sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

DEBATE SOBRE O ENSINO NA UC


A Universidade de Coimbra (UC) está a desafiar docentes, funcionários e alunos a pronunciarem-se sobre o futuro da instituição. Hoje foi apresentado no Senado da UC um documento proposto pela Comissão de Reestruturação dos Saberes que pretende lançar "um debate aberto e profundo" em torno de várias questões que podem passar, por exemplo, pela fusão de faculdades ou pela aposta em novas áreas de ensino.
O documento não avança com propostas nem soluções, apenas elenca um conjunto de situações sobre as quais gostaria que a comunidade universitária reflectisse. A ideia é haver debates em cada faculdade e, até 15 de Fevereiro, enviar as propostas para um email criado para o efeito. O coordenador da comissão, João Carlos Marques, acredita que é a primeira vez que se faz um debate de forma "tão alargada" na universidade. "Esta é a fase em que queremos pôr as pessoas a pensar.

Os contributos recolhidos irão ser trabalhados, dando origem a uma segunda fase, que ficará concluída até ao final do ano com a produção de um documento com recomendações e propostas concretas", adianta o professor de biologia. Algumas das questões, para já, identificadas, prendem-se com a necessidade de articular os saberes tradicionais e os emergentes e estabelecer uma ligação eficaz entre ensino e investigação. A comissão detectou também uma certa "fragmentação" dos saberes: "Encontramos dispersão das ciências sociais, do ensino das artes, das ciências da saúde.

Há também uma necessidade de promover mais a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Depois, há o aspecto orgânico e administrativo em que isto acabará por se reflectir", nota.Uma das áreas contempladas no documento diz respeito às ciências da saúde. É pedido à comunidade universitária que reflicta sobre a possibilidade de unir várias faculdades numa grande unidade de ciências da saúde ou mantê-las como estruturas específicas. Cabem nesta área a Medicina e a Farmácia, a Psicologia e Ciências da Educação, as Ciências do Desporto e Educação Física e ainda áreas da Biologia, da Economia da Saúde e da Bioética.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PRÉMIOS MOTIVAM OS PROFESSORES


Organização internacional comparou sistemas de vários países e considera que atribuição de recompensas, nomeadamente de natureza pecuniária, é uma forma eficaz de motivar os professores e melhorar a qualidade do ensino em geral
Formas "eficazes de avaliar e recompensar os professores", nomeadamente através de prémios monetários, "podem ajudar a atrair e conservar pessoal docente de alta qualidade".
A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que não deixa de avisar que "nenhum modelo se aplica a todos os países", e que o sucesso destes programas depende sempre da consulta adequada dos parceiros, incluindo os professores e os sindicatos.

A publicação, intitulada Avaliando e recompensando a qualidade dos professores, foi produzida ao abrigo de um protocolo entre a OCDE e o México para melhorar a qualidade do ensino neste país. Inclui referências a cerca de duas dezenas de países, dando ênfase aos que implementaram sistemas baseados na recompensa dos melhores desempenhos, regra geral envolvendo prémios financeiros. (...)



domingo, 6 de dezembro de 2009

CADA ESPÉCIE TEM O SEU...


EXCESSO DE VAIDADE



Escolher o melhor vestido do armário, passar batôn nos lábios, esticar e ondular as pestanas com rímel, pintar as unhas, esticar o cabelo com chapas de alisamento ou colocar os pés em cima de uns saltos altos não são comportamentos a estranhar entre as mulheres. Mas os especialistas chamam a atenção para as novas adeptas destes rituais de beleza: há cada vez mais crianças a repetirem as rotinas de estética das mulheres adultas. (...)

A vaidade em dose certa na infância "é saudável e recomenda-se", brinca a psicóloga infantil Rita Jonet. "É bom que uma criança goste de si e se cuide." Mas se a vaidade se transforma num exagero há mais riscos para o seu desenvolvimento equilibrado. Rita Jonet exemplifica com um conto infantil de Sophia de Mello Breyner: "Se o valor da imagem começa a ser exagerado, a história passa a ser como a da Fada Oriana, que deixa de cuidar da sua floresta porque fica encantada com a sua imagem no lago." (...)

Os especialistas não têm dúvidas: para um desenvolvimento saudável as crianças não devem crescer antes de tempo. Vaidade a mais pode esvaziar a infância e transformar essas crianças em adultos fúteis e anti-sociais, pessoas que, para o pediatra Mário Cordeiro, "cultivarão as aparências e o faz de conta, para lá da idade em que é lícito fazerem-no. Além de superficiais, podem tornar-se muito agressivas". O jogo da vaidade "é perigoso e não compensa", diz Eduardo Sá. Essas crianças terão maiores probabilidades de se tornarem "adultos avessos e solitários". A menos que a criança seja muito resiliente, o mais comum é ficar "muito virada para dentro".

(In Jornal I)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

GRAVES DEFICIÊNCIAS NAS COMPETÊNCIAS DOS PORTUGUESES




Somente um em cada cinco portugueses possui nível médio de literacia. O que causa prejuízos directos no potencial de desenvolvimento do país. As conclusões constam de um estudo apresentado na Gulbenkian.
Segundo o relatório realizado pela Data Angel, a pedido dos coordenadores do Plano Nacional de Leitura (PNL) e apresentado ontem na Gulbenkian, apenas um em cada cinco portugueses possui o nível médio de literacia. Na Suécia, a correspondência é de quatro em cada cinco suecos.

Literacia é a capacidade de ler e compreender o que se lê para resolver problemas concretos. Esta aptidão em Portugal, refere o relatório, é muito baixa. "Portugal apresenta os níveis mais baixos de competências de literacia de entre todos os países observados", referiu o coordenador do projecto, Scott Murray.
"O conhecimento e as competências das pessoas, quando postos aos serviço da produção, são um forte motor do crescimento económico e do desenvolvimento social". Mas, segundo os dados disponíveis para Portugal, a literacia tem no nosso país "um valor económico reduzido no mercado de trabalho". (...)



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ACORDO ORTOGRÁFICO


O Acordo Ortográfico vai ser aplicado de uma forma «serena» e a sociedade será informada sobre todo o processo, afirmou esta quarta-feira a ministra da Educação, citada pela Lusa.
Isabel Alçada falava aos jornalistas à margem da apresentação do estudo «A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: uma Análise», que hoje decorreu em Lisboa.

