domingo, 4 de outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR - 5 DE OUTUBRO

No dia 5 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial do Professor.
Desde 1994 que a UNESCO e a Internacional de Educação (IE) chamam a atenção para a importância social da profissão docente e para a necessidade da sua dignificação, como condição essencial para a valorização da escola e da educação.

"ONLINE"



As salas de aula vão acabar, dizem uns. As salas de aula nunca vão acabar, dizem outros. A verdade? Há milhões de pessoas que já sabem que não é preciso sair de casa para tirar uma licenciatura. Só é preciso carregar Enter.
Ninguém chega atrasado às aulas se tiver uma universidade no bolso. Ou ao colo. Ou na parede da sala. Ninguém chega atrasado porque ninguém tem de prestar contas a um professor que só existe na Internet, no telemóvel, no portátil. Apesar de metade do mundo ainda achar que não há nada como a vida académica (em que se incluem praxes, conversas de corredor e almoços no refeitório), há um novo mundo que começa a desconfiar que ir às aulas é uma perda de tempo. E que em vez de se entrar na sala de aula todos os dias à mesma hora se devia entrar no Google quando isso fizesse sentido.


A revolução não começou ontem. Começou no dia em que as universidades perceberam que os seus alunos prestavam mais atenção ao que se passava no ecrã do computador do que aos professores. Não era má vontade: nos ecrãs estavam sete milhões de livros scanados pela Google, a Wikipédia e o You Tube Edu e o iTunes U, que ofereciam palestras em vídeo e áudio dos mais conceituados professores do mundo. O MIT foi um dos primeiros, em 2001; hoje as universidades com cursos online multiplicam-se. (...)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NOVOS COMPUTADORES


A TMN lançou uma nova oferta para o programa e-escola neste ano lectivo, disponibilizando a partir de agora dois novos modelos de computadores e brevemente um terceiro, anunciou a operadora em comunicado.

A TMN, que já entregou mais de 720 mil computadores no âmbito dos programas e-escola e e-escolinha, tem agora disponível o Insys 9761WTUN e o Insys 8748S e, “muito brevemente, incluirá ainda no seu portfolio o Acer 5635ZG”, refere o documento. De acordo com a operadora móvel, os terminais serão “permanentemente actualizados” ao longo do ano escolar com equipamentos “sempre mais completos do ponto de vista das funcionalidades e características”. A nova oferta destina-se aos alunos e professores do 5.º ao 12.º anos e formandos das Novas Oportunidades de forma a atribuir-lhes “as melhores e mais competitivas ferramentas tecnológicas”. (...)


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ALTERAÇÕES AO ECD


O Decreto-Lei n.º 270/2009. D.R. n.º 190, Série I de 2009-09-30 do Ministério da Educação
procede à nona alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, e à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

REPÚBLICA NAS ESCOLAS


No âmbito das celebrações do Centenário da República, encontra-se disponível, para toda a comunidade escolar, o portal República nas Escolas.
A plataforma é constituída por informação e por recursos sobre a I República e o Republicanismo, bem como por concursos e por sugestões para o desenvolvimento de projectos sobre a efeméride.

As escolas podem também enviar sugestões de iniciativas comemorativas, apresentar os trabalhos desenvolvidos nos seus estabelecimentos, redigir notícias e informações sobre escolas centenárias ou figuras locais que participaram nos eventos do 5 de Outubro de 1910.

Este portal é uma iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

Para mais informações, consultar o sítio
República nas Escolas.

8º FESTIVAL "O GESTO ORELHUDO"

“O Gesto Orelhudo”

abre com Michel Lauzière

Cine-Teatro São Pedro, ÁGUEDA

sexta-feira, 2 Outubro, 21h30


O músico-inventor Michel Lauzière
http://www.youtube.com/watch?=2OygFxVakkg&feature=related é a estrela da abertura do 8º Festival ‘O Gesto Orelhudo’, na próxima sexta-feira 2 de Outubro, pelas 21h30, no Cine-Teatro São Pedro, em Águeda. O canadiano, que estreia o seu espectáculo em Portugal, desfilará os incríveis números com engenhosos e bizarros instrumentos musicais que o celebrizaram, via internet, por todo o mundo.

A fechar a primeira noite do festival (o espectáculo Floten Tecles foi cancelado), já na Tenda do Espaço d’Orfeu, haverá ainda musicomédia à solta com “Clown in Libertá” (Itália) http://www.youtube.com/watch?v=oEbH2c4jMJE, concerto hilariante à volta das divagações cómicas e inimagináveis acrobacias de três talentosos musiclowns.

No sábado 3 de Outubro, outra grande noite na Tenda, com dose tripla: o extraordinário espectáculo “Poemas Visuales” da Cía. Jordi Bertran http://www.youtube.com/watchv=PWA_RPjaz9Q, os irresistíveis britânicos “The Hot Potato Syncopators” http://www.youtube.com/watch?v=B9U_fMHyUPU e os italianos “Microband”, que regressam a Águeda, depois do seu estrondoso sucesso na última edição do festival. http://www.youtube.com/watch?v=hIGVqqtGkEU
Nos dias 4 e 5 (domingo e segunda feriado) há programação non-stop para público infantil e familiar, com a 1ª edição do Festival i http://www.dorfeu.pt/eventos/i/i_2009/programa_i_2009.htm, em vários espaços da cidade, com a consagrada Companhia do Chapitô, as marionetas do catalão Jordi Bertran, o espectáculo músico-teatral do tubista Sérgio Carolino com a SA Marionetas, o projecto de percussão Crassh, as danças para crianças de Carlos Alves com coros infantis, as novas tecnologias da Miso Music, a excentricidade de Niño Costrini, os chapéus de Oswaldo Maggi, os contos infantis do Pinto Pançudo e ainda, pelas manhãs, duas diferentes propostas artísticas para bebés.

Doses massivas de música, teatro e humor em Águeda, com dois festivais para todos os públicos.



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PERÍODO PROBATÓRIO


Foi publicado hoje no Diário da República o Despacho n.º 21666/2009. D.R. n.º 188, Série II de 2009-09-28 que define as regras da realização do período probatório previsto no Estatuto da Carreira Docente.


O período probatório tem a duração mínima de um ano escolar, correspondente ao primeiro ano no exercício efectivo de funções da categoria de professor, e é cumprido no estabelecimento de educação ou de ensino onde o docente exerce a sua actividade.

