos e estes e o professor através do computador. Julga-se que assim teremos uma escola activa. Nada mais errado (…) os [alunos], para se desenvolverem, têm de agir em meio social e com a realidade física da presença dos outros. Insistamos neste ponto: estar frente a frente com os colegas e o mestre (…) é completamente diferente de lhes falarmos ao telefone ou pela Internet. E se pela Internet se pode aprender muito, nada substitui o contacto com (…) as pessoas; o excesso de uso do ecrã cria o artifício da "realidade virtual" e a reticência a mover-se no mundo real (…). O fascínio do ambiente virtual e o receio do meio físico estão a tornar-se doentios (...) não se está afeito a lidar com a presença corpórea dos demais (as expressões do rosto, os gestos das mãos...).

No Secundário e até no Básico instalou-se o mito da criatividade. Acha-se que a débil atenção dos alunos não suporta a exposição feita pelo professor, e que aliás não estão na escola para aprender mas sim para realizarem as suas capacidades criativas. Dispensou-se a memorização da tabuada ou das regras da gramática, como das datas mais importantes da história de Portugal. E de modo geral receia-se que recorrer à memória afecte os frágeis cérebros infantis ou juvenis. Ora memorizar não é acto mecânico e resposta cega a uma dificuldade; é acto de inteligência, requer arte no seu manejo, selecção do que se memoriza; um software (mental) bem organizado é que permite um trabalho intelectual eficaz. Não se confunda com a prática antiga de aprender de cor numerosos conhecimentos para depois os debitar a fim de mostrar que se sabe."
Helena Damião
Consultora do CFIAP

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O PROBLEMA MAIS IMPORTANTE E URGENTE


É à Escola e aos professores que, desde a Antiguidade, muitas sociedades, com destaque para as sociedades ocidentais, têm confiado a educação formal de crianças e jovens.

E porque é que o têm feito? Entendo que há razão fundamental que, curiosamente, vejo escapar em muitas discussões actuais sobre a função de tal educação e na qual vislumbro três pólos: o desenvolvimento de certas capacidades cognitivas, afectivas e motoras dos sujeitos; o funcionamento a níveis aceitáveis de comunidades e estados; e a transmissão e ampliação da herança civilizacional.

Na verdade, como humanos, cedo percebemos que a educação formal nos permite vir a desfrutar de capacidades que trazemos em potência ao nascer e que isso se faz com base em conhecimentos acumulados ao longo do tempo, conhecimentos que valoramos e, nessa medida, transformamos em memória funcional.

Assim, transmitir conhecimentos, técnicas, valores, instruir, preparar para a cidadania, para a consciência do mundo, para o progresso, para o bem, para o belo, para a liberdade, até para a felicidade, são alguns dos grandes propósitos que têm conduzido o sonho e a acção educativa.
É certo que há muitos momentos em que a tais propósitos têm dado lugar aos seus contrários: regimes aberta ou disfarçadamente totalitários, encarregam-se disso nas suas primeiras medidas.

Porém, desde os esboços de democracia grega, até ao presente, temos conseguido fazer face a esses regimes bem como a crises de toda a ordem, por isso, a escola e os ideais que persegue, ainda que com inúmeras variantes, sobreviveram, o mesmo se podendo dizer do ensino, a profissão que os concretiza. Mas isto não constitui qualquer garantia de que assim continue a acontecer.

Efectivamente, a educação é uma tarefa interminável, que requer, a cada momento, reconstituições com cada sujeito e para cada sujeito, de modo que este se aproprie de uma parte do Humano, se conduza por ele e, eventualmente, o transmita a outros. Percebe-se que qualquer falha menor nessa tarefa, acarreta prejuízos incalculáveis: debilita-se a vocação e o entendimento que temos de “pessoa”; perece o passado e compromete-se o futuro.
(...)

Helena Damião
Consultora do CFIAP


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O PLANETA ENERGIA




O Centro de Informação Europeia Jacques Delors convida crianças e educadores de infância a conhecer o sítio O Planeta Energia, que disponibiliza recursos didácticos de educação ambiental.

Para mais informações, consultar o sítio
O Planeta Energia.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ALUNOS: DIA DE LUTA NACIONAL


Estudantes do ensino básico e secundário realizam quinta-feira mais um “dia de luta nacional”, exigindo a aplicação efetiva da educação sexual e contra o estatuto do aluno, com as principais concentrações previstas para Lisboa e Porto.O protesto foi convocado pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário (DNAEEBS), que afirma representar cerca de 110 estruturas estudantis, após uma reunião com a tutela, realizada no mês passado.

Segundo Rita Santos, membro da DNAEEBS, as concentrações estão previstas sobretudo à porta dos estabelecimentos de ensino, durante o turno da manhã, já que os problemas materiais e humanos de algumas escolas justificam “uma luta de maior proximidade”.

No entanto, em Lisboa, os estudantes vão concentrar-se a partir das 10h00 junto ao Ministério da Educação, enquanto no Porto o encontro está marcado para as 09h30, na Avenida dos Aliados, à semelhança de protestos anteriores. (...)