«O Acordo Ortográfico vai ser introduzido de uma forma serena, terá de haver uma adaptação dos livros, dos recursos de educação», disse a governante.
«Haverá um acordo com calendário e a sociedade, professores, pais e crianças serão devidamente informados sobre todo o processo», esclareceu a ministra da Educação. (...)


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O TRATADO DE LISBOA




Quase dois anos depois de ter sido assinado na capital portuguesa pelos 27, o tratado reformador da União Europeia entra hoje em vigor.



As dez mudanças que este tratado vai trazer para Portugal:



O direito de petição
A perda de peso nas votações do Conselho
A manutenção do comissário português
Maior fiscalização por parte da Assembleia
A perda de liderança nas presidências da UE
A hipótese de sair da União Europeia
O respeito pelos direitos fundamentais
Integrar uma Zona Euro com mais peso
Menos eurodeputados mas com mais poder
Ajudar e ser ajudado em caso de catástrofe




DIA MUNDIAL DA SIDA


O Dia Mundial da Sida assinala-se hoje em Portugal com várias iniciativas para lembrar uma doença que, desde 1983, já infectou quase 35 mil pessoas no país e matou cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo.

Este ano, o lema da data é o “Acesso Universal e Direitos Humanos” e em Portugal o tema em discussão será o vírus da imunodeficiência humana (VIH) no local de trabalho. A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida vai assinalar hoje a data com a realização da III reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida, na sala do Tratado de Lisboa, no Pavilhão Atlântico.(...)

“A luta contra a SIDA é feita todos os dias há quase 20 anos pela LPCS, com acções de sensibilização e apoio aos doentes”, afirma a presidente da LPCS, Maria Eugénia Saraiva. A mesma responsável adianta que a venda de Natal é “uma acção muito importante para a instituição, porque permite angariar fundos que podem ser utilizados todo o ano”. Está também a decorrer, até ao dia 04 de Dezembro, o peditório nacional da Associação Abraço, com o tema “Um pequeno passo para si, uma grande ajuda para muitos”. A 31 de Dezembro de 2008, Portugal tinha 34 888 casos notificados, segundo o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sobre a situação epidemiológica da infecção VIH/Sida. O maior número de casos notificados é de utilizadores de drogas por via endovenosa, representando 42,5 por cento de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no país. O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo, com 40 por cento dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 12,3 por cento dos casos. As restantes formas de transmissão correspondem a 5,2 por cento do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual) apresentam uma tendência evolutiva crescente. Já o último relatório da ONUSida aponta que desde que surgiu a doença, morreram cerca de 25 milhões de pessoas e 60 milhões foram infectadas, mas, nos últimos oito anos, as novas infecções diminuíram 17 por cento.

(In Público.pt)



domingo, 29 de novembro de 2009

ESCOLA A TEMPO INTEIRO


No dia 19 de Dezembro, realiza-se, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, o encontro Escola a Tempo Inteiro - Uma Diversidade de Perspectivas. As inscrições podem ser efectuadas até ao dia 14 de Dezembro.
O Encontro tem como objectivo principal proporcionar um amplo debate sobre diversas perspectivas da “Escola a Tempo Inteiro”.
Mais do mesmo? Um bom tempo? Aprender mais? Crescer Melhor?...

Reflectir sobre algumas das questões em torno das finalidades e funções da Escola do 1º Ciclo justifica um Encontro entre Especialistas de Educação, Professores do 1º/2ºCiclos, Professores/Técnicos das Actividades de Enriquecimento Curricular, Pais/Encarregados de Educação, representantes dos órgãos da Direcção dos Agrupamentos de Escolas, Autarcas, Técnicos Municipais e Todos os que pretendam reflectir sobre a construção de uma Escola Plena.
(In Drec)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DÉFICE DE ATENÇÃO


A falta de atenção na sala de aula é um tema recorrente. Muitos são os professores que manifestam preocupação relativamente a este problema, uma vez que é grande o número de alunos que estão permanentemente distraídos. Muitas causas poderiam ser enumeradas para tentar justificar esta elevada distractibilidade.
O aluno que sistematicamente se deita tarde ou, como já ouvi relatar por directores de turma, passa a noite na Internet certamente terá grande dificuldade em se concentrar. Quando o assunto abordado na aula apresenta uma complexidade demasiado elevada para ser apreendido por um determinado aluno, é normal que ele "desligue" e invente formas, por vezes muito pouco simpáticas, para se distrair.
Os problemas de comportamento decorrem frequentemente da incapacidade em acompanhar as temáticas abordadas. A forma de exposição de determinados assuntos poderá também não ser muito apelativa, muito embora se tenha caído no erro de transmitir a mensagem de que aprender é muito divertido e que a aprendizagem deve ser fonte de diversão. Claro que este tipo de mensagem é altamente perversa, pois aprender exige esforço, dedicação e empenho. Como esta ideia nem sempre é comunicada, geram-se, por vezes, nos mais novos, sentimentos de grande frustração. Outros aspectos poderiam ser aqui apontados para justificar o porquê de haver muitos corpos presentes na sala de aula, mas muitas cabeças ausentes. (...)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A VERDADE EM CIÊNCIA


Reproduz-se, o essencial duma conversa sobre a noção de Verdade no campo da Ciência, entre o matemático e professor catedrático da Universidade de Coimbra Eduardo Marques de Sá e alunos do Mestrado de Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, que teve lugar na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da mesma Universidade.

É ponto assente que na ciência se procura a verdade. Mas que verdade é essa que se procura na ciência?


De facto, na ciência procuram-se verdades, mas há critérios de verdade distintos. Nas ciências da natureza, procura-se a verdade na confrontação entre as conjecturas e a realidade que nos cerca. Na Matemática, essa verdade decorre da coerência interna. Desde Aristóteles que nesta disciplina se procuram as regras de bem pensar mas, como deverão saber, no final do século XIX, encontraram-se contradições que obrigaram os matemáticos a apurar as regras do pensamento a que devemos obedecer, ou seja, a lógica matemática.
Eu diria, que o físico procura descobrir as leis do Universo e não se pode falhar nos processos de inferência a partir da observação da natureza, enquanto o matemático infere a partir de hipóteses, por vezes arbitrárias, mas sempre a com base na lógica, sem se poder desviar da lógica…

Entende que tanto nas ciências naturais como na matemática a verdade é, como por vezes se afirma, provisória?