FORMAÇÃO CONTÍNUA PARA DOCENTES DO CNO


O Despacho nº 21028/2009, de 18 de Setembro, estabelece que as acções de formação contínua realizadas no âmbito da educação e formação de adultos, acreditadas pelo conselho científico-pedagógico de formação contínua, por docentes dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas que desempenham funções de coordenadores ou de formadores nos Centros Novas Oportunidades, são consideradas, para todos os efeitos, como acções realizadas na área correspondente ao seu grupo de recrutamento.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

BORBOLETAS COM GPS



Um estudo recentemente publicado revelou que, ao contrário do que se pensava, não é o cérebro o instrumento de navegação das borboletas monarca mas sim as antenas, que dependem do sol como os aparelhos de GPS dependem dos satélites.

As borboletas monarca são famosas pela suas extensas migrações entre partes dos Estados-Unidos e Canadá e o Centro do México e até agora pensava-se que era o cérebro o responsável pela sua grande capacidade de orientação.

No entanto, um estudo experimental recente publicado na Science conclui que são as antenas o instrumento de orientação deste insecto.(...)

Os investigadores concluíram assim que as antenas funcionam como o GPS das borboletas
Monarca dependendo da luz solar, da mesma forma que um aparelho de GPS depende de satélites, para orientar-se.

Embora se tenha desvendado o mecanismo nesta espécie em particular os cientistas acreditam que há outros insectos que utilizam um sistema equivalente. Segundo Repper, investigador da Universidade de Massachussetts que participou no estudo, “Embora ainda não o tenhamos comprovado, suspeitamos que as abelhas também se guiam desta maneira”.


(In sapo.pt)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

IV ENCONTRO DE REFLEXÃO SOBRE O ENSINO DA ESCRITA


IV Encontro de Reflexão sobre o Ensino da Escrita

II Encontro Nacional de Oficinas de Escrita


A produção de diferentes géneros de texto
16 e 17 de Outubro de 2009
Universidade de Aveiro


Num momento em que entram em vigor os Novos Programas de Língua Portuguesa para o Ensino Básico, onde se assume explicitamente a importância de contemplar, na aula, actividades de produção escrita de diferentes textos, parece-nos importante dar continuidade a uma reflexão sobre o ensino da escrita, procurando dar resposta às necessidades de formação dos professores relativamente aos novos programas do Ensino Básico e aos do Ensino Secundário.

De facto, as mais recentes investigações, realizadas no âmbito do Ensino do Português, dão conta da necessidade de institucionalizar uma prática de ensino da escrita de diferentes géneros, desde os mais clássicos aos mais recentes (chats, posts em blogues,… ), nos diferentes níveis de ensino e nas diferentes disciplinas.

OBJECTIVOS:
- Problematizar a questão do ensino de géneros;
- Compreender a diversidade de tarefas fundamentais para orientar a produção escrita dos alunos;
- Equacionar a validação didáctica de alguns dispositivos de ensino da produção escrita de diferentes textos.

DESTINATÁRIOS:
Estudantes de Licenciaturas em Ensino e de Pós Graduação

Formadores
Investigadores
Professores

( In UA)

FORMAÇÃO CONTÍNUA - FILOSOFIA






CENTRO DE FORMAÇÃO INTERMUNICIPAL

DE ESTARREJA, MURTOSA E OVAR


Verificando-se a existência de vagas, continuam abertas as inscrições para a acção 18.09 - "Filosofia 10º ano: a discussão a partir de problemas", até 26 do corrente mês (inclusivé).

Mais informações em http://cfiemo.ods.org/

ACESSO A SUPERCOMPUTADORES



São seis dos mais poderosos supercomputadores da Europa – cada um tem um poder de processamento cerca de 50 mil vezes superior ao de um computador doméstico. Servem sobretudo para investigação científica de ponta (para o desenvolvimento de novos medicamentos ou para previsões climatéricas, por exemplo). Portugal não tem nenhuma destas máquinas. Mas, a partir de 2010, Lisboa vai gerir o acesso de cientistas de quase toda a Europa a esta enorme capacidade de computação.


Portugal foi escolhido como a primeira sede do PRACE (Partnership for Advanced Computing in Europe), um projecto que vai permitir o acesso de duas dezenas de países a supercomputadores da Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Holanda e Itália.O papel de Portugal passará por fazer a gestão administrativa, explica o físico Pedro Vieira Alberto, da Universidade de Coimbra, a entidade que representa Portugal no consórcio. Ou seja, a estrutura que será montada em Lisboa vai receber os projectos interessados em usar os supercomputadores, avaliá-los e determinar que utilização poderão fazer do poder computacional oferecido pelo PRACE. (...)

(In Público.pt)

ACÇÃO 17/2009



A acção de formação
17/2009 - "O ensino das ciências naturais e experimentais numa perspectiva CTS"
vai iniciar no dia 13 de Outubro na Escola Secundária Adolfo Portela, às 18h 30m.
Formandos seleccionados:
Ana Carla Baptista de Matos Marques
Ana Cristina Ferreira Abrantes
Ana Mendes Ferrão
Eunice Rodrigues Ferreira Vilarinho
Francisco José Batista de Melo Simões de Deus
Gorge Saimeiro Correia
Gracinda Maria da Costa Flor
Gracinda Maria Fernandes Ribeiro
Ilda Maria Conceição Fernandes Rocha
Isabel Cruz Viegas dos Santos
Jorge Orlindo Moura Ribeiro
Maria Alice Pereira de Almeida
Maria de Fátima Matos dos Santos Bastos
Maria Teresa Santos Pacheco
Maria Vera Carreira Pinto Bastos
Patrício José de Almeida Soares Gameiro
Rosa Maria Pereira Rodrigues Matos
Sónia Margarida da Silva Tavares

terça-feira, 22 de setembro de 2009

FORMAÇÃO CONTÍNUA - INSCRIÇÕES


Vai decorrer de 29 de Setembro a 2 de Outubro o prazo para inscrição nas acções de formação:


13/2009 - "O ensino experimental da Física no ensino secundário", para docentes do grupo 510

20/2009 - "Novo programa de Matemática do Ensino Básico, 3º ciclo - Números, operações e álgebra" para docentes do 3º ciclo, do grupo 500

Os programas, calendários e fichas de inscrição estão disponíveis nas escolas associadas e na página do CFIAP

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FORMAÇÃO DE PROFESSORES


António Nóvoa no artigo "Para uma formação de professores construída dentro da profissão", avança cinco propostas de trabalho que devem inspirar os programas de formação de professores:

- assumir uma forte componente práxica, centrada na aprendizagem dos alunos e no estudo de casos concretos, tendo como referência o trabalho escolar;

- passar para "dentro" da profissão, baseando-se na aquisição de uma cultura profissional e concedendo aos professores mais experientes um papel central na formação dos mais jovens;

- dedicar uma atenção especial às dimensões pessoais da profissão docente, trabalhando essa capacidade de relação e de comunicação que define o tacto pedagógico;

- valorizar o trabalho em equipa e o exercício colectivo da profissão, reforçando a importância dos projectos educativos de escola;

- caracterizar-se por um princípio de responsabilidade social, favorecendo a comunicação pública e a participação profissional no espaço público da educação.