A passagem das leis é perene. Cabe ao cientista a persistência na busca e a humildade de aceitar a fugacidade. A sua glória? É fazer evoluir o conhecimento. A morte de uma verdade é o garante da evolução científica. O desafio? A procura do inatingível, do fugaz, do indeterminado. Para um matemático, o desafio é saber qual verdade atingível. No início do século passado, Bertrand Russell abanou a estrutura do edifício científico ao perceber e fazer-nos perceber que há na matemática o que ficou conhecido como A Crise dos Fundamentos da Matemática.

Na educação, precisaríamos de um Bertrand Russell?

Desculpe, mas temos o Nuno Crato! (Risos). Tem havido muitos movimentos nesse sentido. No final dos anos 60 importámos a matemática moderna. É linda, mas para ensinar não serve: uma coisa é a ciência; outra, o seu ensino. Os processos cognitivos do cientista e do aluno são distintos. Percebendo isso, em 1975, os americanos abandonaram a matemática moderna nos seus 50 estados, por cá, em 1978, decidimos alargá-la ao ensino primário. Foi um desastre. Outro aspecto crítico do ensino da matemática é a sobrevalorização dos níveis cognitivos superiores, abandonando a memorização, numa tentativa de eliminar os exageros que a história da educação nos diz que aconteceram. Ora, a preparação do matemático ou a de um jogador de xadrez, por exemplo, não dispensa a memória. No caso do xadrez, sabe-se hoje que a criatividade e a inspiração tem um peso de 5%.

Tendo um conhecimento profundo dos programas de ensino, que considerações lhe merecem?

Estão mal escritos, os textos são demasiado extensos, o que denota falta de clareza nas ideias, isto em primeiro lugar. Depois a interdisciplinaridade (entre Educação Visual, Ciências Naturais e Matemática), de que tanto se fala, é nula. Em terceiro lugar, as metodologias são normalizadas (“o professor deve…”), configurando-se uma interferência na esfera de competência do professor e, pior, são dadas recomendações de estratégias que não são adequadas e que se sabe não resultarem… Participei num estudo comparativo em que se analisaram os programas de alguns países europeus: os espanhóis, por exemplo, têm programas muito curtos, muito claros enquanto os nossos não cessam de aumentar: o programa de Matemática tem perto de 100 páginas com letra muito pequena e entrelinhamento mínimo, o de Língua Portuguesa tem perto de 200 páginas…

Falou num estudo dos programas...
Os estudos são encomendados, são feitos, mas não saem da gaveta…

Voltemos à verdade em ciência… Para a conseguirmos, não podemos fazer “aldrabice”…

A um cientista, a um matemático, sai muito caro fazer “aldrabice”. Se nos enganarmos numa dedução e o erro não for detectado pelo apertado crivo da revisão científica, esse erro fica no nosso currículo, como uma nódoa. Não tem perdão.

E em Educação, quais as consequências dos erros pedagógicos que tantos têm denunciado e que se encontram bem patentes nos programas?

Bem, aí, o erro é bem pior. Paga-se ao longo de gerações, como o efeito de uma explosão nuclear que perdura muito depois de explodir. Veja-se o caso do abandono da memorização… não é só na matemática que tem tido consequências nefastas: tem condicionado a aquisição de competências linguísticas. Outro é o erro, muito por influência do ideia de conservação piagetiana do número, que leva a que, no primeiro ano de escolaridade, só se ensine a contar até 20!

E o professor, o que deve ele fazer: obedecer ao programa, ou agir com bom senso?
Com bom senso, claro! Quando fazemos uma investigação, procuramos a verdade possível, de forma honesta. O que publicamos pode ter eco ao longo de muito tempo. O que se passa em educação, é que não há critérios de verdade. Veja-se, por exemplo, com Bolonha, passou-se do paradigma do conhecimento para o paradigma das competências. Serão indissociáveis? Ou ainda este erro: “…o professor é um mero orientador de aprendizagens…”, nesta lógica, o professor tem sido despojado da sua função, que é ensinar. E, associado a tudo isto, a transmissão de valores também não tem sido feita, numa altura em que até a própria família entrega essa responsabilidade à escola. Também, ao longo dos últimos anos, temos assistido ao desmantelamento de todo o sistema de avaliação. O único que tem resistido é o exame do 12.º ano.

Qual o caminho para que também nesta área que é a educação nos conduzamos por verdades científicas? Haverá solução?

Veja-se o caso da China Popular que ficava sempre no topo da avaliação internacional a Matemática bem atrás dos Estados Unidos da América, com um investimento enorme no ensino chegou aos resultados que o Pisa nos mostra. O que faz a diferença? Assumiu-se na China que a solução para o sucesso passa pelos valores, pelo rigor, pelo respeito, mas também pela valorização da memorização e pelo enriquecimento dos conteúdos, contrariamente à centralização nas competências.
Helena Damião
Consultora do CFIAP

ADD QUE PREMEIE A QUALIDADE


"Estamos a tentar criar na carreira uma progressão associada ao desempenho para que os professores sintam que a exigência acaba por se traduzir numa melhor progressão e numa recompensa para o esforço e para a qualidade", disse a ministra, à margem de uma reunião com os seus homólogos dos 27.

Isabel Alçada sublinhou, também, que o executivo quer que "aquilo que ficar definido seja mesmo estimulante".

"Se as pessoas tiverem estímulo nas suas careiras, vão mais longe", lembrou, acrescentando saber que "o trabalho na escola é muito exigente"."No que respeita ao estatuto e à carreira dos professores e ao sistema de avaliação que está associado, estamos a trabalhar com os sindicatos, temos uma agenda, um calendário e está tudo a correr conforme o previsto", acrescentou a ministra.

Isabel Alçada, disse ainda em Bruxelas, que Portugal "progrediu em todos os parâmetros" fixados para a educação e formação pela Estratégia de Lisboa para 2010, apesar de estar abaixo da média europeia. Um dos temas debatidos em Conselho de Ministros da Educação da União Europeia foi o reforço da formação de docentes e também das direcções das escolas. (...)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PORTUGAL ESTÁ ABAIXO DA MÉDIA EUROPEIA


Segundo o relatório da Comissão Europeia, Portugal está abaixo da média europeia no que respeita à frequência do ensino pré-escolar, com uma taxa de 86,7 por cento em 2008 (78,9 por cento em 2000), sendo a média da UE (UE27) de 90,7 por cento. O resultado previsto para 2020 é ter 95 por cento de crianças de quatro anos a frequentar o ensino pré-escolar.

Por outro lado, em Portugal, 24,9 por cento dos estudantes de 15 anos têm um mau desempenho na leitura e na matemática a percentagem sobe para 30,7. A média europeia é de 24,1 por cento e de 24 por cento, respectivamente, de desempenhos aquém do objectivo, sendo a meta traçada para 2020 de 15 por cento .A taxa de abandono escolar precoce é outro indicador em que Portugal fica abaixo da média: 35,4 por cento dos estudantes entre os 18 e os 24 anos desistiram da escola ou da formação profissional em 2008 (43,2 por cento em 2000), contra 14,9 por cento na UE27 (17,6 por cento em 2000). A meta da Estratégia de Lisboa é de 10 por cento, que se mantém para 2020.

Por outro lado, a conclusão do ensino secundário pela população entre os 20 e 0s 24 anos é mais baixa em Portugal do que na média europeia. Em 2008, 54,3 por cento dos estudantes concluíram o ensino secundário, contra 78,5 por cento na UE27. O progresso foi, no entanto, visível, dado que em 2000 apenas 43,2 por cento concluíam aquele nível de ensino (76,6 por cento na UE27). Em 2010, a Comissão Europeia espera que 85 por cento dos estudantes da UE concluam o secundário. (...)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

PROFESSORES QUEREM MAIS FORMAÇÃO



O estudo, apresentado esta manhã em Bruxelas, foi desenvolvido a partir do inquérito TALIS, que se debruça sobre o ensino e a aprendizagem, que se debruça sobre as condições de trabalho dos professores. Foi realizado com o apoio da Comissão Europeia. Apesar de não terem dados para fazer essa avaliação, os autores do estudo consideram que o défice de formação, denunciado pelos docentes, têm de ter impacto no modo de ensinar. Os inquiridos solicitam formação na área do ensino especial e nas novas tecnologias.

“Isto revela um reconhecimento claro que os professores não se sentem bem preparados para lidar com grupos heterogéneos e para se dirigir a alunos com necessidades de aprendizagem”, avalia o relatório. Apesar de sentirem falta de formação, 85 por cento dos professores portugueses realizaram-na em 2007/2008, ou seja, ligeiramente abaixo da média dos países europeus inquiridos (89 por cento). No entanto, 25 por cento dos portugueses tem que a pagar - é a média mais alta. Na verdade, em nenhum dos 23 países há formação gratuita, mas cerca de 80 por cento dos belgas, malteses, turcos e eslovenos afirmam que não pagaram nada para obtê-la.

Os docentes portugueses queixam-se ainda de terem pouco tempo para realizar formação e desses horários esbarrarem com os das aulas, aliás, com mais dificuldades só os coreanos. O conflito com o horário de trabalho é um obstáculo à participação nas actividades de desenvolvimento profissional, diz o relatório. Por isso recomenda que são necessárias políticas para integrar a formação no trabalho docente. Sobretudo quando há países, como Portugal, onde a formação conta para a progressão na carreira.

O estudo revela ainda que o ambiente escolar desempenha um papel importante no desenvolvimento profissional, os profissionais que se sentem bem na escola e com o seu trabalho são positivos. Portanto, para os ministérios estas conclusões devem sugerir que um maior acompanhamento do trabalho dos professores e um ambiente escolar positivo “podem contribuir para o desenvolvimento das escolas como organismos de aprendizagem”, diz um comunicado da Comissão Europeia. Em cada país foram seleccionadas 200 escolas, onde responderam o director e 20 docentes, todos escolhidos de forma aleatória.

FOI PUBLICADO HÁ 150 ANOS




Darwin, que se notabilizou pela sua teoria da evolução através da selecção natural, está "mais vivo do que nunca", afirmam diversos cientistas.
Essa é a convicção do biólogo Henrique Teotónio, para quem o naturalista inglês, nascido a 12 de Fevereiro de 1809, foi "uma das pessoas mais importantes na humanidade".
"Devemos-lhe a compreensão de como é que estamos no mundo e como é que os organismos se relacionam entre si", disse à Lusa o investigador, poucos dias antes do 200.º aniversário do nascimento de Darwin.

Para Carlos Fiolhais, professor de Física e director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, "a herança de Darwin tem rendido juros, que se têm acumulado neste século e meio, e continua a render".
Na sua perspectiva, "a teoria da evolução é uma grande teoria unificadora na Biologia, que permite explicar de uma maneira bastante simples a variedade e complexidade do mundo vivo". (...)

O biólogo da Universidade de Coimbra defende que mesmo que a teoria de Darwin venha a ser superada por outra, mais abrangente ou explicativa - o que considera muito difícil - "não porá em causa o princípio da evolução, que está para além da teoria".

"O princípio da evolução é um facto a que assistimos todos os dias, basta pensarmos na evolução das bactérias, da sua resistência, aos antibióticos ou na recente notícia de uma variante do vírus H1N1 resistente ao Tamiflu", observou.
A teoria da evolução de Darwin "naturaliza o Homem, alterou a nossa visão da natureza, provocou uma extraordinária revolução científica", disse o director do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, sublinhando que o livro "A Origem das espécies" foi um best seller e que esgotou no primeiro dia.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TEMPO CURTO


A ministra da Educação considerou hoje «um tempo curto» o prazo de 30 dias recomendado sexta-feira pelo Parlamento para o Governo apresentar um novo modelo de avaliação dos professores, esclarecendo que o processo poderá não ficar fechado nesse período.