(António Nóvoa, Para uma formação de professores construída dentro da profissão)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

COM HUMOR!


AMBIENTE E SAÚDE


Esta iniciativa insere-se no âmbito do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde, aprovado por uma resolução do Conselho de Ministros, que prevê a inclusão do tema Ambiente e Saúde na Área de Projecto dos ensinos básico e secundário.
O Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde visa melhorar as políticas de prevenção, de controlo e de redução de riscos para a saúde com origem em factores ambientais, promovendo a integração do conhecimento e da inovação.

Alicerçado no pressuposto de que é necessário compreender para actuar, este plano pretende estabelecer uma relação entre a exposição a determinados factores ambientais e os efeitos adversos na saúde humana e nos ecossistemas, particularmente nos grupos mais vulneráveis da população, como as crianças e os jovens.

Neste sentido, a escola pode funcionar como um espaço privilegiado para a realização de acções de sensibilização dos alunos, com o intuito de motivar para a protecção do ambiente e para a promoção da saúde.

Os professores dos ensinos básico e secundário que pretendam integrar a Rede de Escolas que inclua a temática Ambiente e Saúde na Área Projecto podem ser inscritos electronicamente, pelos directores dos agrupamentos e das escolas, através da página da DGIDC. (...)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SEMINÁRIO APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA


A Aprendizagem ao Longo da Vida não é apenas uma componente da educação e da formação. É mais do que isso. Como tal, deve tornar-se um dos princípios orientadores e uma força motriz da participação de cada cidadão, num contínuo de aprendizagens, na sociedade na qual se encontram inseridos.
Tendo como premissas basilares estas ideias, o Centro de Formação Profissional para o Sector da Cristalaria (CRISFORM), da Marinha Grande, promove no dia 22 de Setembro, nas suas instalações, o Seminário Aprendizagem ao Longo da Vida.

Este evento é dirigido principalmente a técnicos e formadores dos Centros Novas Oportunidades e tem como objectivos:

- partilhar e disseminar a informação e o conhecimento;
- contribuir para a melhoria de competências técnicas, criando sinergias de actuação entre Centros Novas Oportunidades.

Neste sentido, abordar-se-ão temáticas como:

- as fases de acolhimento, diagnóstico e encaminhamento de candidatos à qualificação;
- a igualdade de género;
- o módulo aprender com autonomia;
- a literacia dos adultos.

Poderá obter mais informações sobre este evento no site do CRISFORM.

OUTUBRO - MÊS INTERNACIONAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR


A Associação Internacional de Bibliotecas Escolares (IASL) designou o mês de Outubro como o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, sendo a temática eleita para este ano de 2009 School Libraries: A Big Picture.

Durante o mês de Outubro de 2009 a Biblioteca Municipal de Aveiro propõe um conjunto de actividades que pretendem desenvolver competências junto dos profissionais que promovem actividades nas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas de Aveiro, nas áreas da pesquisa, gestão, formação dos utilizadores e promoção da leitura.
(In DREC)

1 MILHÃO DE NOVAS OPORTUNIDADES





A Agência Nacional para a Qualificação, I.P. procede à apresentação pública, no dia 19 de Setembro, pelas 15h00, no Museu do Oriente, em Lisboa, do livro “1 Milhão de Novas Oportunidades”.

Esta publicação, que reúne cerca de 70 histórias de vida de formandos envolvidos na Iniciativa Novas Oportunidades – Eixo Adultos, contará com a apresentação de alguns testemunhos de pessoas que deram o seu depoimento no livro agora editado.

Com base numa ideia original de Luís Capucha, Inácio Canto e Castro recolheu, e tratou em texto, os testemunhos dos adultos formandos, enquanto Carlos Silva foi responsável pela fotografia, num projecto coordenado por Maria do Carmo Gomes e Dora Santos.

Nesta publicação, os diferentes testemunhos de adultos formandos da Iniciativa Novas Oportunidades realçam as vivências e as experiências que são, e foram, determinantes para a aquisição e desenvolvimento de saberes e competências, ao longo das suas vidas.

(In ANQ)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SEMANA EUROPEIA DA MOBILIDADE





Encontra-se a decorrer até ao próximo dia 22 de Setembro a Semana Europeia da Mobilidade, um evento que junta muitas cidades e vilas europeias, cerca de 70 delas portuguesas, e que este ano terá como tema “Melhoria do Ambiente na Cidade”.


Para assinalar esta iniciativa, nos dias 16 e 22 de Setembro, todos os cidadãos podem viajar gratuitamente nos suburbanos de Lisboa e do Porto da CP, na Transtejo, na Soflusa, na Carris, na STCP, no Metropolitano de Lisboa e no Metro do Porto. Para o resto dos dias estão preparadas várias actividades dedicadas à mobilidade sustentável.

Na página do site da Agência Portuguesa do Ambiente dedicada à iniciativa, salienta-se que nesta semana “os cidadãos europeus têm a oportunidade de gozar uma semana inteira de actividades dedicadas à mobilidade sustentável, com o objectivo de se facilitar um debate alargado sobre a necessidade da mudança de comportamentos relativamente à mobilidade, em particular no que toca à utilização do automóvel particular”.

Como já vem sendo hábito nas edições anteriores, a Semana Europeia da Mobilidade culmina com o Dia Sem Carros, 22 de Setembro, durante o qual as cidades ou vilas participantes reservam uma área das suas ruas para peões, bicicletas, veículos eléctricos e, em particular, transportes públicos.