«Não quer dizer que esteja fechado o processo nesses 30 dias, mas de qualquer forma vamos trabalhar para concluir esse trabalho», declarou Isabel Alçada.
Desafiada a comentar o projecto de resolução do PSD aprovado na semana passada na Assembleia da República, que recomenda ao Governo a definição de um novo modelo de avaliação em 30 dias, a ministra apenas disse que é um tempo curto, frisando que o que está definido é a apresentação de um novo modelo nesse prazo. (...)

Isabel Alçada, que falava aos jornalistas à saída da sessão de abertura de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, dedicada ao tema ‘Desafios da Era Digital - Infância, Criança, Internet’, anunciou também a abertura das inscrições para o Programa Magalhães, destinadas à atribuição de computadores às crianças do 1.º ano de escolaridade, num total de 100 mil alunos.
«As inscrições vão já estar abertas esta semana para o 1.º ano de escolaridade, são 100 mil computadores», disse a ministra, acrescentando que haverá um concurso público para aquisição dos computadores. (...)

(In Sol)

domingo, 22 de novembro de 2009

IV ENCONTRO DE INVESTIGAÇÃO E FORMAÇÃO

O Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais da Escola Superior de Educação de Lisboa organiza, nos dias 27 e 28 de Novembro, no referido estabelecimento de ensino superior, o

IV Encontro de Investigação e Formação, denominado Formar Professores, Investigar as Práticas.



O 4º Encontro do CIED desenha-se como um fórum de discussão das nossas práticas mas, também, uma oportunidade de aprofundamento de algumas das questões essenciais com que se debate, hoje, o sistema educativo.

Destinatários do Encontro:

Educadores de infância, Professores dos 1º, 2º e 3º Ciclos e Secundário, Investigadores, Outros Agentes Educativos e Estudantes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA



A Convenção sobre os Direitos da Criança, foi adoptada há exactamente 20 anos, a 20 de Novembro de 1989 e é o tratado mais ratificado da História.

AR APROVA PROPOSTA SOBRE MODELO DE AVALIAÇÃO







O projecto de resolução do PSD que recomenda ao Governo o fim da divisão da carreira em duas categorias e a criação de um novo modelo de avaliação no prazo de 30 dias foi hoje aprovado pela Assembleia da República.
O PSD recomenda ainda ao Governo, no seu projecto de resolução, que no primeiro ciclo avaliativo que está a terminar não haja professores penalizados em termos de progressão da carreira devido a diferentes interpretações da lei.
Inviabilizados, pela abstenção do PSD e a rejeição do PS, foram os projectos da restante oposição para suspender o actual modelo de avaliação e acabar com a divisão da carreira dos professores.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AVALIAÇÃO MESMO SEM OBJECTIVOS INDIVIDUAIS



O Governo informou hoje as escolas de que os professores que não entregaram objectivos serão avaliados até 31 de Dezembro desde que tenham apresentado fichas de auto-avaliação, reiterando que o primeiro ciclo avaliativo será concluído segundo a lei em vigor.

"Todos os docentes serão avaliados no âmbito do 1.º ciclo de avaliação desde que se tenham apresentado à avaliação na primeira fase desse processo”, lê-se numa nota enviada hoje pelo Ministério da Educação às escolas. “Assim, a apresentação do avaliado à primeira fase do processo de avaliação concretiza-se através da entrega da ficha de auto-avaliação, que é legalmente obrigatória, ainda que não tenham apresentado previamente, no prazo previsto, a respectiva proposta de objectivos individuais(...)”, prossegue o mesmo texto.

A nota esclarece que quem não entregou os objectivos é avaliado tendo como referência “os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades” da escola. Nos restantes casos, a referência é o cumprimento dos objectivos individuais. (...)

(In Público.pt)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

VAMOS PRÓ MUNDIAL!!!


HÁ VIDA NA BIBLIOTECA!



Realizar reportagens sobre as bibliotecas escolares é o objectivo do concurso Há Vida na Biblioteca, direccionado às escolas do Ensino Básico.
As inscrições podem ser efectuadas até ao dia 27 de Novembro.
Organizado pelo Plano Nacional de Leitura, pela Rede de Bibliotecas Escolares e pela Visão Júnior, o concurso pretende dar a conhecer o que se passa nas bibliotecas escolares e permite aos participantes treinar as ferramentas utilizadas diariamente pelos jornalistas.

A reportagem vencedora vai ser publicada na Visão Júnior do mês de Junho e a equipa que a realizou vai poder conhecer a redacção da revista.

(In Portal das Escolas)


terça-feira, 17 de novembro de 2009

MILHÕES...


O alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos e a universalização do ensino pré-escolar aos cinco anos representam um acréscimo orçamental estimado em 181,1 milhões de euros para 2014/15, segundo um estudo hoje divulgado.
O documento, elaborado sob a coordenação de Luís Capucha, estima neste montante o valor resultante da aplicação das várias medidas para alargar o sistema a mais alunos.

Assim, deverão ser necessários mais 123,6 milhões de euros para bolsas de frequência no ensino secundário, 3,7 milhões de euros para os manuais e 0,6 milhões para material escolar, bem como 13,2 milhões de euros para refeições.
No pré-escolar, o acréscimo com as despesas de funcionamento é estimado em 40 milhões de euros.

Estas contas são feitas partindo do pressuposto de que em 2011 tenham já sido criados os 10,4 mil lugares adicionais no pré-escolar.
"A despesa prevista para tal é de 52 milhões de euros, correspondente a cinco mil euros por criança para a construção e equipamento das salas", sublinham os autores do livro "Mais Escolaridade - Realidade e Ambição: estudo preparatório do alargamento da escolaridade obrigatória". (...)


(In Diário de Notícias)

domingo, 15 de novembro de 2009

ESTÁ FRIA?


O DEVER DE EDUCAR E DE ENSINAR


P- Na formação de um professor, qual é o papel da vocação?

R- A vocação é uma espécie de chamamento interior que, de certo modo à semelhança de um chamamento divino, conduz uma pessoa ao ensino e, mesmo sem formação, o torna bom professor. Não negando a importância desse “querer ser professor”, que não sabemos bem de onde vem, eu poria a tónica na sua preparação. Preparação que, reportando-me ao ciclo de conferências da MinervaEditora, Regina Rocha deixou bem claro que tem de ser científica, pedagógico-didáctica e ética. Lembro-me de ter insistido que se falasse na componente didáctica, pelo facto de, nos últimos tempos, esta ter sido muito desvalorizada. Na opinião desta linguista e investigadora, o professor é a pessoa que tem a capacidade de pegar no conhecimento e de o organizar de forma a que o aluno o vá, a pouco e pouco, adquirindo e, assim, formando a sua personalidade. Também Sobral Henriques sublinhou que, neste momento, o professor precisa de ser um "quadro" muito bem preparado, pois a diversidade de questões que se lhe colocam, quer a nível de acompanhamento dos alunos, tendo em vista o sucesso escolar, quer a nível de comportamentos e de atitudes, tornam a sua acção muito difícil e exigente, não podendo ela ser confiada apenas ao tradicional talento ou jeito.


P- Porque é que aprender, só por si, não chega?

R- Sabemos hoje, de modo muito claro, nomeadamente através do estudo de casos de crianças que são privadas de ambiente humano, que o seu estado em pouco ou nada se parece com o estado humano. Se o capital que trazemos à nascença fosse suficiente para nos tornarmos pessoas, dispensaríamos a educação. Ora, muito cedo a Humanidade percebeu que tinha de seleccionar os saberes que melhor poderiam ajudar as novas gerações a sobreviver e a melhorar a própria espécie. E, assim, se criou e expandiu a escola, que é a instituição a que se tem confiado o dever de ensinar e de educar, mas de uma forma estruturada, para que os sujeitos adquiram esses saberes e desenvolvam a sua inteligência – sabemos hoje que a inteligência se desenvolve. Isto para que as sociedades se mantenham e, desejavelmente, se desenvolvam, e também para que a própria Humanidade progrida e possa criar mais conhecimento.

Se dissermos que o professor deve ser apenas um guia, um orientador da aprendizagem, e que devemos deixar, como às vezes se sugere, esta tarefa fundamental ao cuidado das crianças, que ficam entregues a si próprias ou umas às outras, como referiu Hannah Arendt, acreditando que elas têm dentro de si as motivações e os intereresses para procurarem e descobrirem todo o saber que, desde que há memória, conseguimos apurar, em todas as áreas, facilmente se percebe que lhes estamos a pedir uma tarefa impossível, na qual não terão a mínima hipótese de se orientarem.

Facilmente se percebe também que estamos a contribuir para pôr em causa a própria sociedade e tudo o que a Humanidade construiu e ainda tudo o que pode vir a construir. Para responder a esta pergunta, eu poderia até ser mais directa, se usar as palavras da minha amiga Maria do Carmo Vieira, que tem afirmado, com segurança, que a escola tem a obrigação de acrescentar qualquer coisa à vida dos alunos, de todos os alunos, independentemente da sua condição social, económica, cultural, ou outra. E o que tem de acrescentar é a arte, a literatura, a ciência, a matemática… enfim, os saberes mais eruditos, mais perfeitos, que nos permitem, afinal, ser pessoas, no sentido que a palavra “pessoa” tem de ser eu, de sermos nós.

Helena Damião
Consultora do CFIAP

sábado, 14 de novembro de 2009

METAS DE APRENDIZAGEM DO PRÉ-ESCOLAR AO 12º ANO


(...) "Ainda em fase embrionária [o estudo] vai definir para cada ano e tipo de ensino as metas de aprendizagem que os alunos devem atingir, de modo a que os professores tenham um instrumento de organização do trabalho com os alunos, não sendo nenhuma norma", diz ao i Natércio Afonso. O projecto vai ser apresentado dentro de semanas à ministra.

E qual é o objectivo? "A ideia central é transformar os programas das diversas disciplinas, que estão agora organizados por conteúdos e temas em metas de aprendizagem tendo em consideração o objectivo do ciclo de estudos. Ou seja, o que os alunos têm de saber, que competências têm de demonstrar no final de cada ano de escolaridade em relação a cada disciplina", explica. Algo que será feito "a partir dos programas que existem e do currículo nacional definido de modo a compatibilizar os conteúdos programáticos com os objectivos do currículo nacional", afirma o professor associado do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

"Temos agora, por um lado, programas das disciplinas que foram feitos nos anos 80 e, por outro, o currículo nacional que foi feito nos anos 90. Há uma certa incongruência ou falta de adaptação entre os dois documentos orientadores para o trabalho dos professores." O estudo abrange diferentes fases de ensino, do pré-escolar ao 12º ano. Natércio Afonso garante ao i que a "orientação da ministra é ter, pelo menos, uma primeira fase do trabalho pronta no final do ano lectivo, Maio ou Junho, de modo a que se possa desenvolver o programa no início do próximo ano lectivo num conjunto de escolas que estejam disponíveis para experimentar". (...)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CNO: REVOLUÇÃO SILENCIOSA




A formação de jovens e adultos através dos programas Novas Oportunidades está a provocar uma "revolução silenciosa" na Educação, defende a vice-presidente da Agência Nacional para a Qualificação.

"Estamos a assistir a uma revolução silenciosa", afirmou Carmo Gomes, referindo-se a um estudo exploratório sobre o impacto da formação de adultos que frequentam os Centros de Novas Oportunidades no sucesso escolar dos seus filhos.

Carmo Gomes falava no "I Encontro Internacional de Literacia Familiar - Implicações da Família no Sucesso Escolar", que encerra sábado, em Coimbra.
Coordenado por Lucília Salgado, da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), o estudo veio demonstrar que os pais que frequentam as Novas Oportunidades "passaram a valorizar a escola de uma forma totalmente diferente, subiram a fasquia da escolarização", sublinhou Carmo Gomes. (...)

SEXTA FEIRA, 13


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

SEMANA DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA

Que ciência se faz em Portugal?
Quem são os nossos cientistas?
Como trabalham?
O que investigam?
Que resultados obtêm?

De 21 a 27 de Novembro, a ciência e a tecnologia estão na ordem do dia em mais de uma centena de instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o País. Colóquios, exposições, cafés de ciência ou actividades em laboratórios são exemplos de iniciativas organizadas durante a Semana da Ciência, contribuindo para uma apropriação da ciência pelos cidadãos. Não deixe de marcar a Semana da Ciência e da Tecnologia 2009 no seu calendário. Todas as actividades são gratuitas.