(In Portal do Cidadão)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O CAMINHO DAS LETRAS


O Caminho das Letras é um sítio electrónico criado para estimular a aprendizagem da leitura nos primeiros anos do ensino básico, que foi lançado pelo Ministério da Educação em parceria com o Plano Nacional para o Ensino do Português, o Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas e o Plano Nacional de Leitura.

Esta iniciativa pretende oferecer às crianças a possibilidade de percorrerem um surpreendente universo de imagens, de textos e de sons muito apelativos, que lhes despertem a curiosidade pelas letras, pelas palavras e pelos textos. Quanto aos educadores e às famílias, revela-se um instrumento educativo, que deve ser descoberto em agradável convívio com as crianças, facilitando os primeiros passos no caminho da leitura.

Este projecto-piloto, concebido por uma equipa de especialistas e executado graças à colaboração de artistas plásticos, de actores e de técnicos em investigação e desenvolvimento, pretende ser testado com os alunos dos primeiros anos das escolas do ensino básico.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

I FORUM DE EDUCAÇÃO E JUVENTUDE


O I Fórum de Educação e Juventude terá lugar, entre os dias 17 e 19 de Setembro, no Parque de Exposições de Aveiro.
Três verbos (pensar, qualificar e inovar) definem o tema do I Fórum de Educação e Juventude que terá lugar, entre os dias 17 e 19 de Setembro, no Parque de Exposições de Aveiro.


Organizado pela Câmara Municipal desta cidade, o evento assume como objectivo contribuir para a afirmação da qualificação e da inovação enquanto pilares fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. Tendo como destinatários directos todos os que constituem a comunidade educativa da região de Aveiro, este Fórum proporcionará aos visitantes a participação em seminários e debates, informação sobre percursos de educação e formação ao longo da vida, bem como actividades de divulgação de carácter inovador e empreendedor e de difusão da ciência, com destaque para a área da astronomia.

domingo, 13 de setembro de 2009

NOVO ANO LECTIVO



Entre os dias 10 e 15 de Setembro, arranca o ano lectivo de 2009-10 com mais de 1,5 milhões de alunos distribuídos por nove mil estabelecimentos de ensino público e três mil do sector privado e cooperativo. Este ano, a Gripe A também faz parte do programa.
O regresso às aulas faz-se este ano lectivo com alguns cuidados de higiene redobrados e bastante informação sobre saúde como prevenção à propagação da Gripe A. Às creches, jardins-de-infância e escolas foi pedido que elaborassem planos de contingência para dar resposta a eventuais problemas com o vírus H1N1. O Ministério da Educação viu-se forçado a reforçar os orçamentos dos estabelecimentos de ensino e os pais esperam que não faltem recursos materiais para proteger os seus filhos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

DIA MUNDIAL DA LITERACIA


Cerca de 75 milhões de crianças em todo o mundo continuam sem acesso ao ensino. Em Portugal, nove em cada cem portugueses continuam sem saber ler nem escrever, na maioria idosos e a viverem no Interior. Ainda assim, previsões da UNESCO apontam para uma descida progressiva até 2015.Os níveis de alfabetização em Portugal estão ainda “muito longe do ideal”, declarou Rui Seguro, Presidente da Associação O Direito De Aprender. A última actualização destes dados do Instituto Nacional de Estatística revela que, em Fevereiro deste ano, o analfabetismo em Portugal se fixa acima dos nove por cento. (...)

No Dia Mundial da Literacia, a Campanha Global pela Educação em Portugal sublinha “o impacto da educação e da alfabetização no aumento dos rendimentos das famílias, na melhoria das condições de higiene e de saúde”. Um estudo da OCDE mostra que, ao todo, cerca de 75 milhões de crianças em todo o mundo continuam sem acesso ao ensino. O relatório, intitulado “From closed books to open doors – West Africa’s literacy challenge”, 40 milhões dos analfabetos são mulheres. Em países como a Guiné-Bissau ou o Mali, não chega a 20 por cento o número de mulheres que sabe ler e escrever.

domingo, 6 de setembro de 2009

16ª FESTA DO LEITÃO EM ÁGUEDA - 9 A 13 DE SETEMBRO


A 16ª edição da Festa do Leitão à Bairrada e 12ª Feira de Artesanato e Gastronomia de Águeda já começam a ganhar forma no Largo 1º de Maio, com a implementação das tendas onde vão ficar instalados os dez restaurantes, a quem cabe a responsabilidade de servir o melhor leitão da Bairrada.

O cartaz cultural da 16ª Festa do Leitão à Bairrada de Águeda começa a suscitar muito interesse junto de todas as faixas etárias, sendo certo que a organização mantém as expectativas de bater o recorde das 50 mil visitas registadas em 2008.
O programa da 16ª Festa do Leitão à Bairrada de Águeda é preenchido da seguinte forma:

- Dia 9: Platinnum Abba e Projecto “Amália Hoje” (a partir das 22 horas).
- Dia 10: Reammon (22.30).
- Dia 11: Rita Guerra (22.30) e DJ internacional (das 24 horas até às 3 da madrugada).
- Dia 12: Rui Veloso e convidada (22.30).
- Dia 13: Orquestra Municipal de Águeda (15 horas) e grupos folclóricos (21.30).

Os preços dos bilhetes estão definidos. A entrada custa três euros todos os dias, menos no domingo, com as pessoas a terem de pagar dois euros para entrar no recinto.

O IMPACTO DA FORMAÇÃO


Uma questão que, desde há cerca de três quartos de século, tem preocupado os investigadores que se interessam pela formação pedagógica dos professores e pela eficácia docente é se aquela tem ou não impacto nesta e, a ter, que impacto é esse. Perguntam, em concreto, se os professores transpõem as competências adquiridas durante a formação, inicial ou contínua, para o seu quotidiano de ensino de modo que isso se repercuta nas aprendizagens.

Shulman num artigo publicado em 1986, em que analisou o assunto, lembrou que os estudos realizados no quadro teórico designado por behaviorista – que teve grande impacto na pedagogia entre os anos de 1920/30 e os anos de 1960/70 – tendiam inicialmente a confirmar que:

- era possível identificar as competências mais adequadas para ensinar, bem como transpô-las para programas de formação;
- os professores, quando devidamente instruídos, eram capazes de as adquirir;
- os professores eram capazes de recorrer a elas quando passavam para o contexto de aula;
- se as condições anteriores se verificassem, ocorreriam as mudanças pretendidas nos resultados académicos dos alunos.

Tudo levava a crer que tais conclusões eram dignas de crédito, pois tinham sido apuradas com turmas concretas e aplicados testes de avaliação estandardizados. No entanto, a acumulação de dados empíricos levou a duvidar da linearidade acima apresentada. Na verdade, quando se analisava, de modo isolado, cada estudo que procurava “descobrir” a eficácia docente, percebia-se a supremacia de certas competências docentes na implementação de certas aprendizagens, mas quando se analisavam, em conjunto, os inúmeros estudos disponíveis, percebia-se que nem todos apontavam para as mesmas competências, e que estas perfaziam um número incomportável para poderem ser objecto de formação.

Por outro lado, a análise da transposição das competências contempladas num determinado programa de formação para o quotidiano de ensino levava a concluir que os professores submetidos a treino, que muito provavelmente as tinham adquirido e consolidado, nem sempre as manifestavam com mais frequência do que os seus colegas dos grupos de controlo, que não tinham passado pelos programas de formação.Também se verificou, através de estudos longitudinais que acompanharam os mesmos professores durante vários anos lectivos, que, se nalgumas circunstâncias, competências referenciadas como eficazes conduziam a aprendizagens desejáveis, noutras circunstâncias tal já não acontecia.

Estamos perante impasses que (ainda) não foram resolvidos e nos quais não se tem investido de modo particular, entre outras razões porque após os anos de 1970/80 as opções teóricas prevalecentes na pedagogia foram outras que não essa de tipo correlacional. Berliner, um autor de referência na área, reconhece que, apesar de o estudo da eficácia docente não se ter extinto, tem sido negligenciado, advertindo para a necessidade de se intensificar a procura daquilo que funciona, no desempenho do professor, para que os alunos aprendam e do modo como se devem formar os professores nesse sentido. Na sua expressão, é preciso investir no "whats works". Para tanto, propõe uma abordagem ecléctica, que, não excluindo a abordagem behaviorista, integre outras, como a cognitivista, de modo a perceber melhor o que é o trabalho do professor. Este é, muito abrevidamente, o estado da investigação internacional sobre o assunto.

Vamos ao caso do nosso país. Neste particular, pode-se afirmar que existe um grande desconhecimento acerca das relações formação-ensino-aprendizagem. Baseio-me, sobretudo, num artigo ainda recente de revisão de estudos empíricos realizado por Estrela, Eliseu & Amaral (2007) onde se destaca que, quanto à formação, os estudos analisados se revelam “pouco elucidativos das repercussões nas práticas dos professores”, fazendo notar a necessidade de se criarem “dispositivos que acompanhem os professores nas suas práticas (durante e após a formação)”. (...)


Helena Damião
Consultora do CFIAP

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CONTRA UM CÓDIGO DE CONDUTA


Em Inglaterra existe um organismo denominado General Teaching Council for England que reúne diversos actores educativos e assume várias funções no campo da educação, desde a análise de manuais escolares, ao reconhecimento de diplomas para acesso à carreira docente, passando pelo incentivo às escolas para introduzir as Novas Tecnologias da Informação. Também realiza estudos vários e dá, naturalmente, pareceres.

Há uns tempos este organismo propôs um código de conduta para professores designado por Code of Conduct and Practice for Registered Teachers (que se encontra publicado no livro Deontologia das Profissões da Educação, de A. Reis Monteiro, Almedina, 2008), que entrará em vigor no próximo mês de Outubro. Nesse código estão consagrados oito princípios:

1. Pôr o bem-estar, desenvolvimento e progresso das crianças e jovens em primeiro plano;

2. Assumir a responsabilidade de manter a qualidade das suas práticas de ensino;

3. Ajudar as crianças e jovens a tornarem-se alunos confiantes e bem sucedidos;

4. Demonstrar respeito pela diversidade e promover a igualdade;

5. Esforçar-se estabelecer parcerias produtivas com pais e outros parceiros educativos;

6. Trabalhar como parte integrante da escola e de equipas;

7. Cooperar com outros profissionais na organização do trabalho dos alunos;

8. Demonstrar honestidade e integridade e manter a confiança pública na profissão de ensino.

No último ponto deste oitavo princípio preceitua-se que o professor deve: “Demonstrar padrões adequados de comportamento que permitam manter um ambiente de aprendizagem eficaz, a confiança do público e a confiança na profissão”.

Ora, é sobretudo este aspecto que tem deixado os professores ingleses muito apreensivos. Chris Keates, secretário geral do maior sindicato de professores, o National Association of Schoolmasters and Union of Women Teachers (NASUWT), afirmou que o código "deu a impressão que os professores não são de confiança” e que, com base nele, é possível haver intromissão na sua vida privada, constituindo uma afronta aos direitos humanos.

Concretizando, disse que, por princípio, o sindicato não está contra um código de conduta, mas que não pode estar a favor do código em causa, pois ele abre a porta a abusos. Por exemplo, se o professor falar de um modo apaixonado dos assuntos que lecciona, pode ir contra o que está preceituado no código por não estar a ser imparcial?

Efectivamente, ao prescrever comportamentos e atitudes aos professores, mesmo quando eles não estão na escola, em serviço, permite um controlo de todos os aspectos da sua vida e não apenas naqueles que tocam estritamente à docência. Nessa medida, qualquer desvio da norma, em qualquer circunstância pessoal ou profissional, poderá pôr em causa a carreira dos professores.Tudo isto foi negado por Keith Bartley, que dirige o referido General Teaching Council for England, quando afirmou estar "absolutamente explícito" que o código não se intromete na vida privada dos professores. O que é certo é que o NASUWT redigiu e está a fazer correr uma petição que apela à anulação do tal código e que já reuniu milhares de assinaturas de docentes, os quais, pelos vistos, não estão muito certos de que isso seja verdade...

Helena Damião
Consultora do CFIAP

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PLANO DE ACÇÃO DA MATEMÁTICA


O Plano de Acção da Matemática (PAM) vai ser esta quinta-feira apresentado pela ministra da Educação. De acordo com a Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues atribuiu a subida das notas positivas nos exames e provas de aferição ao PAM.

O Plano vai ser apresentado num encontro de professores de matemática em Viana do Castelo. Segundo o Ministério da educação, 400 mil alunos são já abrangidos pelo PAM e envolve 13 mil professores de matemática e quatro mil docentes de outras disciplinas.