PORTUGUESES FICAM MAIS VELHOS...


Não há nenhum país da Europa que esteja a envelhecer tão rápido como Portugal. Entre 1980 e 2008, a percentagem da população com mais de 65 anos subiu de 11,2% para 17,4%.
Esta foi uma das conclusões do estudo do Instituto de Política Familiar, apresentando ontem no Parlamento Europeu. Apesar de Portugal ainda estar longe dos 20,1% de idosos de Itália e Alemanha, o ritmo de crescimento tem sido acentuado.
"Tivemos um processo de envelhecimento mais acelerado do que outros países, muito por culpa de um declínio grande da fecundidade", explica ao i Maria Filomena Mendes, professora da Universidade de Évora. "Nos últimos anos, tem havido mais medidas, mas em geral os governos não se aperceberam desta tendência demográfica." (...)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

VÊM AÍ O MAGALHÃES!!




O secretário de Estado da Educação anunciou que a partir da próxima semana os alunos do 1.º ano do Ensino Básico poderão inscrever-se no programa de aquisição do computador Magalhães.
"O programa [e-escolinhas, de aquisição do Magalhães] não foi suspenso, está em curso, e na próxima semana serão abertas as inscrições para os alunos do 1.º ano", disse o secretário de Estado da Educação, João da Mata.

O secretário de Estado, que falava esta manhã aos jornalistas à margem da Cimeira Internacional de eLearning, que decorre no Porto, referiu que, "em princípio", irá manter-se o mesmo computador e este será distribuído aos alunos "nas mesmas condições" do ano lectivo anterior."Em princípio, mantém-se o mesmo computador. Ainda haverá acertos a fazer, estão a ser analisadas todas as condições", frisou, garantindo que os erros e falhas relacionados com o Magalhães foram "resolvidos em devido tempo". (...)

NOVA AVALIAÇÃO PARA OS PROFESSORES?



Isabel Alçada admitiu, esta tarde em conferência de imprensa, a necessidade de ponderação de um novo modelo para a progressão da carreira dos professores e afirmou querer trabalhar num modelo “onde os professores se revejam”.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, admitiu, hoje, depois de estar reunida com os sindicatos de professores, ponderar um novo modelo de avaliação, reconhecendo a necessidade de avaliadores com formação para avaliarem a progressão da carreira dos docentes.
O ministério da Educação quer assim criar um novo modelo de avaliação dos professores e trabalhar num novo estatuto de carreira docente “onde os professores se revejam”.
No entanto, Isabel Alçada deixou claro que a avaliação não está suspensa e considerou que a progressão da carreira tem de estar associada à avaliação. Disponível para dialogar a ministra garantiu que vai ter em conta todas as propostas dos sindicatos mas também todos os estudos já realizados e que vão ser feitos quer sobre o estatuto da carreira docente quer sobre o modelo de avaliação.
Isabel Alçada disse ainda na conferência de imprensa que as escolas vão ser informadas sobre o que o Ministério decidir fazer para que não haja trabalho deitado para o lixo.

40º ANIVERSÁRIO DA RUA SÉSAMO


Sesame Street é um programa de televisão educacional para crianças, produzido nos EUA. A sua estréia ocorreu em 1969, pela rede pública NET (actual Public Broadcasting Service - PBS). Os principais protagonistas eram bonecos animados, criados por Jim Henson, que acabaram por ter uma projecção além do programa, conhecidos por Os Muppets, pertencentes à The Walt Disney Company.
Com cerca de 4.135 episódios produzidos em 37 temporadas, tornou-se o programa infantil de televisão com maior duração na história.
Foi apresentado em 120 países, muitos com versões locais adaptadas, entre os quais Portugal (Rua Sésamo), Brasil (Vila Sésamo), Canadá (Sesame Park), México (Plaza Sésamo) e Espanha (Barrio Sésamo).
O programa usava uma mistura de fantoches, animação e acção, ensinando às crianças pequenas lições de leitura e aritmética básicas, cores, letras, números ou os dias da semana.
Também ensinava noções básicas da vida pessoal e social, como por exemplo atravessar uma rua com segurança, a importância da higiene pessoal, etc. Muitas das seções do programa eram paródias ou cópias de outros programas televisivos convencionais.
Para além dos atractivos infantis eram inseridos elementos de humor maduro, como incentivo aos adultos a assistir ao programa junto com as crianças.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

HÁ 20 ANOS... CAIU O MURO


domingo, 8 de novembro de 2009

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE PROFESSORES


Há muito que se reconhece a importância da formação pedagógica de professores:

"(...) em 1565, a segunda Congregação Geral decretava que se estabelecesse, em cada Província, um Seminário de Professores e que já em 1569 se colhiam frutos dessa instituição com o Seminário organizado no Colégio de Coimbra por Cipriano Soares.

A Companhia de Jesus foi a primeira instituição docente que se preocupou e se ocupou com a formação pedagógica dos professores. Convém, mesmo referir que alguns jesuítas (...) compuseram manuais de Didáctica, destinados sobretudo aos futuros professores da Companhia.

Além disso, aos professores das "classes inferiores" (ensino secundário), o Ratio mandava que se abstivessem de qualquer injúria, por palavras ou actos, que não chamassem os alunos senão pelo seu nome ou apelido e que não desprezassem nenhum aluno, velando com o mesmo cuidado pelos estudos do pobre como do rico e empenhando-se, de modo especial, pelo progresso de cada um deles".

J. Ferreira Gomes, 1995

GRIPE A



O director geral de saúde admitiu hoje que Portugal não está ainda, verdadeiramente, no início de um pico da pandemia, embora admita que há uma intensificação da actividade gripal, uma vez o vírus da gripe A circula sobretudo em função da baixa temperatura e da humidade. A afirmação foi feita, em Évora, no âmbito do 14.º Congresso de Medicina Familiar, que decorre até terça-feira.


Francisco George afirmou que o aumento significativo da actividade gripal está dentro das expectativas. “Agora a partir da 44.º semana e hoje que termina a semana 45 verificámos um maior número de casos que é coincidente com as alterações climáticas, mas que é uma situação que era esperada por todos”, frisou. Contudo, garantiu que não haverá nenhum problema dramático: “temos é que estar preparados com grande tranquilidade porque não há alterações às equações que haviam sido formuladas, não havendo nenhuma explicação para estarmos alarmados”.