O Plano de Acção da Matemática foi lançado para combater o insucesso na disciplina. O objectivo dos novos programas de Matemática para o primeiro, segundo e terceiro ciclos do ensino básico prontos para entrar em vigor, continuam a ser «elevar o nível das aprendizagens» de todos os alunos.

PORTUGAL DÁ MENOS AOS MAIS NOVOS



Portugal é um dos países da OCDE que menos investimentos públicos canalizam para as crianças até aos cinco anos.O dado consta de um relatório - Childhood Decides -, divulgado por esta organização, do qual se conclui que, regra geral, a qualidade de vida dos menores no nosso País está muito abaixo da média do mundo desenvolvido.
No que diz respeito aos indicadores do investimento público por cada menor de 18 anos Portugal surge num grupo de países que investe entre 60 e 70 mil euros por ano. Valores que, sendo dos mais baixos, não serão particularmente negativos tendo em conta o rendimento per capita.
Os problemas surgem quando se analisa a proporção desse investimento que é canalizada para a franja dos zero aos cinco anos. Precisamente aquela idade em que, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, mais decisivo pode ser o investimento para o futuro destas crianças. Sobretudo quando estão em causa situações de pobreza. (...)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS


O Governo está a preparar a regulamentação da nova lei da educação sexual e um programa de formação para professores, disse o secretário de Estado Valter Lemos, garantindo que grande parte da estrutura necessária para aplicar o diploma já existe."Está a ser preparada a legislação", afirmou Valter Lemos, acrescentando que grande parte da estrutura necessária para pôr em prática no próximo ano lectivo a nova lei da educação sexual, aprovada este ano, já estava a funcionar.

"Todas as escolas já têm um coordenador de educação para a Saúde, a educação sexual já está em todas as escolas, obrigatória", nesse âmbito, referiu. Segundo o secretário de Estado da Educação, mais de metade das escolas secundárias já tinha também no ano passado gabinetes de apoio ao aluno nesta matéria. "O que agora a lei estabelece é o número de horas definido - que não estava, cada escola definia o seu número de horas - e agora é preciso garantir que cumpre aquele número de horas definido: 12 horas por ano", indicou. (...)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

LER +, AGIR CONTRA A GRIPE


No âmbito das acções de prevenção da gripe em meio escolar, a Direcção-Geral da Saúde, o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares, a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas desenvolveram o Projecto «Ler+, Agir contra a Gripe» que, no ano lectivo 2009/2010, irá impulsionar um conjunto de iniciativas relacionadas com a leitura e a escrita, contribuindo assim para melhorar os níveis de literacia em saúde e a prevenção das doenças transmissíveis, em especial da Gripe.

As actividades previstas propõem a adopção de comportamentos inteligentes, que dificultem a transmissão do vírus, através de medidas de protecção da saúde individual e da saúde da comunidade, com o reforço da importância da lavagem frequente das mãos e da protecção da boca e do nariz ao tossir ou espirrar, por forma a diminuir e atrasar o mais possível a propagação do vírus.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

H1N1: ESCOLAS COM LINHAS TELEFÓNICAS



O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação vão dispor de linhas telefónicas para apoiar as escolas na tomada de decisões nos casos de crianças e jovens que apresentem sintomas de gripe A (H1N1), foi hoje, sexta-feira, anunciado pela tutela.

Estas linhas serão para utilização exclusiva dos directores das escolas e apenas nas situações em que estes não saibam o que fazer, comunicaram as ministras da Saúde e da Educação, em conferência de imprensa conjunta realizada hoje numa escola da Amadora, para anunciar medidas de contenção da gripe A nas escolas.
"No momento preciso que ocorram situações para as quais os directores das escolas não encontrem uma decisão fácil poderão contar com o apoio das estruturas dos Ministérios da Educação e da Saúde", que vão dispor de uma linha de telefone para ser usada exclusivamente pelos directores das escolas", garantiu a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. (...)

ESTA VIDA DE PROFESSOR...


Bernard Houot era um engenheiro bem sucedido, com um salário acima da média e várias outras regalias que não estão ao alcance dos professores. Porém, quando se encontrava na casa dos quarenta, resolveu mudar de profissão e ir… para o ensino.
A descoberta do modo como o sistema educativo e a escola funcionam e do modo como professores, alunos e pais convivem é relatado num livro intitulado Coeur de Prof, publicado em França, em 1991, e que a editora ASA traduziu para português dois anos mais tarde, designando-o por Esta vida de professor…
A escrita bem disposta e aparentemente leve de Houot remete-nos para questões sérias e profundas que permanecem actuais entre nós. Uma delas é a do sucesso/insucesso dos alunos, em relação à qual mais uma vez, por vias de notícias recentes, nos interrogamos neste tempo que ainda é de férias escolares.
De entre as várias passagens que remetem para o assunto escolhi a que se segue (páginas 90-92):“Sentimo-nos por vezes excedidos, como um médico de hospital, pela diversidade dos casos que se apresentam à consulta. Para recuperar a confiança, consolamo-nos com os sucessos da medicina. Porque não os terá também a pedagogia?
O nosso problema, infelizmente, não é tão simples como o de um médico. Antes de mais os pacientes não se apresentam à razão de trinta e cinco de cada vez. Embora cada um tenha as suas particularidades, temos de tratar todos os casos ao mesmo tempo. Além dos nove ou dez alunos muito lentos pelos quais simplificaríamos de boa vontade a matemática, há vinte alunos médios que parecem acompanhar muito bem e dois ou três cracks capazes de terminar uma demonstração antes de nós. Todos esperam com impaciência que nos ocupemos dos seus casos pessoais.
Um médico vulgar não hesita em mandar os seus pacientes para um especialista quando não tem a certeza do seu diagnóstico ou do tratamento a prescrever. Na educação não ocorreria a ninguém pensar que as nossas competências não são universais. Aí está outra diferença relativamente à profissão de médico: nós só podemos contar connosco para tratar seja o que for.
Esta última exigência parece-nos bastante normal no momento em que abordamos pela primeira vez a profissão de professor. Estamos convictos que sabemos obter bom aproveitamento de todos os alunos, sem excepção, graças apenas ao nosso trabalho (…).
E toca a meter mãos à obra, de fronte erguida. Quando os alunos começam a patinar tomamos a coisa como uma ofensa pessoal. Redobramos os esforços. Estamos persuadidos que os nossos fracassos se devem apenas à falta de tempo, de experiência ou de quantidade de trabalho. Somos obnubilados por um orgulhos insensato que nos remete a um trabalho solitário. Tentamos sempre fazer mais e melhor a ponto de arriscar uma depressão nervosa.
É preciso algum tempo e muita modéstia para finalmente reconhecer a evidência: há alunos que não conseguiremos salvar. A nossa incapacidade relativamente a eles nada tem a ver com falta de trabalho, de formação ou de experiência. Está antes ligada à nossa personalidade, ao nosso ritmo, aos nossos métodos, aos nosso defeitos e às nossas qualidades. Ou então relaciona-se com o meio e as condições em que temos de ensinar. Esses alunos não funcionam como nós. Eles não aderem à nossa pedagogia. Eles não têm a nossa maneira de abordar a questão. Ou então não entram nos moldes que lhes propõe o estabelecimento onde ensinamos (…).
Quando os alunos não têm sucesso, declara-se de bom grado que têm dificuldades. Poucas pessoas se iludem com sobre este eufemismo. São, antes de mais, os professores e os estabelecimentos que estão em dificuldades.Porque se atribui tão facilmente a responsabilidade pelo fracasso aos alunos e não ao sistema escolar? Será que os professores tiram daí alguma vantagem? Não creio. Embora a linguagem pareça desculpá-los, eles sabem que têm uma parte de responsabilidade (…). Muitos até se consideram mais culpados do que realmente são. Persuadidos de que só devem contar com eles próprios, vivem o sucesso ou fracasso dos seus alunos como uma coisa privada pessoal. Daí a sua vergonha em reconhecerem-se inaptos para tratar os casos de certos alunos, a sua hesitação em recorrer a outras pessoas, a sua recusa de alertar o estabelecimento quando se acham em dificuldades. Toda a declaração de impotência se lhe afigura uma espécie de demissão relativamente à elevada ideia que têm da sua responsabilidade.
Ninguém, no seio da Educação Nacional, irá dizer-lhe que devem preocupar-se unicamente, da forma mais séria e aberta possível, com o sucesso dos seus alunos e não pretenderem fazer tudo sozinhos. Ninguém os convida a advertir a direcção do seu estabelecimento, caso experimentem dificuldades".

Helena Damião
Consultora do CFIAP

terça-feira, 25 de agosto de 2009

12 ANOS DE ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA



O Presidente da República já promulgou o diploma que prevê o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, confirmou à Lusa fonte da Presidência da República. A proposta de lei do Governo - que foi aprovada a 10 de Julho com os votos favoráveis do PS, PCP, BE e PEV e a abstenção do PSD e do CDS-PP - estabelece o regime da escolaridade obrigatória para as crianças e jovens em idade escolar e consagra a "universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir de cinco anos". (...)
(In Público.pt)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

OS SIMPSONS EM ANGOLA


A agência publicitária encarregada de promover a chegada da série de animação "Os Simpsons" a Angola transformou a famosa família amarela num clã tipicamente angolano. A mudança limita-se à promoção do formato.
A imensa cabeleira azul de Marge é agora uma enorme 'afro'; Lisa e Maggie fizeram rastas; Bart tem uma carapinha bem alisada e Homer já não bebe uma cerveja Duff, antes uma Cuca angolana. Mas a diferença mais notória da família de Springfield à chegada a Luanda é mesmo a cor da pele - "Os Simpsons", bonecos famosos também por serem todos amarelos, surgem agora castanhos.


O director criativo da agência publicitária, António Páscoa, explica, à Reuters, que o objectivo era "adaptar a paródia satírica da típica família de classe média norte-americana para Angola". Sobre as críticas que entretanto se levantaram, o responsável pelo Luanda Executive Center responde de forma directa: "Se as pessoas não gostarem, então julgo que não têm um sentido de humor grande o suficiente para gostar de ver 'Os Simpsons'". (...)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PROVA DE ACESSO À CATEGORIA DE TITULAR



O trabalho, a ser entregue em formato electrónico através da aplicação informática disponibilizada na página da Direcção-Geral Dos Recursos Humanos da Educação, deve versar sobre a experiência do quotidiano escolar no exercício de funções docentes e obedecer às seguintes regras:

Ter o máximo de 40 páginas em formato A4, incluindo anexos;
Conter o espaçamento entre linhas de um espaço e meio;
Ser redigido no tamanho do tipo de letra 12;
Configuração das páginas: cabeçalho - 4,5 cm, margens - 3 cm e rodapé - 3 cm.
Para mais informações, consultar:
Despacho n.º 19255/2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009


O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou o diploma que estabelece a manutenção do regime simplificado da avaliação de desempenho dos professores no próximo ano lectivo, anunciou hoje o Ministério da Educação (ME).
Num curto comunicado, o gabinete da ministra Maria de Lurdes Rodrigues adianta que o diploma aguarda publicação em Diário da República, enquanto fonte do Palácio de Belém acrescentou à Lusa que a promulgação aconteceu "nos últimos dias".
O Governo anunciou a 16 de Julho a prorrogação do regime simplificado da avaliação docente em moldes idênticos ao aplicado este ano lectivo, pelo que os professores serão avaliados tendo em conta a assiduidade, formação contínua, cumprimento do serviço distribuído e participação nas actividades e projectos da escola.

A observação de aulas (avaliação da componente cientifico-pedagógica) permanecerá facultativa, excepto no caso dos docentes que queiram aceder às classificações mais elevadas - "muito bom" e "excelente" -, que permitem uma progressão mais rápida na carreira.
De fora vai continuar o parâmetro dos resultados escolares dos alunos. (...)


PROVA PÚBLICA DE ACESSO À CATEGORIA DE TITULAR



A admissão a concurso para acesso à categoria de professor titular depende de prévia aprovação em prova pública, nos termos do previsto no Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, que incide sobre a actividade profissional desenvolvida pelo docente.

A partir de hoje, estará disponível a aplicação electrónica para Candidatura, upload do trabalho e Validação de candidaturas à prova pública, na página da DGRHE em www.dgrhe.min-edu.pt.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

ALTERAÇÕES À PROVA DE INGRESSO NA CARREIRA DOCENTE


O Conselho de Ministros aprovou um diploma que procede a alterações no regime da prova de avaliação de conhecimentos e de competências, prevista no Estatuto da Carreira Docente, para o ingresso ou exercício de funções docentes.