O mesmo responsável salientou “que não é caso para alarme”, alegando ser preciso distinguir o alarmismo, “que é inimigo do nosso trabalho”, do estado de alerta. Não obstante, admitiu que é importante que se perceba como é que vai continuar a propagação da infecção do vírus da gripe, dando, contudo, garantias de que “o Sistema de Saúde não vai ser confrontado com problemas surpreendentes”. (...)


(In Público.pt)

sábado, 7 de novembro de 2009

EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA



O Congresso sobre "Sexualidade e educação para a felicidade" que hoje encerra em Braga concluiu que a disciplina de educação sexual nas escolas "não se pode resumir a meras conversas sobre sexo e métodos contraceptivos".
Os participantes no II Congresso Internacional de Pedagogia, promovido pela Faculdade de Filosofia (FacFil) da Universidade Católica Portuguesa, defendem que "a educação para a sexualidade deve ser uma temática transversal a diversas disciplinas". (...)

Para Eduardo Sá falar de sexualidade não é banalizar o sexo: "Quanto mais as pessoas banalizarem o sexo, inequivocamente mais atentam contra as relações amorosas e contra a própria sexualidade", defendeu.
"Criou-se uma banalização inquietante do sexo. Por vezes acho graça a algumas telenovelas em que se fala de sexo como se fosse uma coisa perfeitamente irrisória. Isso é uma atitude profundamente insensata quando se quer tomar em consideração as relações amorosas e a sexualidade como aquilo que nos faz crescer e virar do avesso", disse.

O especialista firmou-se "receoso" de que os professores estejam a ser deixados sozinhos": "Há uma comissão que fez um trabalho muito importante em Portugal mas é também importante que os professores tenham uma formação adequada", acrescentou.
Para lidar com a temática da sexualidade, Eduardo Sá considera que "nem todos os professores têm o perfil para o fazer", salientando que, "aqueles professores que visivelmente são referência para os adolescentes são, porventura, aqueles que podem falar com eles de tudo - sexualidade incluída - e serem atendidos".

"Esses professores devem ser acarinhados e muito bem formados", recomendou em conclusão.

(In Jornal i)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A PREVENÇÃO DA INDISCIPLINA



(...) A intervenção disciplinar de carácter preventivo, concebida como a competência que permite compreender e neutralizar as causas dos comportamentos de indisciplina na sala de aula, é, pela sua complexidade, uma das facetas mais exigentes da actividade docente. A investigação, realizada nacional e internacionalmente, tem mostrado que esta competência nem sempre está presente no repertório cognitivo e procedimental de muitos docentes, pelo que, a formação, enquanto eixo fundamental do desenvolvimento profissional dos professores, pode dar um contributo para uma mudança positiva das suas práticas e das representações que as suportam.
Cientes da importância do contributo da formação para este domínio da profissionalidade docente, apresentamos, neste artigo, uma síntese do dispositivo de formação adoptado em dois conjuntos de estudos, apresentados em provas de Doutoramento concluídas em 2003, através dos quais se visava ensaiar estratégias para promover a prevenção da indisciplina. Procuramos, com base na reflexão sobre algumas das características e dos resultados mais relevantes dessa investigação-formação e na experiência posterior adquirida como formador, assinalar alguns eixos básicos em torno dos quais se poderá articular e organizar a formação de professores no domínio da prevenção da indisciplina.(...)


(Artur José Espírito Santo, in Revista Sísifo)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CONSULTAR A NET NOS EXAMES


Os alunos de 14 colégios dinamarqueses já podem consultar a internet durante os exames. Segundo a BBC, esta medida será adoptada, em 2011, por todo o sistema escolar do país.“Os nossos exames têm de reflectir a vida diária no colégio, e a vida diária no colégio tem que reflectir a sociedade”, disse o ministro da Educação dinamarquês, Bertel Haarder. “A internet é indispensável, inclusive para os exames. Estou seguro de que, em poucos anos, a maioria dos países europeus nos vai imitar”, acrescentou ainda.


Neste novo modelo de avaliação, mantém-se a regra de não poder conversar durante o exame, mas surge a nova que proíbe o envio de emails para pessoas dentro e fora do colégio. Não cabular também era já regra conhecida, mas agora, durante as avaliações, os alunos podem consultar a internet e redes sociais para melhor responderem às questões. Desde há uma década que, na Dinamarca, os estudantes escrevem as respostas aos exames em computador.



(In Jornal i)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

MAGALHÃES PARA OS MAIS VELHOS



É uma espécie de “Magalhães” para os mais velhos: tem uma bateria de última geração que o torna mais leve do que o habitual, teclas mais espaçadas, um rato anatómico e conteúdos específicos para idosos. Vai custar menos de 500 euros.

Este computador sénior começará por estar disponível para os alunos das Universidades Seniores e depois (a partir de Março) ficará acessível a todos os maiores de 50 anos.“Estará disponível para venda a partir do nosso site. Não queremos colocá-lo no mercado, porque o preço iria subir. Ainda estamos a acertar alguns detalhes, mas custará menos de 500 euros”, revelou à Lusa Luís Jacob, presidente da Rede de Universidades da Terceira Idade (Rutis).

O projecto, que tinha sido anunciado em Junho, foi desenvolvido pela Rutis, Microsoft, JP Sá Couto (responsável pelos Magalhães) e pela empresa de informática Inforlândia. Será apresentado no Congresso Mundial de Envelhecimento Activo, que se realiza quarta e quinta-feira, em Santarém.“Os nossos alunos ouviram falar no Magalhães e no e-escolas e pediram para ter um computador para eles”, explicou Luís Jacob, frisando que esta é uma área que interessa a muitos dos idosos que frequentam as universidades seniores.

O ecrã do computador terá 15 polegadas, teclas mais espaçadas do que é habitual nos portáteis e as letras a sobressair mais, para se adequar à visão dos mais velhos.“Pensávamos que seria adequado um ecrã maior, com 17 polegadas, mas os testes que fizemos indicaram-nos que os idosos preferiam um ecrã mais pequeno, caso contrário o computador também seria maior e mais pesado”, observa Luís Jacob. (...)