Este decreto regulamentar visa a simplificação do regime da prova - agora designada por prova de avaliação de competências e de conhecimentos -, estabelecendo as condições de realização da mesma e clarificando as situações de dispensa.
Assim, prevê-se a existência de uma prova geral obrigatória, com periodicidade anual, comum a todos os candidatos, como forma de verificar a sua capacidade de mobilizar o raciocínio lógico e crítico, bem como a sua preparação para resolver problemas em domínios não disciplinares.
Para além desta componente comum da prova, poderá ainda realizar-se uma componente específica, que pode ser escrita e/ou oral ou prática, visando avaliar competências e conhecimentos de ordem científica e tecnológica, adequados às exigências dos respectivos níveis de ensino, área disciplinar ou grupo de recrutamento.(...)


Requisitos para a dispensa da realização da prova de avaliação de conhecimentos e de competências

De acordo com estas regras, estão dispensados da realização da prova os candidatos que cumpram cumulativamente os seguintes requisitos:
Contem pelo menos quatro anos completos de exercícios docentes;
Desses quatros anos, um tenha sido prestado nos quatro anos escolares anteriores ao da realização da primeira prova;
Tenham obtido avaliação de desempenho igual ou superior a Bom.

Independentemente destes requisitos, são dispensados da realização da prova os candidatos que tenham obtido avaliação de desempenho igual ou superior a Muito Bom em data anterior à realização da primeira prova.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FÉRIAS...


terça-feira, 4 de agosto de 2009

PEQUENOS ERROS...








segunda-feira, 3 de agosto de 2009

EQUIPARAÇÃO A BOLSEIRO


A partir do ano lectivo 2010/2011 só podem ter equiparação a bolseiro os professores com uma avaliação de desempenho igual ou superior a «Bom», segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República.

São ainda requisitos para equiparação a bolseiro ser detentor de um lugar do quadro, possuir cinco anos de tempo de serviço ininterrupto no exercício de funções docentes e encontrar-se em exercício efectivo de funções docentes em algum estabelecimento de educação ou de ensino público na dependência do Ministério da Educação.
Segundo a portaria, assinada pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, a equiparação a bolseiro pode ser concedida em regime de dispensa de serviço a tempo inteiro ou com redução de 50 por cento do horário semanal do docente ou em regime de dispensa de serviço com vencimento ou sem vencimento.

domingo, 2 de agosto de 2009

PLÁGIO, ENCOMENDA E QUALQUER COISA ...



Toda a gente sabe, toda a gente concede, toda a gente encolhe os ombros. Refiro-me (mais uma vez) ao assunto do post anterior, a que o De Rerum Natura tem dado destaque: o plágio e a encomenda de trabalhos académicos do ensino superior para unidades curriculares (assim se chamam agora as disciplinas), estágios, mestrados, doutoramentos. Não menos grave é a apresentação de “qualquer coisa” devidamente encadernada, que se faz passar por obra substancial. Sem enveredar pela via da desculpa ou da relativização (já aqui dei a entender quão grave e intolerável acho o assunto) não posso deixar de tentar perceber as razões daquilo de que me apercebo no meu quotidiano na universidade e que colegas me contam, nem daquilo que leio nos jornais.

Junto essas razões na seguinte lista:

- Os prazos são cada vez mais apertados porque é pedido às escolas, quais fábricas que trabalham por encomendas, que respondam às necessidades de produção de diplomados do 1.º, do 2.º e do 3.º ciclos, e nas quantidades estabelecidas;

- Desvalorizados que estão os exames, os alunos são postos a fazer trabalhos em todas, ou quase todas, as unidades curriculares, as quais aumentaram significativamente nos últimos anos, uma vez que cada uma dos planos de estudos anteriores pulverizou-se em duas ou três, quando não quatro. Bem vistas as coisas, tal como no ensino básico, os cursos do ensino superior têm um currículo impossível, ao ponto de os alunos muitas vezes não saberem o nome das unidades curriculares que frequentam, muito menos daquelas que passaram e das que se seguem.

- Os professores que orientam os trabalhos têm inúmeras tarefas atribuídas: além da leccionação de aulas e seminários de várias unidades curriculares (longe vão os tempos em que se dedicavam a uma ou duas onde, se não eram, deviam ser especialistas) têm uma carga burocrática de funcionário público, compete-lhe a orientação tutorial, o esforço de internacionalização, a ligação à necessidades da comunidade, a investigação em equipas de excelência… Acresce que todas estas tarefas têm de ser geridas no quadro das suas carreiras, que estão longe de decorrer sem sobressaltos. Valorizando-se, nessa gestão, essencialmente (para não dizer apenas), os artigos em revistas de prestígio e pouco (para não dizer nada) tarefas como a leccionação ou a orientação tutorial, estas são relegadas para o fim da lista das preocupações de quem, muito legitimamente, quer ter reconhecimento académico…

- A avaliar pelas apreciações de colegas e de trabalhos que se confrontam, os alunos que chegam ao ensino superior capazes de fazer uma pesquisa e de estruturar e escrever um pequeno trabalho são, a cada ano que passa, mais raros. Por outro lado, habituados já estão ao “corta” e “cola” não percebem, muitos deles, que estão a fazer algo censurável, sob o ponto de vista ético e legal. Os que desconfiam ou sabem, percebem, desde cedo, que o esforço e o investimento não compensam, o mesmo já não acontecendo com a prevaricação;

- Mas não são apenas os alunos acabados de sair do secundário que recorrem a artimanhas várias para “despachar” trabalhos, adultos com responsabilidade intelectual elevada, fazem o mesmo.

- A sociedade concede em tudo isto: há os licenciados, mestres e doutores desempregados que montaram os seus negócios de “fazer trabalhos para fora”, é preciso compreender as suas necessidades; há a conversa do amigo que nos diz que no país tal, ainda é pior; há o senso comum que está longe de considerar, por exemplo, o plágio como crime ou a encomenda como desonesto… Afinal, que mal ao mundo daqui advém?

- Mas a razão que escrevo com mais apreensão neste texto é a seguinte: as escolas de ensino superior e os seus professores não têm sido capazes de, afirmativamente, sem ceder a pressões e argumentos, defender a essência de todas as escolas, com particular destaque para as de ensino superior. Essência essa que radica no valor do conhecimento e da sua investigação, bem como na honestidade que a deve guiar. Sempre, sem qualquer excepção.

Helena Damião
Consultora do CFIAP
(In blog Rerum Natura)